Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), atendeu 36 pacientes no mutirão de cirurgias ortopédicas, nesta quinta (30) e sexta-feira (31), no Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, em Imperatriz. A integra o programa “Cirurgias – Aqui, a fila anda”.
Com este programa o governo tem garantido um serviço ágil e resolutivo para pacientes em espera por cirurgias eletivas. Em Imperatriz os pacientes apresentaram quadro de fratura de úmero proximal com placa Philos, fratura exposta de perna, fratura de tíbia e tornozelo, fratura de antebraço esquerdo e fratura de tornozelo, entre outras.
“O governo Carlos Brandão nos permite ampliar o acesso da população as cirurgias. Há um esforço concentrado para o atendimento das cirurgias, inclusive ortopédicas. Por isso esse é um momento para avançarmos ainda mais”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
A técnica de enfermagem Alzenita Ferreira, 48 anos, acompanha o filho Adriano dos Santos, de 25 anos. Ele sofreu um acidente de moto no dia 19 de janeiro, na cidade Imperatriz, que deixou algumas lesões e uma fratura no fêmur. “Foi um susto! Agora, ele foi operado e só tenho a agradecer pelo ótimo atendimento de todos. Eles nos receberam muito bem”, disse.
<strong>Programa
O programa programa “Cirurgias – Aqui, a fila anda” contribui para acelerar a realização de cirurgias eletivas, reduzindo o tempo de espera e melhorando o acesso aos serviços de saúde. A ação em Imperatriz é mais um exemplo do esforço do governo estadual para ampliar a assistência médica. Com a continuidade dos mutirões, a expectativa é que mais pacientes sejam beneficiados ao longo do ano, reforçando o compromisso do Governo do Maranhão com a saúde dos maranhenses.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) mobiliza os doadores de sangue para reforçar os estoques do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar). O Centro registrou baixa nos estoques, aliada a uma ampliação da demanda por sangue e hemocomponentes.
O último boletim do Hemomar apresenta estoques dos tipos O+, A+, B+, AB+ e A – em estado crítico. Apenas os tipos A– e AB– apresentam níveis adequados. O quadro se repete entre as plaquetas colhidas por aférese, no qual todos os tipos sanguíneos encontram-se em níveis preocupantes.
Segundo a diretora geral do Hemomar, Clícia Galvão, o número de inaptidões nesse começo de ano tem aumentado devido às doenças sazonais do período, como gripes e resfriados, além da baixa já esperada, em decorrência das férias escolares.
“O período chuvoso, aliado às férias escolares e viroses sazonais são fatores que diminuem o número de doadores. Especialmente neste ano, estamos com estoques críticos em quase todos os tipos sanguíneos. Por isso é tão importante que quem puder doar, venha ao Hemomar realizar este ato de amor”, comentou.
Para se tornar um doador basta estar com boa saúde, ter entre 18 a 69 anos e pesar mais de 50 quilos. Caso tenha entre 16 e 17 anos pode doar somente acompanhado do responsável ou representante legal. Também é importante estar bem alimentado e munido de documento de identidade oficial com foto (RG, CNH, passaporte ou Carteira de Trabalho).
O Hemomar, gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), funciona de segunda a sexta, das 7h às 18h, e aos sábados, das 7h às 12h, e está localizado na rua 5 de Janeiro, S/N, Jordoa, em São Luís.
No interior, as doações podem ser realizadas nos hemonúcleos localizados nas cidades de Santa Inês, Caxias, Balsas, Pedreiras, Codó, Imperatriz, Pinheiro e Bacabal.
Profissionais que atuam nas unidades hospitalares com perfil obstétrico da rede estadual de saúde participam de capacitação teórica e prática sobre o teste do pezinho. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), e em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Luís (Apae).
Nesta etapa, nove unidades da rede estadual de saúde, gerenciadas pela Emserh, participarão da capacitação: o Hospital Regional de Barreirinhas (22/1); Hospital Regional de Carutapera ( 23/1); Hospital Regional de Timbiras –(27/1); Hospital Regional de Morros (29/01); Maternidade de Alto Risco de Imperatriz (3/2); Hospital Regional de Alto Alegre do Maranhão (5/2); Hospital Regional de Santa Luzia do Paruá (6/2); Hospital Regional Alexandre Mamede Trovão, Coroatá (10/2) e Hospital Regional Adélia Matos Fonseca (Itapecuru Mirim) (12/02).
O teste do pezinho é um exame realizado a partir do sangue coletado do calcanhar do recém-nascido, através de uma punção com lanceta estéril e descartável. A realização do teste é obrigatória em todo o território nacional e a coleta deve ser feita no momento da alta hospitalar.
De acordo com o Manual de Normas Técnicas e Rotinas Operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal, o teste deve ser idealmente realizado entre o 3º e 7º dia de vida. Nunca antes de 48 horas de vida, pois os resultados podem não ser confiáveis.
O objetivo do exame é detectar, de maneira mais efetiva, doenças genéticas e metabólicas que podem desencadear a deficiência intelectual comprometendo a saúde da criança. Os casos positivos são encaminhados para tratamento, o mais rápido possível, diminuindo as chances de que o recém-nascido venha a desenvolver complicações graves causadas pelas doenças pesquisadas. Por isso, a realização do exame já nos primeiros dias de vida da criança é tão importante e necessária.
Graças ao Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) é disponibilizado para os recém-nascidos o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesta sexta-feira (17), o Hospital Aquiles Lisboa (HAL), da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou às ações de conscientização ao diagnóstico precoce e tratamento da hanseníase. A unidade é referência na área de assistência aos pacientes.
Dados do Painel de Monitoramento de Indicadores da Hanseníase apontam que, em 2024, 19.469 novos casos de hanseníase foram diagnosticados em território nacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país com mais registros da doença. O primeiro é a Índia.
A manhã de atividades contou com apresentação de palestra com a professora doutora Dorlene Aquino, titular do curso de enfermagem da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), que desenvolve pesquisas relacionadas ao tratamento e acompanhamento de pacientes de hanseníase no Maranhão.
A pesquisadora destacou o protagonismo do Hospital Aquiles Lisboa, historicamente unidade de referência no estado. “O Aquiles Lisboa é local de cuidado e de desenvolvimento científico há mais de 80 anos. A atuação desta equipe é fundamental para atingir o objetivo da OMS, em nosso estado, de erradicar novos casos da doença até 2030”, disse.
Segundo a diretora administrativa do HAL, Helenice dos Anjos, a unidade dá atendimento prioritário absoluto aos pacientes suspeitos e diagnosticados com hanseníase. “Aqui dispomos de um ambulatório dedicado ao tratamento da doença composto por uma equipe de enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistente social e podólogos que, conjuntamente, dão suporte completo ao paciente e seus familiares, não apenas no diagnóstico e tratamento, mas também após a alta”, destacou.
O paciente Joerberth Ribeiro, de 37 anos, aguardava sua consulta anual de retorno e elogiou a ação. “Tive hanseníase e graças ao tratamento recebido aqui hoje sou curado. Acho muito bom ações que divulguem conhecimento sobre a doença, pois alerta as pessoas e pode diminuir o preconceito, já que este ainda existe. Meu recado a todas as pessoas é buscar médico ao surgimento de qualquer mancha estranha na pele. Tratar rápido evita sequelas como as que tenho”, relatou.
<strong>Hanseníase
Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Descoberta em 1873 pelo médico norueguês Gerhard H. A. Hansen (que também deu o nome a bactéria), até os dias atuais, seus portadores sofrem com a desinformação criados, principalmente, quanto ao contágio.
A maioria das pessoas expostas à bactéria não a desenvolvem. O Ministério da Saúde informa que cerca de 5% das pessoas que já tiveram contato adoecem. A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva ou secreções nasais de uma pessoa não tratada, ou seja, a pessoa em tratamento ou que já teve alta, não transmite mais, assim como também não é realizado a transmissão através de objetos compartilhados.
A transmissão geralmente requer contato prolongado e frequente com uma pessoa infectada. Entre os principais sintomas estão, o aparecimento de manchas na pele (manchas claras ou avermelhadas), com a perda da sensibilidade em relação ao calor, frio, dor e tato, redução dos pelos e suor e comprometimento dos nervos periféricos.
O diagnóstico é realizado por meio do exame físico geral dermatológico e neurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos.
Hospital Aquiles Lisboa (HAL) compõe a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é administrado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
<em>Fotos: Francildo Falcão e Ricardo Zacheu
Página 23 de 1446