Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH
A Secretaria de Saúde do Maranhão (SES) e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) lançaram nesta segunda-feira (31) o edital do processo de seleção para os programas de Residência Médica e Residência Multiprofissional, que serão oferecidos nas unidades públicas de saúde do estado em 2021. As inscrições para o processo seletivo poderão ser feitas de 31 de agosto a 30 de setembro de 2020 no site do Instituto de Assessoria, Seleção e Desenvolvimento Científico e Social (IASD), em www.iasdoficial.org.
São oferecidas 31 vagas para Residência Médica nas áreas de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Cirurgia Básica, Dermatologia, Ortopedia e Traumatologia, Pediatria, Psiquiatria, Cancerologia Cirúrgica e Urologia. Para Residência Multiprofissional, serão oferecidas 24 vagas nas áreas de Atenção em Oncologia, Atenção em Neonatologia e Atenção em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto. Todos os cursos de Residência Médica no Maranhão são credenciados e autorizados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), do Ministério da Educação (MEC).
As residências são executadas no Hospital de Câncer do Maranhão, Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, Hospital Dr. Carlos Macieira e Hospital Nina Rodrigues. Podem se inscrever para Residência Médica, exclusivamente, médicos formados ou formandos em Medicina que estejam cursando o 12º semestre e com conclusão (colação de grau) prevista para até, no máximo, dia 1º de fevereiro de 2021, e ainda médicos formados no exterior e médicos estrangeiros (com visto regular definitivo ou permanente), com Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
Para as especialidades de Cancerologia Cirúrgica e Urologia é exigido, como pré-requisito, que sejam médicos formados com dois anos de Residência Médica em Cirurgia Geral ou Cirurgia Básica. O valor da inscrição é de R$ 400,00.
Para Residência Multiprofissional são oferecidas 24 vagas, podem se inscrever profissionais graduados em Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Serviço Social, Psicologia, Nutrição ou Odontologia, ou com colação de grau prevista para até, no máximo, 1º de fevereiro de 2021, e com registro no Conselho Regional da categoria profissional. O valor da inscrição é de R$ 250,00.
As provas para o seletivo de Residência Médica e Residência Multiprofissional em 2021 serão realizadas em São Luís no dia 6 de dezembro deste ano. Por conta da pandemia, os candidatos devem comparecer ao local de provas utilizando máscara para proteção. A matrícula será realizada no período de 1º a 5 de fevereiro de 2021 e os Programas de Residência terão início no primeiro dia útil do mês de março de 2021.
Conforme estabelecem as Resoluções da CNRMS/MEC – Brasília /DF, o Programa de Residência Médica têm duração de dois ou três anos, dependendo da especialidade, em regime especial de treinamento em serviço de até 60 horas semanais. Já o de Residência Multiprofissional tem regime de dedicação exclusiva sob a forma de curso de especialização.
Por Daucyana Castro
O Hospital Regional de Timbiras realizou uma cirurgia de revascularização de membro inferior, considerada de alta complexidade. A realização de revascularização é indicada para casos em que há riscos de amputação devido à baixa irrigação sanguínea. A assistência beneficiou a paciente Maria Novais da Silva, de 62 anos, do município de Caxias. A paciente apresentava graves problemas circulatórios, dores agudas e estava sob o risco iminente de amputação.
O cirurgião vascular da unidade, Laurino Brito Fernandes Neto, explicou que a cirurgia mudou o curso da vida da paciente. “Ela veio encaminhada de outro município com quadro de isquemia crítica de membro inferior, com dor aguda e que não cedia nem com uso de morfina. Caso não tivéssemos conseguido restabelecer a circulação, ela teria que amputar o membro a nível de coxa. Mas a nossa equipe capacitada do hospital realizou a cirurgia e resolveu o problema da paciente”, comemorou o médico.
Para o diretor do Hospital Regional de Timbiras, Antonio de Pádua Costa Braúna, a unidade de saúde tem cumprido bem o seu papel de prestar um atendimento com qualidade para a comunidade do município e entorno. Em breve, o hospital deve começar a realizar outros procedimentos de alta complexidade, como cirurgias bariátricas, de tireóide e adenóide.
“Precisamos gerir o hospital da melhor maneira possível, visando sempre o melhor para os nossos usuários. Esta foi apenas uma de muitas cirurgias que vamos realizar em nossa unidade. Temos um lema que é: Compromisso e Ação. Temos uma das melhores equipes de cirurgiões do Maranhão e tenho muito orgulho de fazer parte desta equipe. Somos uma grande família para atender outras famílias”, destacou Antonio Braúna.
Dona Maria aguarda agora o momento da tão esperada alta, para começar uma vida nova. “Eu estava precisando muito dessa cirurgia, que é muito cara, eu não tinha condições de fazer. Graças a Deus, eu estou bem e fui muito bem acolhida aqui no hospital, desde a merenda até os enfermeiros e médicos. Estou muito satisfeita”, analisou a paciente.
O Hospital Regional de Timbiras foi inaugurado há sete anos e integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A unidade de saúde é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Por Daucyana Castro
A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), adaptada à realidade das restrições impostas pelo enfrentamento à pandemia de Covid-19, reforçou o uso da tecnologia como ferramenta importante no acompanhamento das unidades de saúde gerenciadas pela empresa no Maranhão. O diálogo com gestores e colaboradores, através de aplicativo, proporcionou manter a orientação e dinâmica necessárias ao bom funcionamento das unidades. A EMSERH administra 58 unidades de saúde no estado.
Antes da pandemia, eram realizadas em média de duas a três viagens por mês, atingindo de quatro a cinco municípios, com o envolvimento de seis colaboradores diretos para cada cidade. Com as videoconferências o cenário mudou. O próximo passo é a realização de capacitações à distância.
“Um ganho muito grande e com uma boa aceitação das equipes. Além disso, é uma iniciativa que reduz custos e otimiza o trabalho que vem sendo desenvolvido”, acrescentou o presidente da EMSERH, Marcos Grande.
As videoconferências tornaram-se essenciais para manter o funcionamento das reuniões e orientações com as lideranças. A responsabilidade de conduzir este processo tem sido desenvolvido pelo Setor de Gestão e Qualidade, responsável pela montagem das unidades de saúde antes mesmo das inaugurações, organização dos setores, implementação do fluxo de atendimento, seleção de colaboradores, entre outros. Além de acompanhar posteriormente todo o funcionamento das unidades. O setor possui profissionais de várias especialidades, como enfermagem, fisioterapia, farmácia, serviço social, hotelaria e psicologia.
A adoção de videoconferência reduziu custos para a empresa, diminuindo consideravelmente recursos com deslocamento e estadia. A economia de dinheiro, e também de tempo, favorece a participação dos profissionais e servidores que vivem localidades distantes da capital.
“Para fazer chegar a informação em Carutapera ou São João dos Patos, por exemplo, seria quase um dia de viagem. Pelo meio virtual em uma única reunião, consigo reunir gestores de mais de 20 municípios e prestar assistência. O feedback tem sido muito positivo”, avaliou Talita Portella, gerente de Gestão e Qualidade da EMSERH.
Para o supervisor de Fisioterapia do Hospital Macrorregional Alexandre Mamede Trovão, em Coroatá, João Carlos Amorim Júnior, esse modelo de videoconferência dinamizou muito o trabalho. “Conseguimos manter contato direto com a EMSERH e compartilhar nossas experiências com colegas de outras unidades para trocar experiência. Isso auxilia na entrega ao paciente de uma assistência mais segura e eficiente”, analisou.
Por Daucyana Castro
Pacientes do Hospital Presidente Vargas, em São Luís, têm sido beneficiados por órteses confeccionadas por terapeutas da unidade de saúde. O aparelho recebido pelos pacientes serve para manter um adequado alinhamento das articulações e músculos, prevenindo assim contraturas musculares e deformidades articulares. O custo de uma órtese varia entre R$ 50 e R$ 150, mas os pacientes da unidade têm recebido o aparelho gratuitamente.
“Eu só tenho a agradecer. Com essa crise financeira, não temos dinheiro no momento. Ainda bem que ganhamos. Esse material aí é muito bom pra evitar de ela fechar as mãos e ficar com a mão torta”, contou o marido de uma das pacientes que recebeu uma órtese de posicionamento, confeccionada pelas duas profissionais de Terapia Ocupacional da unidade de saúde, Pollyana Maciel Portela e Precila Martins Almeida.
Outros pacientes de enfermaria e da UTI do Hospital Presidente Vargas estão recebendo gratuitamente desde o início deste ano as órteses. A iniciativa partiu devido à demanda observada na unidade de saúde. Não é uma linha de produção fixa, as órteses são confeccionadas de acordo com a necessidade apresentada pelos pacientes e com materiais de baixo custo.
“A prescrição e confecção de órteses está no rol de atividades da Terapia Ocupacional. São órteses feitas com materiais de baixo custo, usando como matéria-prima a atadura gessada, algodão ortopédico, EVA e velcro”, relatou a terapeuta ocupacional Precila Martins Almeida.
Geralmente, os pacientes com sequelas neurológicas ou com deformidades importantes em membros inferiores ou superiores necessitam do uso de órteses. As órteses são dispositivos que podem estabilizar, imobilizar, aliviar o corpo ou membros afetados ou fornecer orientação fisiológica correta.
“As órteses auxiliam a função do membro, de um órgão ou tecido. Elas têm uma função importante para manter um posicionamento adequado dos membros e para prevenir a instalação de deformidades, como mãos em garra ou pés caídos”, explicou Pollyana Maciel Portela, terapeuta ocupacional do Hospital Presidente Vargas.
Diferente de próteses, as órteses são temporárias, por conta do desgaste do material, risco de contaminação, prescrita e supervisionada pelo profissional de terapia ocupacional para corrigir o movimento inadequado. São feitas sob medida conforme especificidades individuais para indicação e confecção, utilizadas como um complemento à fisioterapia.
O Hospital Presidente Vargas, em São Luís, é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), e referência na rede de Estado da Saúde para o tratamento de doenças infecciosas como HIV, tuberculose e doenças tropicais.
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