Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH
<strong><em>Fotos: Bruno Wallace
O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (HEMOMAR), unidade administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), contabilizou 75.433 doações de sangue até outubro deste ano no Hemocentro de São Luís e nos Hemonúcleos espalhados pelo interior do estado. Há o que se comemorar, pois a doação de sangue reflete em mais vidas salvas nos hospitais. Porém, há sempre a necessidade de avançar cada vez mais e conseguir captar o máximo possível de doadores, o que faz com que aumente os estoques de bolsas de sangue. Além disso, até outubro de 2023, houve o cadastro de 986 doadores no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea).
“Tivemos um saldo altamente positivo durante este ano de 2023. Alcançamos um grande número de doadores voluntários. Essa é a nossa meta: aumentar as doações voluntárias e fidelizar esses doadores. Por isso, gostaríamos de agradecer as doações do ano inteiro e reforçar a importância desse ato, sobretudo agora no final do ano, quando diminui a quantidade de doação e aumenta a demanda por sangue”, frisou Marcello Duailibe, presidente da EMSERH.
A diretora geral da unidade comemorou o resultado do ano de 2023. “Doar é se alegrar por poder salvar vidas. Então, é com esse mesmo sentimento que estamos felizes por esse resultado. O nosso desejo é que todos os dias cheguem mais doadores, pois ao aumentar o estoque de bolsas de sangue estamos permitindo que muitas famílias também possam sorrir com os seus entes queridos”, disse a diretora geral do Hemomar, Clícia Galvão.
A estudante de enfermagem Elizandra Sales doou a primeira vez de forma dirigida. Ela entendeu o chamado e tornou-se doadora fidelizada. “A primeira vez que doei foi para uma pessoa específica, desta vez foi voluntariamente, até porque se no dia que doei para uma pessoa que estava precisando, certamente outras também estariam necessitando naquele momento. A doação voluntária é importante porque algum dia nós podemos precisar, não sabemos. E doar é um ato de amor”, relatou a estudante do curso de enfermagem, Elizandra Costa Sales.
O policial militar Elderson dos Santos Ferreira já doa há três anos regularmente, cerca de quatro vezes por ano. “As pessoas às vezes chegam com medo ao Hemomar, tem um certo preconceito, algo totalmente desnecessário. Aqui no Hemomar é super tranquilo, o ambiente agradável, os funcionários são atenciosos, te recebem com prazer. É importante as pessoas terem a consciência que doar é salvar vidas. Todo mundo conhece alguém que precisa ou vai precisar de sangue, então que possamos ter essa iniciativa de fazer bem ao próximo. Neste caso fazer bem ao próximo é fazer a si mesmo”, ressaltou.
Outro doador regular que entende a importância do ato é Alexsandro Martins Fonseca. A atenção e a felicidade é tanta em poder doar que o eletricista guarda o momento cada vez que vem ao Hemomar, com a última ida em 2023 e agora só devendo retornar em 2024, já soma 18 doações de sangue na vida.
“Comecei a doar pela necessidade de um amigo e desde então nunca mais parei e vou continuar até quando Deus me permitir. Hoje em dia estamos doando, mas quem sabe amanhã nós podemos estar precisando do sangue que será doado por outra pessoa. É muito gratificante e um gesto de amor ao próximo, poder ajudar uma pessoa que você nem conhece, é uma atitude humana. Só o fato de estarmos nos dispondo a vir ao Hemomar, deixar o nosso sangue para quem necessita, é um ato de amor e responsabilidade com os outros e nós mesmos”, reforçou.
<strong>CRITÉRIOS PARA DOAÇÃO DE SANGUE
• Ter entre 16 e 69 anos, estar bem de saúde e pesar mais de 50 kg;
• Jovens de 16 e 17 anos devem estar acompanhados por um responsável legal;
• O doador precisa estar em boas condições de saúde e sem sintomas gripais;
• Não estar em jejum e ter dormido, pelo menos, seis horas no dia anterior;
• Evitar alimentos gordurosos por quatro horas antes e não ingerir bebida alcoólica 12 horas antes;
• Quem se vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue, sendo necessário um intervalo de dois dias após cada dose para quem recebeu a vacina Coronavac, e sete dias para quem recebeu as demais vacinas;
• Documento oficial com foto.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou um novo serviço no Hospital Alarico Nunes Pacheco, em Timon, com a realização da cirurgia do frênulo lingual em bebês logo após o parto. Quando é identificada a necessidade da realização do procedimento cirúrgico, o bebê já tem a cirurgia agendada e o processo todo é feito no próprio hospital.
“Estamos muito felizes em poder garantir o cuidado integral e precoce dos bebês. É um grande trabalho que estamos desenvolvendo na unidade, com a triagem neonatal do teste da linguinha. Todos os bebês saem com o teste feito e, quando acontece alguma alteração no frênulo lingual, a gente já faz o agendamento para cirurgia”, explicou a diretora geral do hospital, Ana Patrícia Bringel.
A unidade de saúde, gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), conta com o serviço de triagem neonatal do teste da linguinha, que é realizado pela equipe de fonoaudiologia, onde todos os bebês nascidos nas dependências da maternidade passam por avaliação anatômica e funcional do frênulo lingual, com avaliação da amamentação, bem como orientações sobre a importância do aleitamento materno.
“Quando é detectada alguma alteração a indicação é a cirurgia. Portanto, já fazemos o planejamento para realizar o procedimento no próprio hospital. É importante para o filho e para a mãe, porque com o problema há uma dificuldade na amamentação, pode ferir o bico do peito da mulher, com extravasamento do leite. Além disso, solucionando o problema da língua presa, já evita o bebê ter que fazer algum procedimento futuro por problemas na dicção”, explicou o cirurgião-dentista, Elison Reis Tavares Pereira.
O frênulo da língua curto, também chamado de língua presa ou anquiloglossia, é uma situação que ocorre quando o freio da língua possui um tamanho menor que o ideal. Isso acaba fazendo com que a língua fique presa ao assoalho bucal, afetando sua movimentação, causando diversos problemas.
O serviço no hospital possui um fluxo para retorno em caso de alteração no frênulo lingual do bebê, para realização do procedimento cirúrgico com a equipe de odontologia, em tempo oportuno para que o bebê não sofra com as repercussões como dificuldades na amamentação, ganho de peso, engasgos, entre outros; e, mais tardiamente, dificuldades na introdução alimentar, mastigação, deglutição, fala e respiração.
“Isso é um grande salto dentro deste processo de identificação de alteração no frênulo lingual e a realização do procedimento cirúrgico. Em menos de um mês, todos os bebês que precisam dessa cirurgia conseguem realizá-la e isso significa uma maior e melhor qualidade de vida, como na amamentação, com ganho de peso adequado. Isso reflete na qualidade de vida para mãe e para o bebê”, enalteceu a fonoaudióloga, Kelyvania Lopes da Silva.
Um dos bebês submetidos ao processo cirúrgico foi o João Heitor. Após o procedimento, a mãe Simone Viana de Moura, de 31 anos, era só alegria. “Após a cirurgia melhorou muito, não sinto mais dor na amamentação. Melhorou 100%, nem se compara como era antes. Sei que isso está sendo importante pra mim e pra ele”, agradeceu a jovem.
<strong><em>Por Daucyana Castro
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) mobiliza doadores para reforçar os estoques do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar). Atualmente, o Hemomar está com o estoque de sangue em nível baixo. Em dezembro, houve uma queda de 40% no número de doações de sangue.
“Estamos no fim do ano, iniciando um período de recesso, temos que estar sempre abastecidos. No mês passado, a média de doação diária estava em torno de 180/200 bolsas. Este mês, as doações não ultrapassam 100. Por isso a doação de sangue precisa ser constante e voluntária, porque a demanda é constante”, reforçou o diretor administrativo do Hemomar, Davison Lima. Os tipos de sangue O+, A+, B+, O- e A- estão em estado crítico, assim também como as plaquetas.
O Hemomar vai funcionar normalmente neste sábado (23), até 12h, e reabre na terça-feira (26). No sábado seguinte (30), funciona das 7h30 às 12h e retoma as atividades na terça-feira (2).
Para doar sangue, a pessoa precisa, entre outros pré-requisitos, estar saudável, pesar acima de 50 quilos, estar alimentada, levar um documento oficial com foto e não ingerir alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. Além dos pré-requisitos já conhecidos, antes da doação, o doador passa por uma triagem que avalia outros critérios.
O Hemomar compõe a rede da SES e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). Está localizado na rua 5 de Janeiro, S/N, Jordoa.
<strong>Fotos: SES / Márcio Sampaio
<strong><em>Por Daucyana Castro
O Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou o mutirão de cirurgias oftalmológicas no município de Itapecuru-Mirim. As 161 cirurgias de catarata e 136 de pterígio ocorreram sábado (16) e domingo (17), no Hospital Regional Adélia Matos Fonseca, unidade gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Com a ação, 297 pacientes de 14 municípios da região foram beneficiados. O mutirão tem o objetivo reduzir a demanda de cirurgias de catarata e pterígio e promover melhor qualidade de vida aos maranhenses.
“Precisamos continuar com ações como essa que possibilitaram a milhares de maranhenses voltar a enxergar a vida com nitidez. Por determinação do governador Brandão, as cirurgias nas mais diversas especialidades estão acontecendo em todo o Maranhão”, frisou o presidente da Emserh, Marcello Duailibe.
As cirurgias ocorreram no Hospital Regional Adélia Matos Fonseca. “Esse mutirão foi de grande relevância para toda a população e os municípios vizinhos. Essa realização do Governo do Estado beneficiou a população carente não só de Itapecuru como pacientes de 14 municípios, que fazem parte da regional de Itapecuru. Muitas pessoas precisavam desse tratamento e não tinham condições de realizar. E graças ao mutirão, muitos fizeram suas cirurgias”, destacou a diretora geral do hospital, Ivanderlande Nascimento.
Os pacientes tiveram acesso a vários atendimentos como exames de mapeamento de retina, biomicroscopia, biometria, tonometria, exames laboratoriais, aferição de pressão arterial, glicemia e risco cirúrgico.
Raimundo Nonato Rodrigues da Silva, 64 anos, que mora na região do Entroncamento, era só alegria. “Agradeço muito por esse mutirão. Eu agradeci no dia da cirurgia e agradeço novamente pois tenho muita consideração pelo que fizeram. Só posso agradecer a Deus por todos que fizeram esse mutirão”, disse.
<strong>Fotos: ASCOM / Itapecuru-Mirim
Página 55 de 1447