Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH
<strong><em>Por Juliana Mello
Com o objetivo de aprimorar a vigilância e reduzir a incidência da doença popularmente conhecida como “barriga d’água”, o Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC-Lacen/MA), encerrou nesta sexta-feira (15), o curso de capacitação para diagnóstico de esquistossomose, voltado aos técnicos de laboratório e microscopistas que atuam no interior do estado. O treinamento teórico e prático ocorreu no período de 11 a 15 deste mês.
O curso foi ministrado pela coordenação do laboratório de endemias do IOC/Lacen-MA e ofereceu apostilas, aulas teóricas e práticas. “Dessa forma, o profissional que foi treinado pode dar o diagnóstico com todo o suporte de equipamentos de qualidade e os materiais necessários como microscópio e corantes, para que saibam fazer uma coleta correta, uma leitura correta da mesma. Pois isso pode interferir na qualidade do diagnóstico, e consequentemente no tratamento da doença”, enfatiza a responsável pelo curso e encarregada do setor de endemias do IOC-Lacen/MA, Orzinete Rodrigues Soares.
Participaram microscopistas e técnicos de laboratório dos municípios de Cururupu e Guimarães. A técnica de laboratório e estudante de enfermagem, Mirella Ceccon, que atua no laboratório de endemias de Guimarães, elogiou o curso. “Agradeço por poder representar minha cidade como uma multiplicadora de conhecimento, além de reforçar a importância de saber que a partir de agora poderá dar diagnósticos precisos e que esses diagnósticos podem ajudar a salvar vidas, uma vez que essas doenças são negligenciadas até mesmo pela própria população devido à falta de informação ou cuidado, nas comunidades mais carentes”, frisou a técnica de laboratório.
No IOC-LACEN, além da capacitação, é feito um controle de qualidade das lâminas, onde os laboratórios e regionais de saúde encaminham as amostras e seus diagnósticos para servir de monitoramento em relação à padronização e leitura correta das lâminas.
O Programa de Controle de Esquistossomose Estadual funciona atualmente em 32 municípios. “Realiza-se uma média de 80 mil exames ao ano, em que resultam numa faixa de 4.500 exames positivos para esquistossomose. Por isso a importância de se fazer um treinamento com os municípios, para que se possa chegar ao diagnóstico e dar início ao tratamento de forma precoce antes de atingir a forma mais grave da doença”, reforçou o biólogo e coordenador do programa, Manoel Brito.
<strong>ESQUISTOSSOMOSE
A esquistossomose também conhecida como “barriga d’água” ou “doença dos caramujos” é transmitida para o homem através do parasita (verme) Schistosoma mansoni, que utiliza como hospedeiro o caramujo. A infecção acontece a partir do contato com água contaminada. A principal forma de prevenção da doença é o destino adequado dos dejetos humanos contaminados em fossas e ações de saneamento dos esgotos.
Na fase aguda, a doença se manifesta por meio de vermelhidão e coceira cutâneas, febre, fraqueza, náusea e vômito. Na fase crônica, fígado e baço podem aumentar de tamanho. Outros sintomas incluem hemorragias; liberação de sangue em vômitos e fezes e aumento do abdômen (característica que deu origem ao nome popular da doença: barriga d’água).
O tratamento é feito com dose única de medicamento fornecido pela unidade de Atenção Básica, por meio do Programa de Controle da Esquistossomose (PCE).
<strong>Por Vanessa Ribeiro
Em alusão ao Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio, a Comissão de Saúde Mental, da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), realiza, nesta segunda-feira (11) e terça-feira (12), uma ação para orientar os colaboradores da sede e anexos das empresa, em relação aos cuidados com a saúde mental.
De sala em sala, as psicólogas integrantes da comissão, repassam informações, tiram dúvidas relacionadas ao tema, distribuem folders com orientações sobre onde encontrar ajuda e realizam um quiz interativo para testar os conhecimentos dos colaboradores.
Ana Sheyla Fernandes é analista de comunicação e destaca a importância da iniciativa. “Foi uma ação bem esclarecedora principalmente por enfatizar sobre a necessidade do acolhimento às pessoas mentalmente vulneráveis e sobre a rede de apoio existente para que as pessoas saibam que podem contar com ajuda profissional gratuita”, disse.
A assistente administrativa do setor de protocolo, Érica Pãozinho, aprova a ação. “Algumas pessoas acham que é bobagem falar sobre saúde mental mas é de fundamental importância ter conhecimento sobre esse assunto. Uma vez que você sabe como proceder, pode repassar as informações e ajudar outras pessoas”, afirmou.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos de suicídios podem ser evitados. Por isso falar sobre o assunto e levar as informações para as pessoas é fundamental, como ressalta a psicóloga integrante da Comissão de Saúde Mental da EMSERH, Daniela Aquino. “A gente achou muito importante trazer essas informações para que isso seja compartilhado como uma forma de salvar vidas, de expandir o conhecimento e desmistificar o suicídio. Por meio da informação as pessoas podem ajudar o próximo e a si mesmo”, frisou.
Ainda segundo dados da OMS, o Brasil é o primeiro no ranking de ansiedade e depressão na América Latina, o que segundo a psicóloga Larissa Ricci, leva a consequências relacionadas ao suicídio, por isso esse é um assunto que precisa ser falado, para que pessoas parem e pensem na sua saúde mental, assim como pensam na saúde física.
“É fundamental trabalhar a saúde mental no ambiente de trabalho das pessoas. Cada vez mais a gente percebe que índices de afastamento de colaboradores estão muito vinculados a questões emocionais. Intervir na saúde integral do indivíduo, não somente na saúde física, é contribuir para uma sociedade, uma empresa e uma vida mais saudável”, destacou a psicóloga integrante da Comissão de Saúde Mental.
A comissão de saúde mental trabalha ações no decorrer do ano na sede da EMSERH relacionadas a saúde mental voltadas aos colaboradores.
<em>Fotos: Francildo Falcão
Neste ano, São Luís comemora 411 anos de muita história, crescimento e de investimentos que transformam a cidade. Na saúde como um todo, a cada ano os serviços e estruturas vem sendo ampliados, para que a população tenha o melhor acolhimento em todos os níveis de atenção.
“Nesta data em que São Luís completa 411 anos, não podemos deixar de comemorar também os avanços na área da saúde. São diversas ferramentas que foram criadas e serviços que foram expandidos para melhor atender aqueles que nos procuram, sempre com dedicação e profissionalismo. Conscientes de nossa missão, lutamos incansavelmente por uma saúde ainda mais exemplar. Por isso, todas as nossas equipes trabalham diariamente para fortalecer ainda mais o SUS. Viva São Luís! Viva o Maranhão!”, disse o presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), Marcello Duailibe.
Na capital maranhense, a EMSERH gerencia 6 Hospitais, 6 Policlínicas e 5 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Em 2023, foram realizados 1.896.770 (1 milhão 896 mil 770 atendimentos), número superior, por exemplo, a população de São Luís, que segundo o último Censo do IBGE é de 1.037.775 habitantes.
“A descentralização das unidades de saúde é importante. As Policlínicas criadas facilitam a vida de todos, ajudam a desafogar os hospitais que atendem urgência e emergência e estão próximas da população mais carente, quem mais precisa, dentro dos bairros. O atendimento é com mais comodidade, facilitou a locomoção e está tudo mais rápido”, pontuou o técnico em radiologia, José Carlos Brito Amorim, que é usuário do SUS.
Para a diretora técnica da UPA Vinhais, Cleide de Fátima, as policlínicas cumprem papel fundamental na assistência à saúde da população ludovicense, pois realizam consultas em várias especialidades a nível ambulatorial. “Temos diferentes especialidades médicas e conhecimentos específicos em áreas distintas da saúde. Consultas em várias especialidades podem ajudar a obter diagnósticos mais precisos, especialmente em casos complexos ou multifacetados. As consultas ambulatoriais regulares em especialidades como cardiologia, oftalmologia e ginecologia ajudam na prevenção de doenças e na monitorização de condições crônicas, permitindo intervenções precoces. As consultas em várias especialidades oferecem oportunidades para educar os pacientes sobre sua saúde e maneiras de gerenciar suas condições”, reforçou.
Novos serviços também foram incorporados. Junto com o Governo do Estado, foi inaugurado o Centroa TEA 12+, primeiro centro especializado de atendimento a adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista do Nordeste.
Outro equipamento de saúde disponível à população de São Luís é o Centro de Hemodiálise que funciona diariamente com 40 poltronas, assistindo 240 pacientes. Este ano já foram contabilizadas 14.179 sessões de hemodiálise na unidade também administrada pela EMSERH.
“Estou muito satisfeita com o atendimento que recebo no Centro de Hemodiálise. Faço tratamento há dois anos e meio, percebo a qualificação dos profissionais e a cordialidade de pessoas que não lidam diretamente conosco, pessoal da limpeza, recepção, todos os funcionários, me sinto satisfeita”, relatou a enfermeira, Juliane Bastos de Sousa Borges Rabelo.
O incentivo a doação de sangue não pára. Em 2023 o Hemomar recebeu a doação de 27.765 bolsas, o que ajudou a salvar 111.060 vidas. A unidade realiza sempre trabalhos de conscientização junto à população, como campanhas e materiais na internet, além de assistência ambulatorial para pacientes com anemia falciforme e outras doenças do sangue.
“Aqui eu consigo suporte adequado para realizar meu tratamento. Busco e encontro melhorias para a nossa saúde. Aqui eu descobri minha patologia, e assim tem outras pessoas que precisam diariamente de bolsas de sangue”, frisou Ivone Cruz, que tem talassemia (distúrbio sanguíneo que necessita frequentemente receber sangue), e faz tratamento no ambulatório do Hemomar.
Um trabalho feito com muito carinho e dedicação realizado por várias mãos ao longo de todo o ano e que vem mudando a realidade de muitas pessoas. Parabéns São Luís!
<strong><em>Por Vanessa Ribeiro
Com cisto sinovial, um tumor benigno localizado no punho, a funcionária pública Josidelza Gomes, de 42 anos, aguardava há mais de cinco anos para realizar o procedimento cirúrgico. Josidelma e mais de 13 pacientes, na faixa etária entre dois meses até 50 anos de idade, com diagnósticos de cistos sinoviais, síndrome do túnel do carpo e polidactilia, foram atendidas pelo Programa Cuidar de Todos, uma iniciativa do governador Carlos Brandão para promover mais avanços na saúde da população. Nesta quarta-feira (6), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou o primeiro mutirão de cirurgias de mão e pé, no Hospital Regional de Barreirinhas.
A ação teve como objetivo reduzir o tempo de espera por esses procedimentos que são considerados eletivos. No mutirão, Josidelza Gomes realizou a cirurgia por conta do tumor benigno localizado no punho. “Essa é uma doença muito difícil, pois causa dor, inflamação, dificulta os movimentos dos dedos e até do braço. Eu achei muito válida essa iniciativa, que vai ajudar a devolver qualidade de vida para gente. Há tempos eu quero fazer essa cirurgia e hoje graças a Deus deu certo”, destacou.
Heitor Santos Sousa, de apenas dois meses, nasceu com polidactilia nas mãos e pés, uma deformidade congênita bastante comum caracterizada pela presença de seis dedos ou mais nas mãos e pés. Sua mãe, Elizangela Santos, não perdeu a oportunidade e já trouxe o filho para retirar os dedos extras das mãos e na próxima oportunidade ele fará a cirurgia dos pés. “Os médicos me orientaram a retirar logo esses dedinhos a mais, pois seria melhor para ele. Graças ao mutirão meu filho vai crescer sem as limitações que essa doença causa. Estou muito feliz”, disse.
O médico ortopedista especialista em cirurgia de mão, Jairo Moura, explica como essas condições interferem na vida das pessoas. “Os pacientes com essas patologias costumam sentir bastante desconforto, como dor, dormência e limitação social. Os que operamos hoje já aguardavam há bastante tempo por essas cirurgias. Com certeza vai ajudar muito a melhorar a função desses membros”, destacou.
A diretora administrativa Hospital Regional de Barreirinhas, Socorro Itapary, ressalta que além de ajudar a acelerar a realização de cirurgias eletivas, o mutirão visa devolver qualidade de vida e autoestima dos pacientes. “Esse mutirão é muito importante pois beneficia pessoas de toda a nossa região de saúde que estavam aguardando há bastante tempo. Este é apenas o primeiro de outros que ainda iremos realizar, promovendo melhor qualidade de vida para a população”, ressaltou.
Carlos Wallace Nascimento, diretor da unidade de saúde, comenta que o tempo de espera para esses tipos de cirurgias pode levar meses e até anos e que a ação reafirma a eficiência e resolutividade do Sistema Único de Saúde (SUS).”Esse mutirão vai equacionar parte das nossas demandas, dando mais resolutividade e ajudando a diminuir o tempo de espera. Estamos muito felizes e agradecidos pelo apoio do governo, da SES e da Emserh”, afirmou.
O Hospital Regional de Barreirinhas oferece atendimentos nas áreas de clínica e cirurgia geral, neurocirurgia, ortopedia, pediatria e obstetrícia, além de exames laboratoriais e também eletrocardiograma, raio-X, tomografia computadorizada e ultrassonografia. A unidade, que integra a rede da Secretaria de Estado da saúde (SES) e é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), está localizada na Avenida 1, n° 15, loteamento Parque das Dunas e é referência para pacientes da cidade e do entorno.
<em>Fotos: Francildo Falcão e Ricardo Zacheu
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