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Direto das Unidades

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UTI e serviço de neurocirurgia do Hospital Regional de Barreirinhas completam dois anos

UTI e serviço de neurocirurgia do Hospital Regional de Barreirinhas completam dois anos

Referência no atendimento na Região dos Lençóis Maranhenses, a UTI do Hospital Regional de Barreirinhas e o serviço de neurocirurgia da unidade completaram, em janeiro, dois anos de funcionamento beneficiando a população e diminuindo a distância percorrida para atendimento especializado. Só no último ano, 246 pacientes foram atendidos na UTI da unidade que pertence à rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e 129 procedimentos em neurocirurgia foram realizados.

De acordo com o diretor administrativo do Hospital Regional de Barreirinhas, Adler Gomes, o início do funcionamento desses serviços, em janeiro de 2021, fez com que o número de transferências de pacientes da Região dos Lençóis para outras unidades de saúde diminuísse consideravelmente. “Nós conseguimos dar mais soluções aos casos graves na nossa própria unidade, com isso, tivemos uma melhor resolutividade das ações da saúde. Beneficiando, em primeiro lugar, a população”, informou.

O gestor enfatizou que a unidade se tornou referência para serviços de neurocirurgia na região. “Nos casos de traumas nas regiões de dunas, o paciente tinha que ser deslocado, grande parte das vezes por via aérea para a capital ou outras unidades de maior complexidade, e agora, com esse serviço, resolvemos esses casos no próprio Hospital Regional de Barreirinhas, além de conseguirmos nos tornar referência para alguns procedimentos como cirurgia de aneurisma cerebral”, observou o diretor Adler Gomes.

A ampliação da unidade, que compõe a rede estadual atendendo urgência e emergência, reforçou a assistência em saúde nas Regionais de Saúde de Rosário e Chapadinha, contemplando 22 municípios: Barreirinhas, Chapadinha, São Bernardo, Araioses, Água Doce do Maranhão, Axixá, Anapurus, Belágua, Bacabeira, Cachoeira Grande, Humberto de Campos, Icatu, Morros, Primeira Cruz, Paulino Neves, Presidente Juscelino, Rosário, Santo Amaro do Maranhão, Santa Quitéria do Maranhão, Santana do Maranhão, Tutóia e Urbano Santos.

A marisqueira Maria da Conceição Silva, de 69 anos, é moradora da cidade de Humberto de Campos e foi a primeira paciente da unidade a passar por uma microcirurgia vascular intracraniana para o tratamento de um aneurisma cerebral. A filha dela, Lívia Silva, conta que, no dia 7 de dezembro de 2022, a mãe teve um desmaio e logo em seguida foi levada para o Hospital Regional de Barreirinhas, onde foi diagnosticada com um aneurisma.

“A gente vê que o governo do Estado segue ampliando os serviços na unidade. Eu só tenho a agradecer a toda a equipa médica que tanto se doou. Minha mãe continua internada, está se recuperando e segue fazendo o acompanhamento com a equipe de neurologistas do Hospital Regional de Barreirinhas”, comentou Lívia Silva.

<strong>Estrutura

Além dos 10 leitos de UTI e dois de isolamento, o Hospital Regional de Barreirinhas conta ainda com 52 leitos clínicos, 6 leitos de pré-parto e 2 de estabilização de emergência, além do Centro Cirúrgico com duas salas. A unidade também conta com as especialidades de Clínica Médica, Ortopedia, Pediatria, Cardiologia e Obstetrícia.

No Hospital Regional de Barreirinhas, também são realizadas cirurgias eletivas de média complexidade como cirurgias de pele, tecido subcutâneo, mucosa, alguns casos de traumatologia, abdômen, hérnia e apêndice.

Hemomar começa o ano com estoque de bolsas de sangue em situação crítica

Hemomar começa o ano com estoque de bolsas de sangue em situação crítica

Fotos: Adeta Holanda

Início do ano é um período em que aumenta a demanda nos hospitais por bolsas de sangue, por conta de acidentes nas estradas que estão mais movimentadas, acidentes domésticos, entre outros. É também nos meses de dezembro e janeiro que as doações no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar) caem drasticamente, levando o estoque a níveis críticos. Por isso, o Hemomar está sensibilizando doadores para tentar reforçar o estoque de bolsas de sangue na unidade.

“Trabalhamos diariamente para atrair e conscientizar a população de que as doações recorrentes ajudam a manter os nossos estoques de bolsas de sangue em níveis adequados. São essas doações que nos possibilitam atender todas as demandas de transfusão de sangue aqui do Hemomar e também nos hospitais. É necessário que as pessoas entendam que o sangue é algo que a gente não compra, não é igual a medicamento, o sangue é algo que só conseguimos por meio da doação”, ressaltou Clícia Galvão, diretora do Hemomar.

O publicitário Vicente de Paulo Martins Sousa compreende bem essa importância. Ele já doa sangue regularmente há mais de 30 anos. “Eu soube que uma bolsa nossa pode salvar até quatro vidas. É importante que as pessoas tenham empatia pelo outro e vejam que qualquer um de nós um dia pode precisar. Então meu pedido é: venham doar, façam sua doação voluntária, se preocupem com a sua vida e dos outros, é muito importante estar sempre pensando no próximo”, convocou.

Atualmente, o estoque de bolsas de sangue do Hemomar encontra-se em situação crítica, com 42 bolsas de sangue O+, 24 bolsas de sangue B+, 11 bolsas de sangue A+ e apenas três bolsas de sangue AB+. Em pior situação estão os sangues do tipo negativo: são apenas três bolsas de O-, duas bolsas de sangue A- e B-, e apenas uma bolsa de sangue AB-. A situação é ainda pior no estoque de plaquetas, para todos os tipos sanguíneos, que se encontra zerado.

“Eu aconselho a quem puder vir que venha. Doar sangue é salvar vidas. O ato mais importante que existe é a pessoa ajudar o próximo, se eu pudesse sair daqui e doar de novo eu faria, mas não dá, tenho que esperar os dois meses. Quando não tenho para quem doar eu venho e faço a doação voluntária, o importante é ajudar”, ressaltou o montador Wagner da Conceição Garcia Araújo, que já doa sangue há mais de 10 anos.

Para doar sangue é preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50kg e estar descansado, entre outros critérios avaliados em triagem, a qual o doador é submetido antes da doação.

Dia da Pessoa com Hemofilia é lembrado no Hemomar

Dia da Pessoa com Hemofilia é lembrado no Hemomar

<strong><em>Por Samir Aranha

Entre 2019 e 2022, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar), unidade da rede estadual de saúde e referência para atendimento a pacientes hematológicos, realizou 8.161 atendimentos ambulatoriais a pessoas com hemofilia. Só no Maranhão, existem cerca de 350 pessoas vivendo com a condição. Nesta quarta-feira (4), a unidade lembrou o Dia Nacional da Pessoa com Hemofilia.

De acordo com o hematologista e diretor do Hemomar, Ademar Moraes, o tratamento atual, apesar de ainda não promover a cura, garante melhor qualidade de vida aos pacientes. “Hoje em dia o tratamento é realizado com profilaxia de fator VIII e IX, a depender do tipo de hemofilia. Deste modo, o paciente recebe aqui no Hemomar, por meio do SUS, sua medicação constante e garante menor risco de complicações articulares, bem como as hemorragias espontâneas, muito comuns em tratamentos décadas atrás pela ausência destas medicações”, explicou.

O presidente da Associação Maranhense de Hemofílicos, Wdemilson Rocha de Jesus, ressaltou a necessidade de manutenção do tratamento para garantir boas condições de saúde. “Com a disponibilização de medicamentos e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, o risco de complicações ficou muito menor. É necessário que todo paciente se conscientize e mantenha sua rotina de cuidados”, afirmou.

Ademar também frisou que o acompanhamento multidisciplinar oferecido no Hemomar é fundamental para os pacientes. “Para mitigar lesões crônicas e prevenir outras condições, o paciente hemofílico recebe, aqui no Hemomar, além do acompanhamento do hematologista, os atendimentos de dentista, fisioterapeuta, ortopedista, psicólogo e assistente social. Essa rede de apoio é fundamental para que o paciente possa viver bem”, garantiu.

<strong>Hemofilia

A doença provoca limitações na coagulação do sangue e no controle de sangramentos. Pode ser hereditária, relacionada a uma desordem genética na produção da proteína que controla a coagulação ou adquirida durante a vida, quando ocorre o surgimento de um anticorpo no sangue que bloqueia a ação da proteína da coagulação.

No Brasil e no mundo, a maioria dos casos são da hemofilia hereditária. Há dois tipos principais de hemofilia. O tipo A, relacionado à deficiência do Fator VIII ocorre em 1 a cada 10.000 nascimentos do sexo masculino. Já o tipo B está relacionado à deficiência do fator de coagulação IX e acomete, aproximadamente, de 1 a cada 50.000 nascimentos do sexo masculino. Além dos sinais clínicos, o diagnóstico é feito pelo histórico familiar e por meio de um exame de sangue que mede a dosagem do nível dos fatores VIII e IX de coagulação sanguínea.

<strong>Principais sintomas

– Sangramentos frequentes e desproporcionais ao tamanho do ferimento. – Aparecimento de manchas roxas (hematomas) ao menor trauma, ou mesmo sem trauma. – Sangramento de nariz e gengivas – Histórico familiar de casos de hemofilia.

<strong>Dia da Pessoa com Hemofilia

A data foi escolhida em homenagem ao cartunista Henfil, que faleceu em 04 de janeiro de 1988. Assim como ele, seus irmãos Betinho, como era conhecido o sociólogo Herbert de Souza, e o músico Chico Mário, também tinham hemofilia e faleceram em decorrência de complicações da doença.

<strong>Fotos: Adeta Holanda

Governo abre ambulatório especializado em Gastroenterologia no Hospital da Ilha

Governo abre ambulatório especializado em Gastroenterologia no Hospital da Ilha

Fotos: Adeta Holanda

O Governo do Estado iniciou, nesta terça-feira (3), os atendimentos no ambulatório especializado em Gastroenterologia no Hospital da Ilha. O serviço amplia, na rede estadual de saúde, o acesso dos pacientes à especialidade médica que cuida de todas as doenças relacionadas ao aparelho digestivo.

O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, destaca a importância do novo serviço. “O governador Carlos Brandão segue com a ampliação da rede estadual de saúde, e facilitar cada vez mais o acesso ao atendimento é um desafio diário que vem sendo enfrentado com muito trabalho e investimentos. Quem mais ganha é a população maranhense”, disse o secretário.

Os atendimentos acontecerão às terças pela manhã e quintas, no período da tarde. A primeira paciente a ser atendida pelo médico gastroenterologista Márcio Augusto Silva Miranda foi a pescadora Maria das Dores Santos Pereira. Ela tratou uma bactéria há dez anos, mesmo período em que foi diagnosticada com gastrite. Há algum tempo, ela voltou a sentir dores abdominais e, mais recentemente, desconforto na região do tórax e outros sintomas.

“Eu precisava de uma consulta para checar como está meu estômago, meu fígado e dar continuidade ao tratamento. É um serviço muito importante para pessoas de baixa renda como eu que não têm condições de pagar um serviço particular. Só tenho a agradecer a Deus e ao Governo”, ressaltou a paciente.

O atendimento é disponibilizado, neste primeiro momento, aos pacientes que já fazem tratamento na unidade de saúde, que realizam exames de endoscopia e colonoscopia. Posteriormente, será disponibilizada a marcação de consultas abertas ao público pelos canais de atendimento do Disque Saúde. O serviço de endoscopia e colonoscopia na unidade funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, sempre pela manhã. A unidade tem capacidade para realizar 200 exames por mês.

“Já tínhamos o serviço de gastroenterologia funcionando plenamente no Hospital Dr. Genésio Rêgo, agora estamos dando um passo importante para garantir o acesso da população maranhense aos procedimentos disponibilizados pelo SUS e a previsão é ir aumentando a oferta tanto de consultas, quanto de exames e procedimentos. O paciente na unidade faz os exames como endoscopia e já tem o retorno garantido no médico. Tudo isso é fruto dos investimentos do governador Carlos Brandão na saúde”, frisou o presidente da EMSERH, Marcello Duailibe.

De acordo com o diretor clínico da EMSERH, Ricardo Martins, o ambulatório vai agilizar consultas e procedimentos. “É uma especialidade que trata de doenças do aparelho digestivo como gastrite, refluxo, doenças inflamatórias intestinais, dentre outras. Além disso, solicita e realiza exames como endoscopia digestiva alta e colonoscopia, que são fundamentais para o diagnóstico dessas doenças”, informou o diretor clínico.

O Hospital da Ilha integra a rede de Estado da Saúde e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).

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