Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH
<strong>Fotos: Francildo Falcão
Profissionais que atuam em cargos de supervisão e liderança nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Grande Ilha, que são gerenciadas pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), participam, durante esta semana, do Treinamento de Processos de Gestão da Qualidade. A capacitação prossegue até sexta-feira (24).
O foco do treinamento é capacitar as equipes dentro de cada área de atuação, trazendo à tona conhecimentos sobre gestão da qualidade e dos processos específicos de cada área de atuação. “A nossa intenção é que a qualidade do serviço seja aperfeiçoada e que o usuário sinta o reflexo no aprimoramento da qualidade, no atendimento e na estrutura”, pontou a assessora clínica da Emserh, Taynah Camarão.
O treinamento é dividido por área e cada dia da semana uma categoria profissional vai participar. Na segunda (20), foram capacitados os colaboradores da Supervisão Administrativa. Nesta terça-feira (21) está sendo voltado aos profissionais da Fisioterapia.
Na quarta-feira (22), para o setor de Farmácia e, na quinta-feira (23), para Serviço Social. Na sexta-feira (24), o treinamento será para as lideranças da Enfermagem e para encerrar, na próxima segunda-feira (27), será com lideranças dos setores de Terapia Ocupacional, Nutrição e Psicologia.
Temas como indicadores assistenciais de desempenho, base da gestão da qualidade e os principais processos nas diversas áreas, fazem parte da programação. Durante a manhã é feita a abordagem teórica e à tarde é aplicado o processo de metodologias ativas de aprendizagem, por meio de oficina prática.
A gerente de Qualidade Assistencial da Emserh, Yole Saraiva, explica que a abordagem principal do treinamento é fornecer informações básicas da gestão da qualidade, indicadores assistenciais de desempenho e os principais processos em suas áreas de atuação.
“A ideia é que a gente padronize, cada vez mais, os nossos serviços, desenhando os fluxos de atendimento e protocolos clínicos. Quanto mais organizados estivermos e qualificados sobre os processos da qualidade, mais a gente vai conseguir ofertar um atendimento de segurança centrado no cuidado ao paciente”, frisou Yole Saraiva.
O treinamento começou pelas UPAS e, depois, seguirá para os outros perfis de atendimento, como policlínicas e hospitais. “Esses treinamentos são importantes porque buscam um atendimento de qualidade, humanizado. É muito importante entregar um serviço que de fato atenda às necessidades das pessoas”, diretor UPA Itaqui-Bacanga, destacou Júlio Reis.
Uma programação voltada para crianças com Down e suas famílias será realizada neste sábado (25) no Shopping da Criança, em alusão ao Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado neste 21 de março. O Governo do Estado preparou diversas atividades voltadas para integração das crianças, como apresentação musical, pintura facial e cinema.
O dia também contará com ações de assistência em saúde, o que inclui atendimento odontológico e atendimento com médico pediatra. Familiares e profissionais da saúde estarão juntos integrados nesse dia de programação especial.
As inscrições podem ser feitas até sexta-feira (24), de forma presencial na unidade do Shopping da Criança, em São Luís, (Praia Grande) ou pelo WhatsApp (98) 99214-9415.
Em São Luís, na rede estadual de saúde, crianças com Síndrome de Down, TEA, com ou sem limitações, na faixa etária de 2 a 14 anos de idade, podem encontrar atendimento em várias especialidades no Shopping da Criança, na Beira-mar. A unidade é gerenciada pela Secretaria de Estado de Governo em parceria com a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
O Dia Mundial da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, é uma data de conscientização global para celebrar a vida das pessoas com a síndrome e para garantir que elas tenham as mesmas liberdades e oportunidades que todas as pessoas. É oficialmente reconhecida pelas Nações Unidas desde 2012.
O Governo do Estado iniciou a “Semana de Alusão à Tuberculose” no Hospital Presidente Vargas, em São Luís. A unidade é referência no atendimento da doença no Estado do Maranhão. A abertura da ação, na segunda-feira (20), contou com uma palestra sobre Cuidados e Prevenção da Tuberculose, na sala de espera do ambulatório e ainda música e sorteio de brindes.
“É uma semana fundamental para intensificarmos nossas ações internas e externas com a nossa equipe multiprofissional. O preconceito e o abandono do tratamento são fatores que interferem e que acabam atrapalhando o tratamento contra a doença. Por isso, nossas equipes também trabalham nesta perspectiva. É importante que as pessoas saibam que a tuberculose tem cura”, reforçou Rilma Melo, diretora geral do Hospital Presidente Vargas.
Queila Malafaia tem um filho e um irmão que fazem tratamento no Hospital Presidente Vargas. Segundo ela, esse trabalho de conscientização é importante para concluir o tratamento. Ela elogiou ainda o atendimento recebido na unidade. “Devemos valorizar todo esse trabalho voltado para a doença que tem cura, e com o decorrer do tempo se não tiver o tratamento correto ela pode se agravar. Eu mesma tenho um irmão internado em estado mais complicado porque abandonou o tratamento, achando que já estava bom; acabou desistindo e teve que retornar. Eu acredito que a recaída seja até pior. Já com meu filho é diferente, ele também adquiriu a doença, faz o tratamento correto e vem melhorando. Me senti acolhida pelos profissionais daqui”, pontuou a mãe do paciente.
Atualmente, o Hospital Presidente Vargas atende 206 pacientes em tratamento ambulatorial de tuberculose. Cerca de 35 novos casos são notificados mensalmente na unidade de saúde.
A programação segue durante toda a semana. Nesta terça (21), quarta (22) e quinta (23), as palestras acontecem na sala de espera do Ambulatório. Já na sexta-feira (24) é o Dia D da semana, quando é comemorado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, e nesse dia haverá entrega de Certificados de Atualização em Tuberculose, com a participação de representantes dos Programas Estadual e Municipal de Controle da Tuberculose.
“No Dia D haverá uma vasta programação pensando também nos nossos colaboradores. A abertura será no nosso auditório que batizamos o local como Espaço Acolher e neste dia será feita uma programação destinada também aos nossos profissionais de saúde, de nível superior, voltada para a capacitação das medidas de tratamento, acompanhamento, será um de três módulos, como forma de aumentar o conhecimento dos profissionais que atuam na unidade”, enalteceu o diretor administrativo, Thiago Leite.
O Hospital Presidente Vargas integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). A unidade atende além de pessoas acometidas pela tuberculose, pacientes portadores de HIV e oferece tratamento relacionado às doenças tropicais.
Por Daucyana Castro Fotos Dominique Oliveira
Foi realizado nesta quinta-feira (16) no auditório da Faculdade Facimp, em Imperatriz, o seminário “Sofrimento fetal, sofrimento de todos”. A ação foi realizada pelo Ministério Público do Maranhão em parceria com a Maternidade de Alto Risco de Imperatriz, que integra a rede de Estado da Saúde e é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
O sofrimento fetal acontece quando o bebê não recebe a quantidade suficiente de oxigênio no útero durante a gestação ou parto, o que pode interferir diretamente no seu crescimento e desenvolvimento. Por isso o objetivo do seminário foi esclarecer pontos importantes sobre sofrimento fetal, trabalhar a prevenção e informar que muitos desses sofrimentos podem ser evitados se a gestante for acompanhada de forma efetiva e eficaz durante o pré-natal que é realizado pela Atenção Básica.
“O Seminário Sofrimento Fetal é um Sofrimento de Todos foi um evento realizado com intuito de trabalhar as boas práticas de assistência à gestante e bebê para garantir um nascimento seguro. O quadro do sofrimento fetal acontece quando há diminuição ou perda da oxigenação e de nutrientes para o bebê. Isso se dá devido à extração de oxigênio ineficiente pela placenta ou pela má perfusão vascular materna. Todos esses pontos são trabalhados no pré-natal, parto e nascimento”, frisou a diretora geral da MARI, Tassiana Brandão.
Uma das palestras foi ministrada pelo médico Igor de Castro Morais Santos que é coordenador de obstetrícia da Maternidade de Alto Risco de Imperatriz, com o tema “Sofrimento fetal crônico”. Outros temas abordados no seminário trataram sobre pré-natal, asfixia perinatal (quando o bebê fica sem oxigenação no momento próximo ao nascimento, podendo ocorrer antes, durante ou após o parto), encefalopatia hipóxico isquêmica (complicação imediata à asfixia grave e pode causar graus variados de dano cerebral, e que podem causar comprometimento fisiológico ou estrutural), entre outros.
A especialista da Qualidade da EMSERH, Dominique Oliveira, explica que sofrimento fetal nem sempre vai significar um parto cesáreo. “Sofrimento fetal não significa necessariamente uma cirurgia cesariana. E é importante esclarecer isso para todos os profissionais de municípios da regional. O que não significa também que essa paciente não vá ser submetida a um procedimento cirúrgico pra tirar o bebe de risco. Gostaríamos de frisar que na Maternidade de Alto Risco aqui de Imperatriz nós já temos o check list de nascimento seguro implantado, assim como nas demais unidades de saúde da EMSERH que tem obstetrícia”, esclareceu Dominique.
Para a diretora clínica da Maternidade de Alto Risco de Imperatriz, Patrícia Soares, o seminário foi fundamental para tratar a respeito dos protocolos, alinhar condutas e assim prevenir casos de sofrimento fetal. “Hoje estamos em um evento junto com a promotoria do município de Imperatriz e esse evento tem uma importância para a nossa maternidade, juntamente com os municípios que nós prestamos assistência. Pois nós sabemos que o sofrimento fetal, ele perpassa desde um atendimento adequado, no pré-natal nos municípios, tendo profissionais competentes que saibam identificar no momento correto o momento de encaminhar essa paciente de alto risco. Mas também perpassa também o atendimento dentro da maternidade, onde a cada dia nós estamos qualificando nossa assistência, através de protocolos que estão sendo definidos juntos com a qualidade da EMSERH”, disse Patrícia.
A gerente de enfermagem da MARI, Vanessa Benini, participou do evento e reforçou a importância de abordar o tema. “Um evento como esse onde nós falamos sobre sofrimento fetal e que é na verdade um sofrimento de todos, é muito importante para a sociedade, e também importante para a MARI, né? Que esse tema possa causar impacto e uma reflexão em todos os profissionais pra saber realmente onde é que que nós podemos melhorar, nós como um todo, como um profissional, como ser humano para evitar esse sofrimento de todos na sociedade, nesta mulher e principalmente para este bebê que não conseguiu estar junto conosco”, disse Vanessa Benini, gerente de enfermagem da Maternidade de Alto Risco de Imperatriz.
A Maternidade de Alto Risco de Imperatriz (MARI), antigo Materno Infantil, realiza em média 700 partos por mês. A unidade faz parte da rede de Estado da Saúde (SES), e no mês passado recebeu o selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), concedido pelo Ministério da Saúde (MS). O selo garante que a unidade funciona dentro de todos os parâmetros e critérios que definem que o hospital é amigo da criança. A MARI é a primeira unidade hospitalar gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) a receber o Selo IHAC.
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