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Por Eduardo Ericeira e Vanessa Ribeiro
Fotos Adeta Holanda
Muita animação, descontração e alegria marcaram o Bloquinho do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção de Saúde (CER Olho d’Água), que deu a largada na programação alusiva ao Carnaval na unidade de saúde. Pacientes que fazem acompanhamento no CER e no Centro TEA se uniram em uma grande festa, nesta terça (14) e quarta (15).
No primeiro dia, a animação ficou por conta da banda dos Bombeiros e do Bloco Ipê Folia, composto pelos idosos que fazem atividades no CER, que percorreu todo o prédio espalhando muita alegria. O aposentado Hermínio Ribeiro, de 75 anos, faz atividades no CER do Olho d’Água há quase um ano. Ele foi o responsável por abrir o bailinho na terça (14) com suas composições em ritmo de samba. “Eu gosto demais daqui, faço alongamento e hidroginástica, além de encontrar pessoas amigas. Hoje estamos todos muito animados”, disse.
Ainda como parte da programação, oficina para confecção de máscaras com as crianças do Centro TEA e concurso de fantasia. A pequena Maria Eduarda, de 7 anos, que tem o diagnóstico do espectro autista e faz tratamento no Centro TEA há quase um ano, não perdeu a oportunidade e vestiu uma bela fantasia. A mãe, Nara Costa, destaca a importância do Centro TEA na vida da filha. “Minha filha se desenvolveu muito depois que começou a fazer terapia e vem progredindo a cada dia mais. Hoje ela está bem animada aqui para o bailinho porque gosta de interagir, de brincar e gosta muito de Carnaval. Para ela é um momento único”, afirmou.
A diretora administrativa do CER Olho d’Água, Ana Eugênia Furtado, ressalta que não é apenas uma festa de Carnaval. É a oportunidade de todos colocarem em prática os ensinamentos e vivam as experiências trabalhadas durante a terapia, como inserção social, adequação em ambientes novos, com outras pessoas e sons diferentes.
“Durante essas atividades a gente trabalha componentes como interação social, como trabalhar a memória através de marchinhas, que vão resgatar nesses idosos acontecimentos passados. Trabalha ainda a desinibição deles, para que se tornem mais interativos e se relacionem mais. Esses momentos de convívio social são de grande valia para todos”, frisou.
Nesta quarta (15), a animação ficou por conta da banda da Guarda Municipal, com marchinhas já tradicionais do período carnavalesco e músicas da cultura maranhense. “Saber que podemos viver bem, com alegria e saúde a cada dia; isso que é importante. Aqui é uma casa que nos acolhe com carinho e amor. Com esse baile então, é só felicidade, eu sou feliz eternamente”, enalteceu Edileuza Cardoso de Araújo, paciente do CER Olho d’Água.
Quem também participou da festa foi a autônoma Paloma Alvarez, mãe das gêmeas Lunna e Anabelle Alvarez, de 8 anos de idade. “A Lunna faz tratamento desde outubro do ano passado e eu percebo uma grande evolução. Os profissionais do Centro TEA têm, além do comprometimento com o trabalho, o carinho com as crianças, não é só o tratamento em si, é o acolhimento, e eu vejo essa preocupação por parte dos profissionais para que a criança possa se tornar cada vez mais independente. Momento de suma importância porque garante a interação, todos aqui se olham diariamente, então a criança interagir com outras famílias é fundamental. É um momento de festa, alegria, mas também de troca de ideias e experiência”, ressaltou.
“Nós resolvemos trabalhar com as duas unidades para promovermos essa integração; pacientes, familiares, funcionários, para participar desse momento de vivência. São atividades que tornam todos protagonistas, autônomos, independentes, para participar das atividades de forma ativa”, explicou a diretora Administrativa do CER Olho d’Água, Lívia Macedo.
<strong>CER Olho d’Água
O Centro de Reabilitação do Olho d’Água integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). O equipamento de saúde oferta atendimento em especialidades como enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, neuropediatria, nutrição, ortopedia, oftalmologia, psiquiatria, psicologia, psicopedagogia, serviço social e terapia ocupacional. Não há limite de idade para realizar tratamento no CER Olho d’Água.
<strong>Centro TEA
Anexo do CER Olho d´Água, tem capacidade para assistência intensiva e oficinas terapêuticas de pacientes com até 12 anos de idade. Em dois turnos, profissionais atuam diariamente na assistência a pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Por Vanessa Ribeiro
A Maternidade de Alto Risco de Imperatriz (MARI), antigo Materno Infantil, que faz parte da rede a Secretaria de Estado da Saúde (SES), recebeu o selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), concedido pelo Ministério da Saúde (MS).
“Estamos avançando, cada vez mais, na assistência materno-infantil com a instalação da Maternidade de Alto Risco de Imperatriz. Conquistar a certificação de Hospital Amigo da Criança, reforça o nosso compromisso com uma assistência especializada humanizada e resolutiva”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
O selo garante que a unidade funciona dentro de todos os parâmetros e critérios que definem que o hospital é amigo da criança. A MARI é a primeira unidade hospitalar gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) a receber o Selo IHAC.
Durante um ano de preparação, o equipamento de saúde aprimorou os processos de trabalho, materiais informativos, além da reorganização da identificação visual, entre outras melhorias. A unidade recebeu o selo nesta quarta-feira (15).
“Sempre foi uma prioridade da Emserh, seguindo as diretrizes da SES e do Governo do Estado, investir na qualificação das nossas unidades de saúde. Este Selo é um reconhecimento de que a MARI é uma unidade que respeita os direitos das gestantes e suas famílias, fornecendo cuidado respeitoso e humanizado, e que atua na defesa e promoção do aleitamento”, destacou o presidente da Emserh, Marcello Duailibe.
No fim de 2022, a maternidade foi aprovada na pré-avaliação estadual, que é feita por técnicos locais habilitados pelo MS e, agora, na avaliação global, feita por técnicos enviados pelo MS, nos dias 13 e 14 de fevereiro.
“É uma condição <em>sine qua non [indispensável] para receber a visita do Ministério da Saúde e ser submetido a avaliação global, passar na pré-avaliação estadual. Mas, antes disso, a gente tem uma série de critérios a serem seguidos. Durante a vista do MS, o hospital é submetido a 200 itens de avaliação e precisa ter êxito em todos eles. Além disso, 100% dos profissionais da unidade precisam passar por capacitação para se tornarem habilitados, para isso contamos com a parceria da Escola de Governo do Maranhão (EGMA), que disponibilizou uma plataforma digital para que conseguíssemos treinar todos os profissionais”, frisou o especialista da Qualidade da Emserh, Dominique Oliveira.
<strong>Qualidade
O hospital que possui o selo IHAC recebe um incentivo financeiro do MS, cerca de 25% a mais por procedimento. O hospital após conquistar a certificação passa por avaliações anuais para verificar se o serviço de excelência continua sendo mantido, caso contrário, perde o selo.
“As mulheres atendidas na MARI estão garantidas em relação ao processo do parto humanizado, do contato pele a pele, da amamentação na primeira hora de vida, que são alguns dos critérios avaliados. É importante ressaltar que a Emserh hoje já trabalha com todos os processos assistenciais já voltados para o cumprimento das metas de segurança do paciente”, destacou Dominique Oliveira.
Mais importante que o incentivo financeiro, a conquista do selo traz outras vantagens. Segundo dados do MS, a probabilidade de um bebê nascido em Hospital Amigo da Criança ficar em contato pele a pele logo após o nascimento, mamar na primeira hora de vida, ainda na sala de parto e ficar em alojamento conjunto, é bem maior. Assim como é menor a chance de sofrer intervenções desnecessárias.
Segundo a diretora do Hospital, Taciana Brandão, a avaliação dos processos de trabalho é bastante intensa, o que envolveu toda equipe no ajuste de processos para oferecer melhor qualidade no serviço prestado as mães e aos bebês.
“Trabalhamos intensamente, com todas as categorias profissionais, desde a entrada. Então, ganhar o selo de Hospital Amigo da Criança é a confirmação de que oferecer o melhor trabalho, ter o aleitamento como prioridade na alimentação da criança, principalmente nos primeiros momentos do nascimento, ver a felicidade da família na participação do trabalho de parto de seu ente querido, ter os pais como apoiadores no cuidado do seu filho, sempre será a melhor conduta de qualificação de serviço. Ficamos felizes por oferecermos o melhor às famílias”, destacou Taciana Brandão.
Erlandia Carvalho Lima deu à luz na unidade no dia 13 de fevereiro ao terceiro filho, Anthony Gabriel. “Precisei de uma cesariana de urgência, e com a estrutura nova foi melhor, mais rápido. Agradeço muito ao hospital”, testemunhou.
Em setembro de 2022, a MARI inaugurou uma nova ala, um Centro de Parto Normal (CPN), com quartos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), e o Centro Cirúrgico Obstétrico (CCO). As parturientes que quiserem, têm acesso a banheira com hidromassagem, reforçando o parto humanizado. No local são realizados em média 600 a 800 partos por mês.
<strong>Selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC)
Lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no início da década de 1990, o Selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) é um reconhecimento de qualidade, concedido pelo Ministério da Saúde aos hospitais que, entre outros critérios, cumpram os 10 passos para o sucesso do aleitamento materno, tenham cuidado respeitoso e humanizado à mulher durante o pré-parto, parto e o pós-parto e garantam livre acesso à mãe e ao pai e permanência deles junto ao recém-nascido internado, durante 24 horas.
Fazem parte dos objetivos do selo, reduzir a morbimortalidade infantil por meio do estímulo à prática da amamentação, promover o Cuidado Amigo da Mulher, mobilizar e capacitar os profissionais de saúde para alterarem condutas que possam prejudicar a amamentação e levar ao desmame precoce, acabar com a distribuição de suprimentos gratuitos ou de baixo custo usados como substitutos do leite materno para as maternidades e hospitais e, ainda, cumprir a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças na Primeira Infância (NBCAL), que regula a promoção comercial e a rotulagem de alimentos e produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até três anos de idade, como leites, papinhas, chupetas e mamadeiras.
O clima carnavalesco contagiou, nesta quarta-feira (8), os pacientes, acompanhantes e funcionários do Centro de Hemodiálise São Luís. No equipamento da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o dia foi de atendimento e muita folia com programação voltada às festividades momescas.
O momento contou com a apresentação do grupo Sítio Produções. Um dos atores, Beto Silva, estilista do grupo, é também paciente da unidade. Ele faz tratamento no Centro de Hemodiálise há aproximadamente seis meses. “Eu ganhei uma família. Aqui eu me sinto bem, sou respeitado, e nada mais gratificante do que eu vir aqui proporcionar esse momento de alegria para as pessoas que, assim como eu, estão inseridos neste processo”, destacou.
Para a médica nefrologista Deborah Sousa, esse tipo de ação é fundamental no processo de tratamento e recuperação dos pacientes. “É fundamental promover esse tipo de ação na unidade. Garante interação entre equipe de profissionais, pacientes, acompanhantes, e fortalece esse relacionamento de pessoa para pessoa. Ajuda também na adesão dos pacientes ao tratamento. Sabemos que em muitas situações não é fácil e que não podemos desvincular o paciente de uma realidade de máquinas, mas é muito simbólico”, disse.
Ideldina de Assunção Tavares Silva, que reside em Porto Franco, faz diálise há quatro meses. “Eu adoro Carnaval, São João, todo tipo de festa, isso traz alegria. Tem algumas recomendações a serem seguidas no nosso tratamento, não é fácil, mas esse é o tipo de ação que nos revigora e faz acreditar em dias melhores”, ressaltou.
O Centro de Hemodiálise São Luís, gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), realiza atividades lúdicas e integrativas na unidade.
“Entendemos a importância desses momentos para os pacientes e acompanhantes. Todos interagem e percebemos o envolvimento dos nossos colaboradores com as ações que desenvolvemos na unidade”, explicou a diretora administrativa do Centro de Hemodiálise, Silvana Balluz.
Fotos: Adeta Holanda
Por Vanessa Ribeiro
Coordenadores e supervisores de fisioterapia dos hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que fazem parte da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e são gerenciados pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), participaram do I Workshop de Fisioterapia do Hospital da Ilha, com o tema “Mobilização precoce no paciente crítico”, que é o início do tratamento fisioterápico entre 24 a 48 horas do início da internação.
A atualização do protocolo utilizado pelos profissionais da fisioterapia que atuam com pacientes críticos foi apresentada terça-feira (7) durante o evento. De acordo com a fisioterapeuta Aitana Martins, que participou do processo de atualização do documento, a pandemia de Covid-19 alertou para a importância da mobilização precoce e de se atualizar o protocolo.
“A partir do momento que eu consigo mobilizar o paciente mais precocemente possível, eu consigo que ele tenha alta com uma funcionalidade mais preservada. A gente diminui tempo de internação, de ventilação mecânica e no pós alta tenho um paciente muito mais capaz de lidar com a vida diária”, disse Aitana Martins.
A atualização do protocolo realizada por profissionais da fisioterapia do Hospital da Ilha também servirá para todos os hospitais e UPAS gerenciados pela EMSERH que atendem pacientes críticos. O protocolo conta com novos indicadores, marcos, escalas de avaliação, entre outros itens.
“Fizemos umas atualizações e é isso que estamos repassando aqui para coordenadores e supervisores de fisioterapia. O principal objetivo da adoção desse protocolo é diminuir o tempo de internação do paciente, reduzir o tempo de ventilação mecânica, otimizar os resultados de acordo com a funcionalidade dele, para que possa voltar para casa com os movimentos próximos do que ele tinha antes da internação”, destacou o especialista da Qualidade da EMSERH, Hugo Campos.
O coordenador de reabilitação do Hospital Presidente Vargas, Ubiraúna Ferreira, participou do workshop. “Na nossa unidade já adotamos esses procedimentos da mobilização precoce do paciente crítico. Por isso é de extrema importância essas atualizações nos protocolos e esses momentos onde são repassadas as informações. Sempre quem ganha é o usuário”, ressaltou.
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