Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH
Fotos: Gilson Teixeira
Fonte: SECOM
O Governo do Maranhão inaugurou a primeira Unidade de Tratamento para Queimados (UTQ) da rede pública de saúde do Estado. A unidade vai funcionar no Hospital da Ilha, situado na Avenida São Luís Rei de França, e faz parte da terceira etapa de expansão dos serviços oferecidos no local, que está completando um ano de atendimentos prestados à população maranhense.
O funcionamento da UTQ será 24h como retaguarda para pacientes oriundos dos serviços de emergência, através da Central de Regulação de Leitos, conforme o protocolo de acesso estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O governador Carlos Brandão classificou a entrega como um marco na história da saúde do estado. “Esta é a primeira unidade de tratamento para queimados da rede hospitalar maranhense. Não há, nem na rede pública, nem na rede privada, uma ala específica para esse tipo de assistência. A partir deste momento, os pacientes não precisarão mais buscar atendimento em outros estados, pois poderão receber todo o tratamento necessário aqui mesmo no Maranhão. Por isso, este é um marco na história do nosso estado e vai ser uma referência no setor da saúde”, assegurou.
<strong>Estrutura
A Unidade de Tratamento para Queimados (UTQ) dispõe de 19 leitos, sendo seis pediátricos e 13 adultos, sendo dois leitos de estabilização para pacientes mais graves que necessitem de assistência ainda mais especializada.
“Antigamente, nós referenciávamos todos os nossos pacientes vítimas de queimaduras para outros Estados. A partir de agora, de forma inédita, vamos poder atender nossos pacientes aqui no Maranhão e ainda atender os pacientes dos nossos estados-irmãos. Aqui, nós temos toda a estrutura necessária, equipe médica especializada, além das terapias mais avançadas. É um grande avanço na rede de saúde no nosso estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
A UTQ conta também com uma câmara hiperbárica, que tem como principal resultado para o paciente a aceleração da cicatrização, evitando infecções e atrofias musculares. Também tem uma sala de cinesioterapia, que oferece um conjunto de exercícios terapêuticos que ajudam na reabilitação e na melhora de regiões comprometidas do corpo e uma sala de balneoterapia onde são realizados os banhos e trocas de curativos de forma segura e confortável para os pacientes.
A UTQ também tem sala de prescrição médica, posto de enfermagem, sala de repouso e vestiários para os profissionais de saúde, já que o funcionamento será 24 horas; e banheiros totalmente adaptados para uso tanto pelos pacientes quanto acompanhantes e funcionários.
<strong>Hospital da Ilha
O Hospital da Ilha é uma unidade para atendimentos especializados de média e alta complexidade, para pacientes que são encaminhados conforme o protocolo de acesso estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
“Hoje, o Hospital da Ilha comemora um ano de serviços prestados à população maranhense. Aqui, nós oferecemos toda a estrutura física, equipe especializada e atendimento de qualidade para os nossos pacientes e a entrega desta Unidade de Tratamento para Queimados vai garantir a ampliação dos atendimentos que já prestamos aqui no Hospital da Ilha”, disse a diretora-geral do Hospital da Ilha, Carol Hortegal.
Atualmente, o Hospital da Ilha conta com 46 leitos pediátricos e 168 leitos adultos, totalizando 214 leitos. A primeira etapa da unidade foi entregue em abril do ano passado. Em 2022, o Hospital da Ilha contabilizou 863 cirurgias e, neste ano, mais 595, totalizando 1.458 procedimentos no período de julho do ano passado a fevereiro de 2023. De abril de 2022 a fevereiro de 2023, o Hospital da Ilha admitiu 2.300 pacientes.
Entre as especialidades disponibilizadas aos usuários estão ortopedia, bucomaxilofacial, neurocirurgia, cirurgia torácica, cirurgia geral, ginecologia e gastroenterologia, além de exames de raio-x, ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, endoscopia e colonoscopia.
<strong>Cerimônia
A solenidade de inauguração da Unidade de Tratamento para Queimados (UTQ) contou com a presença dos deputados estaduais Florêncio Neto (PSB), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão; Carlos Lula (PSB); Neto Evangelista (União Brasil) e Ana do Gás (PCdoB).
Os secretários de Estado: Chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira; de Infrastrutura, Aparício Bandeira; de Comunicação, Sérgio Macedo; de Planejamento e Orçamento, Vinicius Ferro; e Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão; os presidentes da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), Marcello Duailibe; e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Nordman Wall; os chefes de Gabinete Militar, coronel Aldrin Soares; e do Gabinete do Governador, Luzia Waquim acompanharam o governador Carlos Brandão.
O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, coronel Célio Roberto de Araújo; Miguel Ribeiro, procurador do Estado e assessor jurídico do governador Carlos Brandão também acompanharam a inauguração.
Samuel Gregory, diretor-técnico; Dimitrius Garbis, diretor-clínico; Letícia Maria Sousa, diretora-administrativa, e os demais funcionários do Hospital da Ilha também participaram da solenidade.
<strong>Fotos: Francildo Falcão
<strong>Por Samir Aranha
O Centro de Especialidades Médicas (CER) da Cidade Operária comemora, neste domingo (30), quatro anos de funcionamento, figurando como unidade de referência em reabilitação na rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com 204.650 atendimentos em reabilitação física, intelectual e auditiva realizados no período.
Apenas nos primeiros quatro meses de 2023, a unidade realizou 19.036 atendimentos entre consultas, exames e sessões de reabilitação. O CER oferece atendimento nas áreas de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, hidroterapia, neuropediatria, nutrição, ortopedia, otorrinolaringologia, pilates, psicologia, psicopedagogia, serviço social e terapia ocupacional.
Além destes, é previsto o funcionamento nos próximos meses do serviço de audiologia, com a realização dos exames de audiometria e teste BERA, fundamentais no atendimento e diagnóstico de patologias ligadas à audição.
O CER atende pacientes de toda as idades. Para buscar acesso aos serviços, é necessário encaminhamento médico, apresentação de documento oficial com foto e cartão do SUS. Os agendamentos são realizados presencialmente e a unidade funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h.
Segundo o diretor administrativo do CER Cidade Operária, Nicholas Menezes, a unidade atende à demanda de procedimentos de reabilitação, buscando atendimento integral. “Nosso atendimento é bastante diversificado, recebendo encaminhamentos da rede e buscando fornecer aos pacientes atenção integral, sobretudo à grande população que compõe o entorno da unidade”, destacou.
Nicholas Menezes explica que o serviço de Travessia, fornecido pela unidade, é mais uma das estratégias no sentido de garantir o acesso ao adequado tratamento. “O paciente que demanda ao nosso serviço social pode ser elegível ao programa Travessia, feito por um veículo exclusivo da unidade. Isso é especialmente importante àqueles que sem esse transporte especial teriam significativa dificuldade para acessar o tratamento”, acrescentou. Neuropediatria
O serviço em neuropediatria é um dos mais recentes ofertados na unidade, já constando como uma das áreas de maior demanda. O professor Eduardo Fonseca Silva, 40 anos, avalia positivamente o atendimento recebido para seu filho, o pequeno Miguel, de 6 anos. “Busquei atendimento para o Miguel após encaminhamento do pediatra, por termos identificado em casa um atraso no desenvolvimento de fala. Fomos muito bem atendidos, o médico foi super atencioso e tirou nossas dúvidas. Agora é dar prosseguimento nos exames para entendermos como superaremos essa dificuldade inicial”, comentou.
Responsável pela maior parcela dos atendimentos, o de fisioterapia também é bem avaliado pelos pacientes. A dona de casa Maria de Jesus Santos, de 59 anos, foi diagnosticada com um quadro de artrose nos joelhos. Ela agradece o tratamento de fortalecimento das articulações que vem recebendo. “Só tenho a agradecer. Todos aqui são simpáticos e cuidadosos. Me sinto cuidada a cada sessão”, elogiou.
O Centro de Especialidades Médicas (CER) da Cidade Operária integra a rede de estado da Saúde e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
<strong>Por Samir Aranha
No Maranhão, o Hospital Presidente Vargas, da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é referência no tratamento de casos de malária e de outras doenças tropicais. O Dia Mundial de Luta contra a Malária é celebrado no dia 25 de abril e, por conseguinte, durante toda esta semana serão enfatizados o alerta e a proposição de ações que visem a prevenção, controle e tratamento adequado dos casos, informando a população sobre os riscos, sintomas e cuidados preventivos.
Segundo o diretor-administrativo do Hospital Presidente Vargas, Thiago Leite, no ano de 2022 foram identificados e tratados 24 casos, e nos primeiros três meses de 2023, 14 casos foram tratados entre as 3 variantes da doença. “Nosso Hospital se constitui como espaço de referência no Estado para doenças infecciosas e tropicais, disponibilizando atendimento rápido e qualificado, possibilitando adequado tratamento a casos como os de malária”, ressaltou.
Doença infecciosa causada por parasita do gênero Plasmodium, e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada, a malária se caracteriza como uma condição febril aguda que carece de atenção e atendimento adequado para evolução satisfatória do quadro geral do paciente. Considerada um problema sanitário em cerca de 80 países de clima tropical e subtropical, a malária causou 736 mil óbitos no mundo em 2019, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Além da febre alta, os demais sintomas da malária são sudorese, calafrios e tremores, que podem evoluir para falta de apetite, cansaço e vômito, levando até à necessidade de hospitalização. Ao apresentar esses sinais, o indivíduo normalmente atendido em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou Unidades Básicas de Saúde, e que apresente histórico de viagens a áreas de risco, é encaminhado ao Hospital Presidente Vargas para prosseguimento do diagnóstico, que é confirmado por meio do exame de lâmina (gota espessa) ou teste rápido. Em caso de suspeita confirmada, o tratamento é realizado com medicamentos fornecidos gratuitamente no hospital, conforme a variante do parasita que infectou o paciente. O Hospital Presidente Vargas é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Segundo o médico infectologista Jackson Costa, a minoria dos casos no Estado é considerada autóctones, ou seja, fruto de contaminação por mosquitos no local. Grande parte dos casos tratados deriva de pacientes que retornam de áreas de risco, como garimpos localizados na região amazônica. “Como a doença possui um tempo de desenvolvimento entre 7 e 14 dias, muitas vezes o paciente retorna destes locais com grande número de casos e só vem a apresentar sintomatologia aqui. E é quando entramos com o tratamento”, explicou o infectologista.
O tratamento é realizado de maneira ambulatorial ou, nos casos mais graves, com a necessidade de internação hospitalar. O médico infectologista Jackson Costa explica que das três variáveis presentes no Brasil (P. vivax, P. falciparum e P. malariae), a mais perigosa é a P. Falciparum. “Por causar quadros agudos, o tratamento é mais urgente e, caso não seja realizado, leva o paciente invariavelmente a óbito”, alertou.
Para além da medicação, a população que habita áreas sensíveis como beira de rios e áreas alagadas, pode buscar proteção com o uso de telas e mosquiteiros, o uso de repelentes e de roupas cumpridas e botas, buscando evitar a picada do mosquito, que se dá prioritariamente no período noturno.
No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26 de abril), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para medidas de precaução e cuidados diários com a doença. É o caso de Enoc Silva Amaral, de 63 anos, que sofreu um infarto em fevereiro deste ano. Desde então, por recomendação médica, faz caminhadas de 20 minutos, pelo menos cinco vezes por semana. Depois do susto, ele foi submetido a uma cirurgia de cateterismo e, além de uma vida mais saudável, o mecânico industrial ressalta a importância do acompanhamento clínico.
“Fiz exames de sangue, próstata e sempre tive preocupação com a minha saúde. O que fiz de errado foi fumar durante 50 anos da minha vida. O correto é a pessoa procurar assistência médica, sempre como forma de prevenir. Você certamente terá mais tempo de vida, se procurar ajuda médica. A pessoa procurar o médico só quando estiver doente pode ser tarde”, contou Enoc Amaral.
O idoso vem recebendo acompanhamento na Policlínica Diamante (Centro). A unidade integra a rede de serviços da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). O serviço de atendimento em cardiologia é oferecido também nas Policlínicas Cidade Operária, Cohatrac e Coroadinho.
Segundo especialistas, a consulta de cardiologia é essencial na prevenção de várias doenças como diabetes e hipertensão arterial. A melhor forma de prevenção é prezar pela qualidade de vida, mantendo a alimentação saudável e a prática regular de atividade física.
“Geralmente a hipertensão é uma doença que se apresenta sem sintomas, daí a importância da consulta médica de rotina. É fundamental, ainda, medir a pressão com frequência. Quando o paciente chega a apresentar sintomas, geralmente, é porque chegaram a estados mais graves, como um pós-infarto, por exemplo. Nestas condições, acontece muitas vezes de o paciente ser hipertenso e não sabia. Por isso tem que haver esse cuidado com a prevenção, para fazer o rastreio da doença, o tratamento correto e evitar complicações advindas da doença”, reforçou a cardiologista, Silmara Rodrigues Noleto.
A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). A hipertensão, em 90% dos casos, é herdada dos pais por fatores genéticos. Além disso, existem hábitos que influenciam nos níveis da pressão arterial. Na lista de costumes prejudiciais estão: fumo, consumo elevado de bebidas alcoólicas e falta de atividade física.
<strong>Agendamento
A marcação de consultas é por meio dos canais de atendimento: Disque-Saúde, no número 3190-9091, ligação ou WhatsApp. Pelo aplicativo do Procon ou presencialmente nas unidades do Viva Cidadão. Ainda na Policlínica Diamante existe o ambulatório de Diabetes, onde a marcação pode ser feita presencialmente ou pelo telefone na central da própria unidade, no número 3198-2200.
Página 95 de 1447