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O fim de semana foi de muitas ações em saúde realizadas pelo Governo do Estado, sob a coordenação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). Desta vez, os trabalhos ocorreram nos municípios de Barra do Corda, Timon, Paulino Neves e Caxias.
“Seguimos avançando por determinação do governador Carlos Brandão e da Secretaria de Estado da Saúde para intensificarmos os mutirões de cirurgias para diminuir a fila de espera. Temos feito praticamente todos os fins de semana ações tanto na capital quanto no interior. Todas as regiões do Estado estão sendo contempladas. Temos a convicção que já evoluímos bastante mas sabemos da nossa responsabilidade de seguirmos com o trabalho para alcançar cada vem mais maranhenses”, frisou o presidente da EMSERH, Marcello Duailibe.
No total, nos quatro municípios maranhenses, foram realizadas 1.844 cirurgias, sendo 989 de catarata e 855 de pterígio. Quem foi beneficiado com a realização dos procedimentos oftalmológicos ficou agradecido pela oportunidade.
“Eu enxergava muito mal e tenho certeza que após a cirurgia vou enxergar melhor, nem relógio eu usava mais porque eu não estava enxergando e eu vou ficar bom”, pontuou o senhor Milton Dias Brandão, de 59 anos de idade. O morador de Buriti Bravo, realizou uma cirurgia de Catarata.
“Eu estava quase ficando cego e saber que vou voltar a enxergar é muito importante pra mim, estava até deixando de viajar e agora poderei voltar normalmente”, relatou o morador de Caxias, Jose de Josias Pereira, de 64 anos de idade que também operou de catarata.
Nos dois dias de ação, em Barra do Corda, sábado (4) e domingo (5), foram realizadas 350 cirurgias, sendo 215 de catarata e 135 de pterígio. Em Paulino Neves, foram três dias de ação sexta (3), sábado (4) e domingo (5), foram realizadas 457 cirurgias, sendo 206 de catarata e 251 de pterígio. Já em Caxias, em dois dias de ação sábado (4) e domingo (5), foram realizadas 374 cirurgias, 207 de catarata e 167 de pterígio.
“Eu já tinha operado de um lado da vista e agora retornei para fazer do outro lado. Após a cirurgia vou enxergar melhor dos dois lados”, enfatizou a dona Maria Rodrigues Maia, de 69 anos de idade. A moradora de Caxias também foi submetida a cirurgia de catarata.
As ações foram encerradas na segunda-feira (6), em Timon. O mutirão iniciado sábado contabilizou 663 procedimentos cirúrgicos, sendo 361 de catarata e 302 de pterígio.
As Talassemias são doenças hereditárias que se caracterizam pela redução ou ausência de hemoglobina, substância dos glóbulos vermelhos do sangue responsável pelo transporte de oxigênio para todo o corpo. A doença é herdada dos pais, e entre os sintomas que podem ser percebidos estão: anemia persistente, aparência pálida, aumento do baço, distúrbios cardíacos e endócrinos, atraso no crescimento e na maturação sexual, além de infecções recorrentes.
“O teste do pezinho consegue reconhecer apenas algumas formas das Talassemias e o tratamento é bem variado vai depender de acordo com a gravidade, dependendo também do tipo de Talassemia, tem a alfa e a beta, em casos mais leves apenas com base em ácido fólico e há uma possibilidade de do tratamento com base no transplante de medula óssea, mas é preciso o constante acompanhamento do paciente”, pontuou o Diretor Clínico do Hemomar, Ademar Moraes.
Sintomas que foram sentidos pela estudante Ivone da Cruz da Conceição. A jovem tem 35 anos de idade e descobriu a doença quando tinha 9 anos. Teve que ser internada por várias vezes por apresentar quadros de fraqueza, palidez, e ainda, por conta do baço avantajado, teve que retirá-lo aos 7 anos de idade.
“Por causa da doença fiz a primeira transfusão aos 3 meses de vida. Foram várias transfusões e a melhora era rápida e aí após alguns dias voltavam os sintomas. Hoje faço acompanhamento no Hemomar a cada 21 dias, e além do hematologista, tenho acompanhamento com endocrinologista, cardiologista, hepatologista, psiquiatra para tratar a ansiedade que veio junto com a doença e sessões de fisioterapia. Tudo tem me ajudado muito, percebo a evolução, parei de ser constantemente internada, dificilmente volta a sentir todos os sintomas e quando sinto é de forma leve”, destacou a estudante.
Ivone é uma das 176 pessoas que estão cadastradas no Hemomar para tratamento da Talassemia. O problema, é que muitas pacientes deixam de fazer o acompanhamento de forma regular ou tratam a doença de forma errada.
“Nós recebemos inúmeros pacientes que por anos passaram tratando a deficiência de ferro sem ter feito na verdade o diagnóstico correto que era da Talassemia que tem condições muito parecidas. Por ser uma condição genética, o diagnóstico é feito através da eletroforese de hemoglobina, que é um exame feito no Hemomar, e a partir daí conseguimos detectar alterações na hemoglobina e essa condição confirma o diagnóstico. O acompanhamento médico é fundamental para que a doença não chegue a um estágio mais grave ou até mesmo complicações como pedra na vesícula e doenças renais”, explicou a médica hematologista, Tula Siqueira.
No Hemomar, além do acompanhamento médico, os pacientes têm acesso ao ácido fólico, já que por apresentar uma maior produção de glóbulos vermelhos, o organismo das pessoas com Talassemia tem também um consumo aumentado do ácido.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) garantiu atendimento em saúde para centenas de pessoas durante celebração de um ano de assistência do Centro TEA 12+. Realizado sábado (27), na quadra do Ginásio Georgiana Pflueger, em São Luís, para pacientes assistidos no equipamento, a ação registrou cerca de 60 atendimentos médicos, com clínico geral, dermatologista e endocrinologista, e mais 30 atendimentos de orientação nutricional. Além disso, mais de 100 pessoas puderam aferir a pressão e realizar teste de glicemia.
Durante as atividades, também em alusão ao encerramento do mês de conscientização do autismo e comemoração de aniversário de um ano do Centro TEA 12+, uma ampla programação foi preparada para as famílias atendidas na unidade. Na ação, os pacientes que consultaram com especialistas médicos já saíram com agendamento de exames laboratoriais e retorno de consulta na Policlínica Diamante, com todas as marcações já para o mês de maio.
“Momento importante para socialização das crianças, isso é um exemplo para o mundo, para divulgarmos e aprendermos mais sobre o autismo. Tenho três filhos, um suporte três, um suporte dois e um outro que não tem autismo, eu posso dizer que vivo os três mundos da maternidade e esse evento é importante para que a sociedade veja que uma pessoa autista tem como se desenvolver, viver em sociedade, como aconteceu aqui, todos brincando, se divertindo, socializando em família”, enfatizou a dona de casa, Silvanira Nascimento.
Marido de Silvanira, Rogério Nascimento, também acompanhou os dois filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Renato, de 14 anos e o Saulo, de 11 anos de idade, ao evento. “O autismo não é o fim do mundo, quando descobrimos que seríamos pais de crianças especiais nos trouxe ainda mais responsabilidade, temos três filhos e todos recebem o mesmo carinho e amor. Temos dificuldades, mas isso é normal, devemos respeito as crianças, a sociedade deve respeito aos autistas. Essas crianças são as nossas vidas e elas trazem felicidade para a nossa casa”, relatou.
A dona de casa Josenir Chaves Pestana, avó de Artur Pestana Soares, de 12 anos de idade, elogiou o evento. “Essa ação só reforça o quanto os autistas são especiais nas nossas vidas. São pessoas que necessitam de muito carinho e aqui foi um espaço de carinho, amor e inclusão. São pessoas com algumas dificuldades como quaisquer outras. Esse evento serviu para mostrar que autistas são pessoas normais. Nós vamos nos parques, nas praias e aqui, com essa programação, tivemos um dia especial também”, pontuou.
Para Francisca Ozório Olanda, mãe de Nicolas Olanda, de 11 anos, as atividades em alusão ao encerramento do mês de conscientização do autismo promoveram a mensagem de integração e respeito. “Ações como essa servem para levar mais conscientização para as pessoas, quebrar preconceitos. As brincadeiras são importantes, o lado lúdico é importante, mas o trabalho de conscientização é fundamental”, ressaltou Francisca Ozório Olanda.
No Castelinho foi montado um espaço para recreação com brinquedos e jogos, apresentações culturais, serviços de autocuidado e bem-estar, além de atendimentos em saúde. Houve, ainda, apresentação artística de pacientes do Centro TEA 12+, além da montagem de um grande quebra-cabeça, símbolo do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Foi uma excelente oportunidade das crianças, adolescentes e jovens autistas conviverem, isso é importante para as famílias. Quando eu disse para o meu filho que ia ter este evento ele ficou muito feliz, perguntando todos os dias se já era para gente ir. A terapia do Centro TEA 12+ vem sendo fundamental para evolução do meu filho e atividades como essa fortalecem ainda mais o tratamento. É uma benção!”, reforçou Isanilde Leite Paz, mãe do Wenderson de 34 anos, que faz tratamento no Centro TEA 12+.
TEA 12+
O Centro TEA 12+, único espaço do Maranhão vinculado ao SUS especializado no atendimento ao adolescente e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), está localizado no bairro Cohab, em São Luís (MA). O equipamento da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Fotos: Francildo Falcão
Assistido há nove meses no Centro TEA 12+, Emerson Carlos Santos, de 13 anos, conquistou mais qualidade de vida, independência e integração social, após o início do acompanhamento multiprofissional no serviço da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Atualmente, mais de 270 pacientes fazem acompanhamento na unidade.
Em abril deste ano, o Centro TEA 12+ comemorou um ano de atendimento. Para Suzete Santos, mãe do Emerson Carlos Santos, o atendimento contribui para o desenvolvimento do filho.
“Hoje ele já fica perto de outras crianças, coisa que antes era impensável, porque antes disso, o desenvolvimento dele era todo só. Nenhuma pessoa podia encostar. Agora, ele melhorou bastante. Na área social, da autonomia, por exemplo, ele se veste e come sozinho e deixa outras pessoas encostarem. O Centro TEA 12+ foi uma grande esperança para mim e para meu filho”, contou.
Inaugurado em abril de 2023, o Centro TEA 12+ oferta serviços em neurologia, educação física, psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, assistência social, fisioterapia, musicoterapia e arteterapia. No último sábado (27), foi comemorado um ano de funcionamento do serviço em evento realizado pelo Governo do Estado no Ginásio Georgiana Pflueger (Castelinho), com programação alusiva ao Mês de Conscientização do Autismo.
“O Centro TEA 12+ representa o compromisso do governador Carlos Brandão, mas, sobretudo, a concretização da cidadania de todas as pessoas com autismo. É preciso compreender, conhecer e respeitar. Sabemos que muitos caminhos ainda estão para serem percorridos, e é caminhando com a sociedade civil que o Governo do Maranhão irá alcançar e concretizar ainda mais esses direitos da cidadania das pessoas com autismo”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
Jôse Nogueira Abreu, de 42 anos, mãe dos gêmeos Filipe Gabriel e Luiz Otávio, de 14 anos, destacou o atendimento na unidade. “Em sete meses de acompanhamento, posso dizer que o que mais obteve melhora foi a questão de interpretação deles, seja na leitura, como também no raciocínio. O Centro TEA é uma benção de Deus para a vida de qualquer um. E queria que tivesse mais. Mais benção dessa na nossa vida”, compartilhou.
Quem também externou o sentimento de alegria foi o casal Maria Zélia Galvão e Edson Silva Galvão. O filho deles, Isaac Martins Galvão, de 13 anos, recebe acompanhamento no TEA 12+ há quatro meses. “A unidade é ótima, acolhedora. Foi muito rápido o atendimento. A comunicação é precisa, o horário é respeitado. Eu gostei demais mesmo”, afirmou Maria Zélia.
O acesso aos serviços é realizado com encaminhamento, após atendimento prévio em unidades de saúde das redes estadual e municipal. Depois da triagem, o paciente é recepcionado no TEA 12+.
A unidade atende três perfis: pessoas que encerraram ciclo de tratamento em alguma unidade de tratamento infantil da Rede SES; diagnosticados com TEA de 12 anos ou mais, que precisam iniciar o acompanhamento na rede estadual; pessoas de 12 anos ou mais com suspeita de TEA e que precisam definir diagnóstico para iniciar o acompanhamento.
“O Centro era um serviço muito esperado pela população. O equipamento é o que essas pessoas precisavam; um local com atendimento direcionado, planejado e plenamente criado para ajudar em questões como a socialização, preparação para o mercado de trabalho, da adolescência e diagnóstico tardio”, explicou a diretora geral do Centro TEA 12+, Izabella Paes.
O Centro TEA 12+ funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. O equipamento da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Fonte: SES
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