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“Foi em função da rapidez do atendimento, que hoje estou viva”, conta paciente atendida em programa do Governo do Estado
“Foi em função da rapidez do atendimento, que hoje estou viva”, conta paciente atendida em programa do Governo do Estado

<em><strong>Fonte: SES

“Foi em função da rapidez do atendimento, que eu hoje estou viva e posso continuar junto dos meus filhos e da minha mãe”, disse Letícia Santos, de 29 anos, que recebeu atendimento de emergência, através do Cuidar de Todos – Programa AVC “Cada Segundo importa”. O programa foi implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e lançado pelo governador Carlos Brandão.

Com histórico de hipertensão, diabetes, obesidade e suspeita de enxaqueca, em 4 de julho, no início da manhã, Letícia Santos recorda que sentiu uma dor de cabeça muito forte. Desmaiada, a paciente foi levada para a UPA Cidade Operária. Em seguida, com a confirmação do diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi encaminhada para o Hospital da Ilha, onde concluiu o atendimento que salvou sua vida e evitou sequelas graves. “Soube o que tinha acontecido porque me contaram. Eu fiquei sem falar, me movimentar, ter reação, nem nada”, disse.

Nesta sexta-feira (22), o governador Carlos Brandão e o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, lançaram o Eixo AVC – Cada Segundo Importa, do Programa Cuidar de Todos. Atualmente, 114 pessoas foram atendidas pelo programa, durante o período de teste.

O coordenador do AVC “Cada segundo importa”, o neurologista Marcone Moreno, explica a importância dessa celeridade trazida pelo Programa. “O AVC por si só já causa um estrago muito grande na vida do paciente com alta chance de morte e de morbidade, ou seja, o paciente fica muito sequelado, com perda de funcionalidade. A oportunidade que o Programa traz com o tratamento de fase aguda é a capacidade de conseguirmos tratar o AVC quando ainda do início, permitindo que uma menor parte do cérebro seja destruída, diminuindo sequelas, morte, tempo de internação, auxiliando em uma recuperação mais rápida, na reabilitação e inclusive reduzindo a sobrecarga social que o AVC traz para o paciente e sua família”, explicou.

<strong>Atendimento

Após o paciente dar entrada na UPA, através da Plataforma Digital (Join) ocorre a integração das unidades de saúde. A comunicação ocorre em tempo real entre os profissionais de saúde das UPAs, médicos especialistas da plataforma e da rede de atenção hospitalar do Estado, que tem como Hospital de Referência para essas ocorrências o Hospital da Ilha.

<strong>Ampliação

A partir desta sexta-feira (22), o programa, que iniciou nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Cidade Operária, Itaqui-Bacanga e Araçagi durante quatro meses, se estende para as UPAs Vinhais, Parque Vitória, Paço do Lumiar e o Hospital da Vila Luizão.

Maria da Paz dos Santos, de 53 anos, foi diagnosticada com AVC na UPA Itaqui-Bacanga, em 15 de agosto. “Eu estava muito nervosa, porque meu filho começou a passar mal e me desesperei. Quando fui acordar eu já estava lá no Hospital da Ilha. Só mexia os olhos, o resto do meu corpo estava todo morto, por assim dizer. E ninguém que me viu acreditou que eu fosse sobreviver, lá eu recebi o trombolítico. Hoje eu tomo medicação, mas não tenho consequência do que passei. Eu devo tudo a esse programa, foi muito bom”, contou.

<strong>Entenda como funciona Cuidar de Todos – Programa AVC “Cada segundo importa”

A porta de entrada do atendimento do programa ocorre a partir da avaliação do paciente nas Unidades de Pronto Atendimento Cidade Operária, Itaqui-Bacanga, Araçagi, Vinhais, Parque Vitória, Paço do Lumiar ou Hospital da Vila Luizão. Na porta de entrada, a equipe realizará a triagem FAST-ED (triagem pré-hospitalar de oclusão de grande vaso em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico) e, se positivo, aciona a equipe e insere o caso na plataforma Join.

Neurologista JOIN e enfermeiro (a) especialista JOIN auxiliam a unidade na obtenção de dados;

Unidade Hospitalar é comunicada para iniciar as providências de reservas de sala de exame, acionar equipe neurológica e reserva de leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI);

A partir desse momento, inicia o deslocamento do paciente com acompanhamento do trajeto até o Hospital de Referência para o atendimento, que é o Hospital da Ilha. Todo o percurso é monitorado em tempo real com geolocalização;

Durante o transporte ao hospital, é mantida comunicação contínua com neurologia do hospital, que já está ciente da transferência. Deste modo, há controle de todos os eventos, a partir da confirmação do AVC;

Ao chegar no hospital, o paciente é imediatamente encaminhado ao exame de tomografia do crânio e em conjunto equipes de AVC do Hospital neurologista JOIN reavaliam o paciente e analisam a tomografia;

Todas as etapas e informações são preenchidas na ferramenta JOIN. Depois da obtenção de todos os dados é definida a terapia reperfusional e neurologista JOIN acompanha todo o processo e parâmetros clínicos;

Ao final do atendimento emergencial, o paciente é transferido para a UTI.