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Durante uma ação que durou cerca de 20 dias, quase mil crianças foram vacinadas contra a Covid-19 no Shopping da Criança. A vacinação, promovida pelo Governo do Estado, aconteceu entre os dias 8 e 26 de março e teve como público-alvo crianças de 5 a 11 anos. O objetivo foi incentivar pais e responsáveis a levarem os pequenos para se vacinarem contra a doença.
No total, foram aplicadas 933 doses. Foram três semanas de vacinação no Shopping da Criança e nas primeiras duas semanas de ação foram aplicadas 596 doses. A imunização foi prorrogada e entre os dias 22 e 26 de março e mais 337 doses foram aplicadas, entre vacinas da Pfizer e Coronavac, autorizadas pela Anvisa para aplicação no público infantil.
O equipamento de saúde é administrado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). “Estes dias oferecendo a vacinação no Shopping da Criança cumprimos o papel de oferecer mais um espaço acessível para as crianças voltarem às suas atividades presenciais com maior proteção contra a doença”, ressaltou o presidente da EMSERH, Marcos Grande.
Durante a ação, as crianças puderam tomar a primeira ou a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Ficamos muito felizes com o resultado. Foi uma ação que cumpriu o seu papel de incentivar a vacinação em crianças, público que já faz parte do nosso público-alvo. Portanto, agregamos os serviços já prestados na unidade com a vacinação contra a Covid-19, também fundamental para as crianças”, reforçou a coordenadora administrativa do Shopping da Criança, Thays Campos.
<strong>Serviço
O Shopping da Criança atende mais de 300 crianças por mês no serviço de pediatria. A unidade conta com uma equipe multiprofissional, formada por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, dentre outros. O serviço de pediatria é disponibilizado nos dois turnos, manhã e tarde, a neuropediatra pela manhã e a psiquiatra no período da tarde. O agendamento pode ser feito de forma on-line pelo aplicativo do Procon, pelo Disque Saúde (3190-9091), pelo WhatsApp (98) 8423-8347 ou presencialmente na unidade.
Profissionais que vão atuar no Hospital da Ilha, que será entregue pelo Governo do Estado nos próximos dias, iniciaram, nesta segunda-feira (28), um treinamento multidisciplinar especializado no setor de urgência e emergência da unidade. Participam da capacitação, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas.
“O objetivo principal é nivelar o conhecimento de todos os profissionais, pra gente oferecer assistência de qualidade para a população. É um hospital que tem um perfil de emergência. São pacientes críticos que precisam de uma intervenção rápida e imediata e uma equipe bem preparada é o principal ponto pra gente conseguir prestar essa assistência de qualidade”, explicou Moisés Serra, gerente de Qualidade da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), responsável por gerenciar a unidade.
A enfermeira Márcia Costa da Silva que está participando do treinamento, comentou que, apesar de 18 anos de profissão, sempre é possível aprender algo novo. “A gente sempre aprende algo novo todos os dias. É muito importante este treinamento aqui porque você vai começar um trabalho e terão várias demandas e o corpo clínico e de enfermagem tem que estar qualificado em vários focos, porque o hospital terá emergência, UTI, entre outros setores. A enfermagem tendo uma qualificação vai implicar diretamente na qualidade da assistência do paciente”, disse a profissional.
O treinamento terá duração de uma semana e está sendo conduzido pela enfermeira Vanessa Araújo. Os participantes terão acesso a vários tipos de conteúdo sobre práticas e recomendações importantes para um hospital de urgência e emergência.
“Estamos com a equipe da porta do hospital. Nesta 1ª fase, teremos urgência e emergência, UTI e unidades de internação. Então, estamos em treinamento da equipe que vai receber os pacientes. Desde a parte do acolhimento, passando por protocolos e principais acometimentos de uma emergência como por exemplo, paradas cardiorrespiratórias, politraumas e intoxicações”, explicou.
Quando concluído, o Hospital da Ilha vai desafogar o atendimento nas demais unidades hospitalares da rede pública. “O Hospital da Ilha é uma grande conquista e um presente do Governo do Estado à capital. Com uma estrutura gigante, nosso objetivo é a qualidade no atendimento. Serão mais de mil profissionais trabalhando juntos pela saúde dos maranhenses”, frisou o presidente da EMSERH, Marcos Grande.
Localizado no bairro do Turu, o Hospital da Ilha vai contar com centro cirúrgico com nove salas e 11 leitos de RPA, laboratórios, setor de hemodiálise, tomografia, oito elevadores, além de auditório, amplo estacionamento e um heliponto. Serão 72 leitos de UTI e a unidade atenderá em especialidades como emergência, cirurgia geral, gastroenterologia, urologia, neurocirurgia, ortopedia, cardiologia, vascular, bucomaxilofacial, cirurgia cabeça e pescoço e cirurgia pediátrica.
O Governo do Estado celebrou, nesta sexta-feira (25), os 295.860 atendimentos na Policlínica da Cidade Operária, que completou dois anos de funcionamento no último mês. A comemoração reuniu o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula; o presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), Marcos Grande, funcionários e pacientes, dentre outras pessoas que contribuíram para o funcionamento da unidade e defesa da vida e do SUS.
Inaugurada em 2020, a unidade de saúde já contabiliza mais de 295.860 atendimentos, sendo 59.270 consultas e 236.590 exames. “Hoje a policlínica virou referência de saúde de qualidade. A da Cidade Operária foi a primeira e tem levado atendimento de excelência à população. Já são 15 inauguradas em todo o Estado”, afirmou Carlos Lula, secretário de Estado da Saúde.
“Hoje temos uma rede integrada, regionalizada e descentralizada, que visa levar atendimento assistencial especializado para nossa população. Nós conseguimos montar, nos últimos anos, a maior rede pública de saúde da nossa história e a policlínica é uma estratégia de saúde dentro da rede para atender, qualificar, promover e levar justiça social para nossa população”, destacou o presidente da EMSERH, Marcos Grande.
Maria Francisca Oliveira é técnica em enfermagem e trabalha na policlínica da Cidade Operária. Ela foi uma das homenageadas pelos trabalhos realizados. “Aqui a comunidade é carente e precisa muito desse suporte que a policlínica dá à região. Todos nós colaboradores ficamos muito felizes em fazer parte desta equipe e ter nosso trabalho reconhecido”, frisou.
A policlínica da Cidade Operária oferece consultas em diversas áreas, dentre elas cardiologia, dermatologia, ginecologia, nefrologia, neurologia, além de exames como ultrassonografia, ecodopplercardiograma, endoscopia, preventivo, entre outros.
“É com muita satisfação que estamos comemorando esses atendimentos em dois anos. Esses serviços possibilitaram que a população tivesse acesso às consultas e às especialidades aqui oferecidas. As homenagens às pessoas é uma forma de agradecer porque fazem parte das conquistas da policlínica. Mesmo diante de momentos difíceis, como a pandemia, mostramos que é possível ofertar um serviço de qualidade”, finalizou a diretora administrativa da Policlínica Cidade Operária, Goreth Almeida.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), entregou, nesta sexta-feira (25), um serviço inédito na Rede Estadual de Saúde do Maranhão para atendimento a pacientes T (Travestis e Transexuais). Intitulado Ambulatório Sabrina Drumond, o serviço funcionará na Policlínica do Cohatrac. A modalidade ambulatorial é regulada pela Portaria Nº 2803, 19 de novembro de 2013, que redefine e amplia o Processo Transexualizador no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, esse é o primeiro serviço da modalidade para as pessoas T no Maranhão oferecido pela Rede Estadual de Saúde, o que vai permitir a transição segura para esses pacientes.
“Durante muito tempo esse público esteve à margem de todos os serviços de saúde, e hoje, nós estamos proporcionando a eles essa mudança. Saímos de uma fase em que esse direito era negado e entramos em outra onde estamos trazendo eles para dentro do sistema de saúde, para que eles tenham acesso, como um verdadeiro direito fundamental, a uma transição segura”, assegurou o secretário Carlos Lula.
O novo serviço foi recebido com muita alegria pela sociedade civil. “Hoje é um dia histórico e de muita gratidão, ainda mais porque traz um nome de uma ativista que tem muita relevância para o nosso movimento, Sabrina Drumond. O funcionamento desse ambulatório é de extrema relevância, pois a nossa população muitas vezes não busca recurso para determinados sintomas, por medo de como será acolhida naquele local”, afirmou Raissa Mendonça, do Instituto Raíssa Mendonça.
A principal finalidade do ambulatório é receber este público, identificar suas demandas e garantir o acesso ao serviço com respeito a sua identidade de gênero, sempre utilizando o nome social, que deve constar nas etiquetas e na capa do prontuário. Os atendimentos são voltados para pacientes de 18 anos ou mais.
“Esse ambulatório é a realização de um sonho, nós pensamos em fazer esse acolhimento para ajudar no passo a passo da transformação pela qual essas pessoas passam. Lembrando que 1% da população mundial é transgênero e eles são pouco assistidos, nós não vemos esses pacientes nos corredores dos hospitais porque eles se sentem marginalizados”, disse Keila Cruz, diretora clínica da Policlínica do Cohatrac.
No ambulatório, os pacientes serão assistidos, de acordo com suas demandas clínicas, por uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, endocrinologista, psicólogos, assistente social, enfermeiros e fonoaudiólogos. Conforme protocolo de atendimento e consentimento, o paciente poderá fazer o uso de hormônios que serão dispensados e acompanhados pela unidade.
Para o recepcionista do novo ambulatório, que também é transexual, Tarso Daniel Borges de Sousa, essa iniciativa é muito importante para as pessoas trans. “Com o acompanhamento médico disciplinar, o paciente trans pode concluir seu processo de transição sem nenhum problema e de forma segura”, destacou Tarso Daniel.
Os pacientes poderão agendar a avaliação com o clínico geral de forma presencial e pelos canais de atendimento do Estado: Disque Saúde, através do telefone 3190-909; App Procon; e unidades do Viva Procon.
<strong>Sabrina Drumond Ativista e militante do movimento LGBTI+ do Maranhão, foi uma das primeiras mulheres transexuais que levantou a bandeira do segmento Trans no estado, tornando visível a luta por garantias de direitos dessa população. Foi a fundadora da primeira instituição Trans do Maranhão a Associação de Travestis e Transexuais do Maranhão (ATRAMA).
Em 2005, realizou o primeiro seminário específico para travestis e transexuais no estado onde foi discutida a luta pelo atendimento humanizado para pessoas trans na rede de saúde e o respeito pelas identidades trans no cartão do SUS, bem como o acolhimento do segmento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) no ato da internação conforme a sua identidade de gênero. Sabrina foi precursora no combate ao HIV/AIDS entre as pessoas trans que por medo do preconceito e da discriminação nas UBS se omitiam em buscar tratamento.
<strong><em>FONTE: SES /MA
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