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A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) prorrogou até o dia 7 de junho o prazo para inscrições do processo seletivo simplificado para seleção de cadastro reserva de Preceptores para atuarem nos programas de Residência Multiprofissional – Atenção em Oncologia, Atenção em Unidade de Terapia Intensiva Adulto e Atenção em Neonatologia da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O período de inscrições iniciou no dia 30 de maio e encerraria nesta sexta-feira (2) mas foi prorrogado até as 23h59 do dia 07 de junho, exclusivamente por email, no endereço eletrônico seletivo.residencia@gmail.com.
“A prorrogação do prazo é para dar mais oportunidade aos candidatos interessados. Esse seletivo é para compor o quadro de preceptores dos programas de residência multiprofissionais do estado. O preceptor é o profissional de referência técnica para os residentes na parte da assistência”, explica Fernanda Lima, gerente de Certificação e Ensino em Saúde da EMSERH.
Os profissionais aprovados atuarão nas seguintes unidades de saúde da rede estadual: Hospital de Câncer do Maranhão, Hospital de Alta Complexidade do Maranhão – Dr. Carlos Macieira e Hospital Infantil Juvêncio Matos. As vagas para preceptoria de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Odontologia para o programa de Atenção em Terapia Intensiva Adulto, Preceptoria de Enfermagem para o programa de Atenção em Neonatologia e preceptoria de Enfermagem, Farmácia, Nutrição e Serviço Social para o programa de Atenção em Oncologia.
Os Preceptores receberão uma bolsa no valor líquido de R$ 2.000,00 (dois mil reais), sem desconto de encargos trabalhistas, cabendo aos profissionais o recebimento do valor proporcional ao número de horas efetivamente desempenhadas, levando em consideração sua frequência mensal. A bolsa terá duração de seis meses, podendo ser prorrogada.
O processo seletivo constará de duas etapas, que contam com análise da documentação de experiência profissional e titulação e prova técnico – situacional. O resultado final está previsto para dia 04 de julho de 2023.
O Processo Seletivo Simplificado terá validade de até um ano, a contar da data de publicação do resultado final. Podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período, a critério da EMSERH.
O edital completo está disponível no site da EMSERH. Clique aqui.
Fotos Ricardo Zacheu
Williame Augusto Silva Castro, estudante de Ciências e Tecnologia, é doador voluntário. Ele participou da ação de coleta externa do Centro de Hematologia e Hemoterapia, nesta terça-feira (30), no Centro Pedagógico Paulo Freire, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
“No ano passado participei da campanha na UFMA. Eu estudo no Centro Pedagógico Paulo Freire e fica mais fácil para doar. Para mim é muito gratificante a doação não por obrigação, e sim, por intenção de ajudar o próximo, é isso que sinto, é dessa forma que vejo”, afirma o estudante.
Segundo a coordenadora da coleta externa do Hemomar, em média, o Hemonúcleo de São Luís, contabiliza cerca de 60 bolsas de sangue nas coletas externas. “Isso é uma média, mas muitas vezes passamos dessa marca, já alcançamos 100 bolsas, por exemplo. Claro que trabalhamos e nos preparamos sempre para quanto mais doações puderem acontecer é melhor para todos nós. Somos agradecidos a todas as pessoas que comparecem para doar sangue e ajudar a renovar os estoques de bolsas do Hemomar” explicou Valma Costa.
Na UFMA, estudantes e professores aderiram à campanha. A ação atendeu 154 pessoas, sendo coletadas 124 bolsas de sangue. “Faço doações regulares desde o ano passado, tomei essa decisão por acompanhar nas mídias sociais do Hemomar e televisivas, que existe uma certa escassez de doadores, e doando, sendo doador, sei que estou contribuindo de alguma forma, fazendo algo positivo”, disse o estudante de Engenharia Química da UFMA, Aldo da Silva Farias.
A professora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária celebrou a oportunidade de doar sangue. “A última vez que teve essa coleta externa [na UFMA] estava muito cheio e não tive como esperar, e que bom que estava lotado, isso é sinal do engajamento das pessoas e mais bolsas de sangue coletadas. Eu já sou doadora, comecei a doar por conta da pandemia, a escassez de sangue, e neste meio tempo tive um colega que precisou de sangue por um problema de saúde, então eu entendo a importância deste ato e sempre procuro fazer a doação respeitando os intervalos de tempo que a gente tem para doar”, relatou a professora.
<strong>Doação de sangue
Para doar sangue, a pessoa precisa, entre outros pré-requisitos, estar saudável, pesar acima de 50 quilos, estar alimentada, levar um documento oficial com foto e não ingerir alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação. Além dos pré-requisitos já conhecidos, antes da doação, o doador passa por uma triagem que avalia outros critérios.
O Hemomar integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
Por Samir Aranha
Fotos Ricardo Zacheu
A equipe multidisciplinar de atenção do Hospital da Ilha possibilitou, nesta quarta-feira (31), a realização de um sonho. A jovem Kauani Rodrigues Coqueiro, de 14 anos, internada na unidade há cerca de 20 dias em razão de um quadro agudo de Anemia Hemolítica Autoimune, teve a oportunidade de conhecer o mar.
Natural da cidade de Codó, a 315 quilômetros de São Luís, Kauani foi transferida para o Hospital da Ilha para investigação profunda de seu quadro clínico e realização de medicação com o intuito de reverter o quadro de anemia profunda. Na unidade, conquistou as equipes com sua simpatia e doçura, despertando o desejo de vários profissionais em proporcionar um momento de alegria como coroação à sua alta médica.
Segundo o diretor-clínico do Hospital da Ilha, Dr. Dimitrius Garbis, que atuou diretamente no caso da jovem, o passeio faz parte das estratégias de acolhimento realizadas pela equipe multidisciplinar no sentido de possibilitar o bem-estar dos pacientes. “Através da escuta empática, foi identificado este desejo da paciente e pensamos que seria benéfico possibilitar o passeio. A literatura médica já provou que o bem-estar e o humor são componentes importantes na recuperação da saúde. Então sempre que possível promovemos ações que possam dar mais alegria ao nosso paciente”, explicou.
Acompanhada dos pais e por membros da equipe multidisciplinar, Kauani foi levada de ambulância do Hospital até a Praça dos Pescadores, localizada na Avenida Litorânea. À primeira vista da praia, não conteve as lágrimas. “É lindo. Eu esperei muito por esse momento, tô muito feliz! ”, exclamou.
A mistura de sentimentos entre alegria e alívio era igualmente visível aos pais de Kauani. José Raimundo Coqueiro, 37 anos e dona Maria José Rodrigues (43), a todo momento comentavam sobre a gratidão pelo processo de recuperação da filha.
“Hoje, pela Kauani, realizamos o sonho de ver o mar, que é de toda nossa família. Com ela a gente conseguiu o que era vontade também do nosso menino Kauan, que faleceu aos 10 anos sem ter visto o mar”, disse Dona Maria José.
O alívio com a melhora no quadro da filha e a garantia de continuidade do tratamento da anemia foi destacado pelo pai de Kauani. “Só posso agradecer a Deus e a toda equipe do hospital. Só eles sabem o medo que eu tinha de perder uma outra filha. Agora é seguir o tratamento todo mês no Hemomar, garantindo que ela tenha uma vida normal”, disse Seu José Raimundo.
Ao final do passeio, a sensação de dever cumprido e alegria por possibilitar um momento de alegria era o mote entre a equipe multidisciplinar. Para a fisioterapeuta Ivanilde Mendanha, que acompanhou Kauani desde o início da internação, o bem-estar da paciente funciona como estímulo. “Ver a kauani bem e feliz, podendo voltar paraa casa e ainda tendo realizado um sonho é muito gratificante. São momentos como esse que nos fazem acreditar no poder realizador de nossas atividades na saúde pública”, comentou.
Inaugurado em abril de 2022, o Hospital da Ilha integra a rede pública, sendo vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e administrado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
<strong>Sobre a anemia hemolítica autoimune
A anemia hemolítica autoimune faz parte de um grupo de distúrbios caracterizados por um mau funcionamento do sistema imunológico, que resulta na produção de autoanticorpos que atacam os glóbulos vermelhos como se eles fossem substâncias estranhas ao corpo.
A anemia hemolítica autoimune é um grupo incomum de distúrbios que podem ocorrer em qualquer idade. Esses distúrbios afetam as mulheres mais frequentemente que os homens. Algumas pessoas podem não manifestar sintomas, particularmente quando a destruição de glóbulos vermelhos é leve e se desenvolve lentamente. Outras pessoas apresentam sintomas similares aos de outros tipos de anemia (tais como fadiga, fraqueza e palidez) especialmente quando a destruição é mais grave ou rápida.
Profissionais de saúde do Hospital Regional Dr. Kléber Carvalho Branco, localizado no município de Pedreiras, que integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), participaram de capacitação em ressuscitação cardiopulmonar para atendimento em casos de parada cardiorrespiratória. A capacitação ocorreu na segunda e na terça-feira, respectivamente, dias 29 e 30 de maio. O hospital é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
A capacitação em Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) consiste numa série de ações de salvamento que aumentam a chance de sobrevivência após a Parada Cardiorrespiratória (PCR) e foi ministrado pela médica Tayná Jales, que é graduada pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), plantonista do Hospital Regional de Pedreiras, pós-graduanda em terapia intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e pós-graduanda em geriatria pelo Instituto Brasileiro de Ciências Médicas Juscelino Kubitschek Ltda. (IBCMED).
“Para uma ressuscitação cardiopulmonar bem-sucedida é necessário uma série de ações coordenadas. Sendo assim é necessário manter as equipes que prestam assistência em saúde atualizadas com relação aos protocolos de reanimação. A educação continuada em ressuscitação cardiopulmonar tem como objetivo aumentar as taxas de resposta à parada cardiorrespiratória por parte da equipe assistencial, melhorar a execução de RCP, reduzir o tempo até o acesso a desfibrilação e manter os profissionais de saúde atualizados dos protocolos de reanimação vigentes”, pontuou a médica Tayná Jales.
No treinamento foram revisados os conceitos básicos que envolvem o protocolo de reanimação: reconhecimento de PCR, atuação da equipe de socorristas no tocante a oferta, ventilação e compressões de alta qualidade com base nas diretrizes da American Heart Association (AHA).
“Esses treinamentos, que são feitos com frequência, são de fundamental importância para o nosso enriquecimento profissional. Os profissionais precisam sempre estar se capacitando para melhor atender o paciente e na unidade de saúde temos uma equipe que está sempre disposta a ajudar um ao outro”, ressaltou a enfermeira do centro cirúrgico do hospital, Lucyane de Almeida.
O diretor geral do hospital reforça que essas capacitações são importantes para garantir que os pacientes estejam sendo cada vez mais bem assistidos. “Uma equipe multiprofissional que atua em conjunto, e que está em constante atualização teórica e prática. Aqui, no Hospital Regional de Pedreiras, são realizadas capacitações, com temáticas variadas para todas as categorias, de acordo com as necessidades, bem como, sugestões dos próprios profissionais, proporcionando a todos a oportunidade de se qualificarem dentro da própria unidade. Muitas vezes, inclusive, são nossos próprios colaboradores convidados a ministrar os temas, como forma de valorizar e reconhecer cada vez mais o seu trabalho. É gratificante vê-los engajados em aprimorar seus conhecimentos”, ressaltou o diretor geral do Hospital Regional Dr. Kléber Carvalho Branco, Frederico Cavalcante.
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