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Direto das Unidades

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Governo celebra os 106 anos do IOC/LACEN-MA com seminário sobre vigilância laboratorial

Governo celebra os 106 anos do IOC/LACEN-MA com seminário sobre vigilância laboratorial

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, realizou no auditório do IOC/LACEN-MA, entre os dias 25 e 26 de junho o II Seminário Estadual da Rede de Laboratórios do Maranhão, com o tema "Transversalidade da Vigilância Laboratorial na Vigilância em Saúde e Atenção Primária".

O objetivo do seminário é a troca de experiências entre diferentes âmbitos relacionados à rede de laboratórios, além de apresentar as boas práticas e projetos desenvolvidos no âmbito da Vigilância Laboratorial. O público presente reuniu coordenadores e profissionais da área de laboratórios, gestores em saúde e servidores públicos da área da saúde.

"Os municípios precisam saber a importância da vigilância. Não se faz gestão sem dados, sem informação. Precisamos fazer um trabalho integrado da atenção primária e toda a vigilância, incluindo a vigilância laboratorial. O IOC/LACEN vem avançando, por exemplo, com a habilitação da análise de raiva humana, que é única no nordeste, pesquisas em parceria com as universidades dos Estados Unidos, além de pesquisas pioneiras em parceria com a Fiocruz. Isso mostra o nível de capacidade técnica que o Maranhão tem. Agora o Estado está investindo, em parceria com a OPAS, na criação de unidades descentralizadas do IOC/LACEN, para que cada região do estado tenha minimamente uma sala para recebimento e acondicionamento de amostras, no sentido de um diagnóstico mais rápido, próximo aos municípios", pontuou a secretária adjunta da Política de Atenção Primária e Vigilância em Saúde, Deborah Campos.

O diretor geral do Instituto Oswaldo Cruz – Laboratório Central do Maranhão, Lídio Gonçalves Neto, destacou a importância do evento que é alusivo aos 106 anos do IOC/LACEN-MA, fundado em 1919. "O tema do nosso seminário que envolve os 106 anos do IOC/LACEN-MA é baseado na importância da integração entre as vigilâncias e outras instituições envolvidas na vigilância em saúde do nosso Estado. Nós abordamos temas como a importância de ações integradas entre a vigilância sanitária e ambiental, entre a vigilância epidemiológica, atenção primária e IOC/LACEN-MA. É preciso que esse fluxo, que já está estabelecido, seja cumprido para que a gente consiga enxergar melhor o nosso território, o nosso estado, intervindo nas melhores estratégias de ação, de controle e prevenção de doenças", frisou Lídio Gonçalves.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Santa Inês, Ezna Barros, elogiou a iniciativa. "Para mim o evento está sendo maravilhoso porque a gente tá buscando cada dia mais conhecimento dentro da área profissional. E que se possa pôr em prática na nossa regional com todos os treze municípios. A gente tá levando uma bagagem muito boa para disseminar diante de todos os municípios da nossa regional".

A diretora do Laboratório Central de Bacabal, Thaysa Araújo, também participou e destacou a importância de replicar as informações recebidas. "É a primeira vez que participo do evento e foi muito importante eu ter vindo para poder repassar esse conhecimento para a coordenação de vigilância da atenção básica. Um conhecimento a mais sempre é bom para contribuir com a saúde de qualidade lá do município de Bacabal", disse Thaysa.

106 anos IOC/LACEN-MA

Fundado em 1919, o Instituto Oswaldo Cruz iniciou suas atividades como um centro de pesquisa e atuou na produção de vacinas. Em 1923, o instituto foi responsável pela identificação de casos de febre tifóide e da peste bubônica no estado. A partir de 1938, suas atividades eram voltadas a pesquisas experimentais e industriais relacionadas ao diagnóstico de doenças transmissíveis e análise de gêneros alimentícios.

Em 2004, passou a funcionar como Laboratório Central de Saúde Pública no Maranhão, vinculado ao Ministério da Saúde. Neste momento, o IOC/LACEN/MA deixou de realizar exames de atenção primária e passou a se reestruturar para ser o laboratório de média e alta complexidade de interesse em saúde pública como hoje é conhecido.

Centro TEA 12+ registra mais de 160 mil atendimentos

Centro TEA 12+ registra mais de 160 mil atendimentos

O Governo do Maranhão alcançou a marca de 163.277 atendimentos realizados no Centro TEA 12+, unidade especializada no cuidado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com 12 anos ou mais. Inaugurado em abril de 2023, o equipamento de saúde, localizado no bairro da Cohab, em São Luís, é referência na assistência multiprofissional a adolescentes, jovens e adultos com TEA.

Resultado do investimento da gestão estadual, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Centro TEA 12+ é um espaço de acolhimento e reabilitação que oferece um conjunto integrado de serviços. De abril de 2023 a maio de 2025 foram mais de 46 mil consultas com equipes multidisciplinares e mais de 111 mil procedimentos realizados. O centro conta com atendimento em especialidades como neurologia (2.263 consultas), psiquiatria (2.351), psicologia (14.493 sessões), além de serviços em terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia, fonoaudiologia, educação física, arteterapia e exames como eletroencefalograma.

A diretora do Centro TEA 12+, Eliana Bonfim, destaca o impacto da unidade na vida das famílias. "O TEA 12+ tem sido essencial para garantir um cuidado contínuo a pessoas com autismo. Aqui, o atendimento é feito com planejamento terapêutico individualizado e acompanhamento constante da evolução dos pacientes. Nós também desenvolvemos o TEA Acolhendo - um projeto pensado justamente para que nós pudéssemos acolher, cuidar e dar o suporte emocional para os cuidadores familiares e um curso de manejo de crises para esses responsáveis", afirmou Eliana.

A rotina intensa de atendimentos no centro demonstra a relevância do serviço para as famílias maranhenses. Somente os psicólogos da unidade realizaram 14.493 sessões e 27.890 procedimentos terapêuticas no período. Também se destacam os serviços de terapia ocupacional e fisioterapia, que juntos somam mais de 19 mil procedimentos.

A jornada terapêutica no TEA 12+ começa com consultas nas especialidades de psiquiatria, neurologia e avaliação multiprofissional, incluindo nutrição, psicologia, serviço social e enfermagem. Com base nas necessidades individuais, o paciente é inserido gradualmente em até duas terapias por vez — como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional ou fisioterapia — com sessões semanais. Conforme a conclusão das etapas iniciais, novas terapias são adicionadas, respeitando o ritmo e o plano terapêutico de cada pessoa. O centro também oferece psicoterapia e grupos de apoio para familiares, além de cursos com orientações sobre manejo de crises e estratégias para o dia a dia.

Pais e responsáveis relatam a diferença que o centro tem feito na rotina de cuidado. A cuidadora de idosos, Márcia Regina Correia, de 53 anos, é mãe de Richard José Dias, de 16 anos. "Ele sempre foi pacato, mas solitário. Desde que começou aqui, está mais enturmado, participa das atividades e se desenvolve. Gosto muito do atendimento", contou a cuidadora.

Ana Maria Marinho, de 51 anos, também compartilha sua experiência com o filho Marco Jonathan, de 17 anos. "Antes, ele era muito isolado. Com as terapias, passou de autismo nível 2 para nível 1, fala mais, se socializa e participa. E eu também sou acompanhada aqui, o que faz toda a diferença. Tenho só gratidão pelo acolhimento", afirmou Ana Maria.

Acesso

O acesso ao Centro TEA 12+ é feito de forma regulada, mediante apresentação de laudo com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O paciente ou responsável pode iniciar o processo por meio do Viva/Procon, encaminhando a documentação exigida. Após a análise, o usuário é convocado para comparecer à unidade, onde é aberto o prontuário e agendadas as primeiras consultas.

Projeto de doação de sangue chega ao Rio Anil e reforça mobilização por estoques no São João

Projeto de doação de sangue chega ao Rio Anil e reforça mobilização por estoques no São João

A ação "Às terças, doamos sangue no shopping" foi realizada neste dia 18 no Rio Anil Shopping, em São Luís, e reforça a campanha do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão Dario Itapary (HEMOMAR) para ampliar a cultura da doação voluntária de sangue no estado. Das 10h às 20h, a unidade móvel permaneceu na praça de eventos, realizando coleta de bolsas e esclarecendo dúvidas sobre o processo de doação.

A campanha, que segue até o fim de 2025, leva a cada terça-feira o hemocentro itinerante para um shopping da Região Metropolitana de São Luís. A estratégia se mostra especialmente importante neste período de festas juninas e férias escolares, quando os estoques costumam cair e a demanda por transfusões aumenta.

Segundo a diretora-geral do Hemomar, Clícia Galvão, a ação tem demonstrado excelente aceitação do público. "A experiência tem sido muito positiva. Já passamos por três shoppings neste mês de junho, e temos observado que quando levamos a doação de sangue para perto da população, conseguimos sensibilizar mais pessoas. Estamos trabalhando para tornar a doação um gesto cada vez mais comum e acessível, e os shoppings têm sido grandes aliados nesse processo", destacou.

A coordenadora de captação de doadores do Hemomar, Mysleny Silva, lembra que neste período os estoques seguem em estado de alerta. "Precisamos de pelo menos 250 bolsas de sangue por dia para atender com segurança os hospitais e serviços de urgência e emergência. Nas últimas semanas, temos ficado abaixo desse número. Nossa presença nos shoppings é também uma resposta a isso: queremos atingir quem ainda não doa por falta de tempo, acesso ou informação. Aqui, o processo é simples, seguro e acolhedor", explicou.

Durante o atendimento no shopping, a equipe do Hemomar realiza triagem clínica com aferição de sinais vitais, análise rápida de hemoglobina e questionário confidencial. Em seguida, os candidatos aptos são encaminhados à doação. Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 69 anos (menores precisam de autorização dos responsáveis), estar bem alimentado e não ter consumido bebida alcoólica nas últimas 12 horas.

A estudante, Yasmin Fróes, decidiu doar pela primeira vez após saber da ação nos shoppings. "Eu acredito que as pessoas às vezes não vão doar por conta da distância e isso eu falo isso por mim. Eu desde que eu olhei, que havia doação aqui no shopping, e vi que é mais próximo pra mim e eu já fiquei pensando em não perder essa oportunidade. Eu já tinha o desejo de doar sangue e isso é uma prova de amor maior, ou seja, a de doar a vida pelo irmão. E eu acredito que doar sangue é isso, é doar vida, dar uma chance, uma esperança para aquelas pessoas que precisam da transfusão", comentou.

O projeto "Às terças, doamos sangue no shopping" iniciou sua rota neste mês de junho pelo Pátio Norte Shopping, seguiu para o Golden Shopping Calhau, e, nesta semana, passou pelo Rio Anil Shopping. No próximo dia 24, encerrando a programação do mês, a ação acontece no São Luís Shopping. Em julho, a campanha continua: no dia 1º será no Shopping Rua Grande e no dia 8, no Tropical Shopping.

Doação de sangue

Desde o início do ano, mais de 38 mil bolsas já foram coletadas em todo o estado, superando os números dos mesmos períodos em 2023 e 2024. A expectativa da equipe é que, com o reforço da campanha itinerante, a média diária alcance os níveis ideais e ajude a salvar ainda mais vidas nos hospitais maranhenses.

O Hemomar integra a rede de Estado da Saúde e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).

Mães de pacientes do Centro TEA 12+ tem aula prática do Projeto Formando e Cozinhando

Mães de pacientes do Centro TEA 12+ tem aula prática do Projeto Formando e Cozinhando

O Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social promoveu uma aula prática do Projeto Formando e Cozinhando para as mães dos pacientes que fazem tratamento no Centro TEA 12+.

A iniciativa promove a qualificação das habilidades para profissionais da cozinha sem formação técnica. A ação aconteceu no Banco de Alimentos, localizado na Central de Abastecimento, em São Luís, na manhã desta terça-feira (17).

"Por meio desse projeto as mães e pacientes do Centro TEA12+ encontraram uma oportunidade real de capacitação, autonomia e geração de renda. O projeto é essencial para garantir a trabalhabilidade, ou seja, o acesso ao mundo do trabalho de forma digna, acessível e adaptada à realidade dessas mulheres e famílias. Aprendendo técnicas de cozinha, empreendedorismo e comercialização, elas desenvolvem habilidades que ampliam suas capacidades profissionais e sociais", ressaltou a diretora geral do Centro TEA12 +, Eliana Bomfim.

As famílias entendem a importância do projeto que é transformador na vida das mães dos pacientes autistas. "A experiência que tive aqui está sendo muito boa, inclusive meu filho gosta de viver novas experiências. Então esse projeto está sendo importante pra mim, pra ele e para toda nossa família, agora e para o futuro", reforçou Denise Gonçalves Torres, mãe do paciente Cleones Kelvin Torres da Silva, paciente do Centro TEA 12+.

Quem ministrou a aula foi a chef Ytatytaya França. "Fizemos o vatapá, o arroz de cuxá, a torta de camarão, farofa e um bolinho que é autoral, que é do próprio projeto Formando e Cozinhando, que é de cuscuz com camarão, tudo isso dentro dessa aula da gastronomia maranhense que é importante e sabemos que contribui muito para essas famílias", explicou.

O Projeto Social "Formando e Cozinhando" foi lançado no Centro TEA 12+ neste ano, durante a celebração dos dois anos da unidade de saúde. Ao todo, 15 famílias estão sendo contempladas com cursos de capacitação em alimentação balanceada e empreendedorismo, além de receberem um auxílio financeiro de R$ 500 para iniciar a produção dos seus negócios.

O programa tem o objetivo de qualificar pais e mães que, em muitos casos, dedicam-se integralmente ao cuidado de filhos com TEA, oferecendo uma oportunidade de geração de renda e autonomia.

O "Formando e Cozinhando" cresceu e hoje oportuniza a formação básica de cozinha à dezenas de maranhenses, de baixa renda, nos municípios de São Luís, Barreirinhas, Vila de Atins-Barreirinhas, Cururupu, Guimarães e Imperatriz, incentivando possibilidades de expansão e valorização da agricultura familiar através do resgate ao uso de insumos para produções na cozinha, localização turística de potenciais gastronômicos para rotas de circulação no Estado, valorização da cadeia produtiva do território, geração de emprego e renda, desenvolvimento cultural, econômico e social.

"Estamos com as mães atípicas do Centro TEA 12+ trabalhando em cima das comidas típicas do São João, que é a melhor culinária do mundo, tudo preparado com muito carinho. Podem esperar estamos formando futuras empreendedoras de sucesso", enalteceu a Secretária Adjunta da Sedes, Ana Gabriela Borges.

O Centro TEA 12+ é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) e integra a rede de Estado da Saúde.

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