A Campanha Fevereiro Laranja é dedicada à conscientização sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea. No Maranhão, o Hemomar, administrado pela EMSERH, é o ponto focal das ações de mobilização, orientação e cadastro de doadores. A leucemia é o câncer mais frequente na população jovem, representando de 25% a 35% de todas as neoplasias (tumores) na faixa etária de 0 a 14 anos.
"As campanhas e ações educativas de incentivo à doação de sangue e ao cadastro de medula óssea já estão em andamento. Realizamos palestras, mobilizações comunitárias, parcerias com instituições e divulgação em meios digitais e materiais informativos. O foco é conscientizar a população, esclarecer dúvidas, combater mitos e reforçar a importância da doação regular de sangue e do cadastro de medula como atitudes que salvam vidas", destacou o Diretor Técnico do Hemomar, Ademar Moraes.
A medula óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecido popularmente por "tutano". Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. O transplante de medula óssea é recomendado a pacientes com doenças que afetam as células do sangue, como leucemia, anemia aplástica e linfomas.
O transplante é a substituição da medula óssea doente por uma saudável. Com isso, o organismo do paciente transplantado passa a produzir novas células da medula óssea e do sangue.
O Ministério da Saúde define uma cota anual de 1.905 doadores de medula óssea cadastrados, essa lista é definida nacionalmente e precisa ser observada. Em 2025, o Maranhão alcançou essa meta, inclusive com número de cadastros acima do previsto.
Para se cadastrar ou atualizar informações, o doador precisa se dirigir ao hemocentro onde seu cadastro foi realizado ou preencha o formulário no portal do REDOME(http:/Redome.inca.gov.br/doador), clicandona barra "como atualizar meus dados". No Maranhão são nove hemocentros, o Hemomar na capital São Luís, além dos municípios de Imperatriz, Bacabal, Pedreiras, Balsas, Pinheiro, Caxias, Santa Inês e Codó.
No local de cadastro, serão colhidos 5 ml de sangue, onde o doador informa os dados pessoais para o preenchimento de um formulário. É fundamental levar um documento de identidade com foto. O sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suascaracterísticas genéticas. O resultado do exame e seus dados pessoais serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).
As informações genéticas do doador e dos pacientes serão cruzadas. Quando surgir um paciente compatível, outros exames serão necessários. Se houver compatibilidade, o doador será consultado para confirmar que deseja fazer a doação.
Para se tornar um doador é preciso:
. Ter entre 18 e 35 anos de idade;
. Estar em um bom estado geral de saúde;
. Não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue;
Existem duas formas de doar. A escolha do procedimento mais adequado é do médico. Nos dois casos, a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. No primeiro caso, o doador é anestesiado em centro cirúrgico. A medula óssea é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções com agulhas. Os doadores retornam às suas atividades habituais uma semana após a doação.
O segundo procedimento chama-se aférese. O doador toma um medicamento que faz com que as células da medula óssea circulem na corrente sanguínea. Estas células são retiradas pelas veias do braço do doador, com uso da máquina de aférese.
