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“Estou muito satisfeito com o atendimento que recebi aqui no Hospital de Timbiras, a equipe é muito atenciosa. Vou levar saudades dessa unidade que é abençoada por Deus”, disse o agricultor Jaci Leal Marques, 50 anos, que é morador do estado do Amapá. Por conta dos apagões elétricos que afetam a região, Jaci veio para o Maranhão em busca de atendimento para a realização de um procedimento de revascularização.
O paciente chegou ao Hospital Regional de Timbiras, com quadro de risco de amputação do membro inferior direito. A cirurgia aconteceu no dia 15 de dezembro de 2020 e o procedimento evitou que o membro fosse amputado. A cirurgia foi realizada pelo cirurgião vascular, Laurino Neto, que ressalta o sentimento de emoção em poder ajudar quem precisa.
“Confesso que fiquei emocionado. Por coincidência, completo dez anos de formado e recebo esse que é o maior presente que um médico pode ganhar, o sentimento de gratidão de um paciente, de uma família. Agradeço a toda a equipe por poder proporcionar um momento como esse, não há dinheiro no mundo que pague por isso”, afirma o médico Laurino Neto.
O diretor do Hospital Regional de Timbiras, Antônio Braúna, destaca o trabalho de toda a equipe. “Esse paciente chegou aqui muito triste achando que iria perder a perna, mas Deus tem seus mistérios, ele usa os pequenos para fazer sua obra. Só tenho a agradecer pela equipe que temos aqui, profissionais que se doam de verdade para salvar o próximo”, destaca.
A equipe também foi parabenizada pela esposa do seu Jaci, a dona de casa Shirlene Marques. “Eu só tenho a agradecer a direção do Hospital e o atendimento da equipe, as pessoas são muito acolhedoras. A todos que nos receberam de braços abertos, o meu muito obrigada! Que a saúde aqui no Maranhão continue assim, pois infelizmente não é em todos os estados que podemos desfrutar desse tipo de atendimento”, afirma Shirlene Marques.
Profissionais do Serviço especializado para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), anexo do Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde (CER) do Olho d’Água, iniciaram nesta segunda-feira (11) o curso Introdução ao Protocolo de Avaliação VB Mapp. A capacitação será de 20h, dividida em quatro dias de treinamento e é mais um investimento do Governo do Estado para a qualificação da assistência voltada às pessoas com autismo.
O Verbal Behavior Milestones Assesment and Placement Program (VB-MAPP) é um protocolo de avaliação usado dentro da análise de comportamento aplicada – Terapia ABA, ciência utilizada na abordagem oferecida no serviço. O protocolo visa identificar e avaliar as habilidades de linguagem do paciente. O curso foi oferecido aos profissionais da saúde que trabalham com pacientes com TEA que são atendidos no CER Olho d’Água. A sigla, que traduzida para o português significa Avaliação de Marcos do Comportamento Verbal e Programa de Nivelamento, é um instrumento que compreende 170 marcos de desenvolvimento subdivididos em três níveis, que vão de zero a 48 meses de idade.
“É um protocolo internacionalmente reconhecido. Habilita o profissional a fazer uma melhor avaliação do perfil do paciente e por consequência planejar a intervenção individualizada para ele”, explicou Flávia Neves, coordenadora do Serviço Especializado a Pessoa com TEA.
Entre os profissionais que participaram do curso estão psicólogos, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, artesãos e profissionais da educação física. São profissionais que cuidam dos pacientes de 0 a 12 anos de idade, atendidos pelo serviço inaugurado pelo Governo do Maranhão.
“É muito importante porque o nosso próprio serviço já pede esse trabalho especializado, direcionado ao nosso público. É essencial para desenvolvermos nossas crianças”, relatou o psicopedagogo Fernando Frazão.
A psicóloga Simone Batista de Souza, que já trabalha há três anos na unidade de saúde, também mostrou empolgação com a realização do curso. “A importância é total para gente que trabalha com esse público. Temos que entender e desenvolver as habilidades com as crianças, conhecer o protocolo e como desenvolver essas habilidades. O que eu posso desenvolver é de suma importância, o protocolo é a fonte do nosso trabalho, a gente avalia, reavalia os casos e isso ajuda no nosso trabalho e tem reflexo nas vidas dos nossos pacientes”, avaliou.
Segundo a coordenadora do Serviço Especializado a Pessoa com TEA, a demanda é muito grande pelo serviço. “O número de profissionais que entram no mercado não é igual ao número de pessoas que nascem com o Transtorno do Espectro Autista. Os comportamentos podem e devem ser observados em diferentes ambientes. Essa avaliação deve ser feita em casa, na rua, em ambientes particulares. Com essa capacitação, certamente”, finalizou Flávia Neves.
O Maranhão é pioneiro na oferta do atendimento público com abordagem baseada na análise do comportamento aplicado (ABA). A expansão do serviço para o anexo ocorreu em dezembro de 2019. O serviço especializado para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é administrado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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O ano de 2021 começou com uma importante obra de ampliação que beneficia usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da Região dos Lençóis Maranhenses, a ampliação do Hospital Regional de Barreirinhas, que desde o último sábado (2) passou a operar com 12 novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sendo dois de isolamento. Agora, o hospital também conta com o serviço de neurocirurgia para assistência de emergência ao paciente trauma craniano.
A ampliação do Hospital Regional de Barreirinhas beneficiou casos como o da família da Dona Maria de Fátima Medeiros da Silva, de 35 anos. Ela é moradora do município de Primeira Cruz e está com a filha Maria Elisa, de 1 ano e 2 meses, internada na unidade por conta de uma grave crise respiratória. A criança, que antes ocupava um leito de UCI, foi a primeira paciente a ser transferida para a nova UTI.
“Essa é a segunda vez que a minha filha tem uma crise como essa, se não fosse o serviço oferecido por este hospital, há meses já teria perdido ela. Agora, como a entrega desses leitos de UTI, tenho certeza que o tratamento dela será melhor ainda e se Deus quiser logo estaremos novamente em casa”, afirma Maria de Fátima.
O titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Carlos Lula, destacou que o Governo do Maranhão investe na expansão de leitos de UTI para atendimento de casos de maior complexidade, destinados a pacientes graves.
“Hoje temos leitos de UTI no Maranhão inteiro, e agora também em Barreirinhas, que ainda ganhou um outro serviço essencial para o turismo na região, que é o serviço de neurocirurgia. Nos casos de traumas nas regiões de dunas, o paciente tinha que ser deslocado muitas vezes por via aérea para a capital e agora com esse serviço podemos resolver esses casos no próprio Hospital Regional de Barreirinhas. Além disso, os novos leitos podem servir ainda para um possível novo surto de Covid-19”, destaca o secretário Carlos Lula.
Para o diretor administrativo do Hospital Regional de Barreirinhas, Adler Gomes, a inauguração das UTIs e o funcionamento do serviço de neurocirurgia fará com que o número de transferências de pacientes da Região dos Lençóis para outras unidades de saúde diminua consideravelmente. “Nós vamos conseguir dar mais soluções aos casos graves na nossa própria unidade, vamos ter uma melhor resolutividade das ações da saúde e com isso quem ganha é a população”, ressalta o diretor.
<em>FONTE: SES/MA
Por Daucyana Castro
O Hemonúcleo de Caxias, equipamento que integra a rede estadual de saúde, iniciou nesta semana a produção de plaquetas, através da separação dos hemocomponentes. Com o investimento do Governo na aquisição de equipamentos para a oferta desse novo serviço, antes feito unicamente em São Luís, o banco de sangue passa a garantir mais agilidade no atendimento e redução de custos no transporte desse tipo de hemocomponente. O Hemonúcleo de Caxias atende unidades de saúde públicas de oito municípios da região dos Cocais.
“Conseguiremos atender com mais agilidade às demandas dos pacientes que realizam tratamento oncológico e de pacientes que precisam desses hemocomponentes. Nosso tempo de atendimento será mais ágil, vamos melhorar o tratamento terapêutico no Hospital Regional Dr. Everaldo Aragão e outros hospitais do município e unidades de cidades vizinhas”, afirmou a coordenadora do Hemonúcleo de Caxias, Vivianne Rodrigues Carvalho.
O concentrado de plaquetas é um hemocomponente derivado do fracionamento de uma bolsa de sangue. É utilizado em pacientes com sangramentos e com contagens de plaquetas inferiores a 50 mil. As plaquetas são importantes no controle de hemorragias quando acontecem lesões nos vasos sanguíneos. A vida útil do concentrado é de 5 dias. Para uma bolsa de concentrado de plaquetas suficiente para atender a um paciente com 70 kg, por exemplo, é necessário uso do sangue oriundo de no mínimo sete doadores de sangue, quando se faz uma coleta normal.
Pacientes com leucemia, hemorragias graves, e diminuição do número ou da qualidade das plaquetas, frequentemente necessitam desse componente sanguíneo. O fracionamento da bolsa de sangue no próprio Hemonúcleo de Caxias evitará que as plaquetas precisem ser levadas da capital para a região, descentralizando assim a assistência.
Os requisitos básicos para doação são: estar saudável, ter peso acima de 50 kg, apresentar documento com foto válido em todo o território nacional e idade entre 16 e 60 anos. O Hemonúcleo de Caxias foi inaugurado em 25 de novembro de 1988 e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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