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No último fim de semana, o Hospital Regional de Chapadinha chegou à marca de 1.588 procedimentos eletivos realizados em 2020. O número expressivo deve-se ao Programa Mais Cirurgias, iniciativa do Governo do Estado executada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Somente no último fim de semana, foram 398 intervenções oftalmológicas, nas especialidades de catarata e pterígio.
“O programa Mais Cirurgias tem proporcionado importante impacto na qualidade de vida dos beneficiados. Apesar da pandemia e da suspensão por um período, temos conseguido atender em diversas especialidades, como por exemplo ortopedia, cirurgias gerais e as oftalmológicas”, afirmou o diretor clínico, Ronan Nascimento.
No sábado (05), foram 76 cirurgias de catarata e outras 54 de pterígio. No domingo (06), o quantitativo de procedimentos subiu para 99 de catarata e 39 de pterígio. Além destes, o Regional de Chapadinha também intensificou a realização de cirurgias nos dias 21 e 22 de novembro com intervenções oftalmológicas, assim como as ortopédicas e gerais de colecistectomia, histerectomia e hernioplastia.
O Mais Cirurgias no Hospital Regional de Chapadinha é esperança de qualidade de vida para a população das regiões do Baixo Parnaíba e Itapecuru. Lançado em janeiro deste ano, o programa tem como missão realizar aproximadamente 20 mil procedimentos até o fim do ano. As cirurgias beneficiarão pacientes adultos que estavam aguardando pelos procedimentos.
Um dos pacientes contemplados foi Alberto Carlos, de 34 anos, natural da cidade de Chapadinha. Segundo ele, a intervenção ajudará a melhorar a sua qualidade de vida. “O preço médio de uma cirurgia deste tipo é de R$ 1.500,00. Eu só tenho a agradecer, pois o pós-operatório também foi muito bom e todo feito aqui mesmo em Chapadinha, sem a necessidade de ter que me deslocar para São Luís”, disse.
O Mais Cirurgias acontece de modo simultâneo em 12 hospitais da rede SES: Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), Hospital Dr. Juvêncio Mattos, Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão (HTO), todos localizados em São Luís; Hospital Regional de Chapadinha; Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, em Timon; Hospital Macrorregional Dr. Everaldo Ferreira Aragão, em Caxias; Hospital Macrorregional Alexandre Mamede Trovão, em Coroatá; Hospital Regional de Timbiras; Hospital Macrorregional Tomás Martins, em Santa Inês; Hospital Macrorregional Dr. Jackson Lago, em Pinheiro; Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, em Imperatriz; e Hospital Regional de Balsas.
<em>FONTE: SES/MA
As provas do processo de seleção dos Programas de Residência Médica e Residência Multiprofissional da Secretaria de Estado da Saúde acontecem no domingo (6), no Campus da Faculdade Pitágoras, no bairro Turu II, na capital São Luís. As provas terão início às 13h (horário de Brasília) e vão até às 17h, com exceção para os candidatos inscritos em cancerologia cirúrgica e urologia, nestas duas especialidades as provas acontecem das 13h às 15h. É obrigatório o uso de máscaras.
Os programas de Residências em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) têm como proponente a Escola de Saúde Pública e, como executora dos programas, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). Elas são realizadas em unidades públicas de saúde do estado.
Ao todo, estão sendo ofertadas 31 vagas na Residência Médica, nas áreas de cancerologia cirúrgica, ortopedia e traumatologia, no Hospital de Câncer do Maranhão; clínica médica, cirurgia geral, cirurgia básica, dermatologia e urologia, no Hospital Carlos Macieira; pediatria no Hospital Juvêncio Mattos; e psiquiatria no Hospital Nina Rodrigues.
Já para a Residência Multiprofissional são 24 vagas, nas áreas de: atenção em oncologia no Hospital de Câncer do Maranhão; atenção em neonatologia no Hospital Juvêncio Mattos; e atenção em terapia intensiva adulto no Hospital Carlos Macieira.
Este ano, foram 2.054 inscritos entre Residência Médica e Multiprofissional, entre médicos, odontólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.
“As Residências em Saúde constituem em programas de pós-graduação lato sensu que têm a missão de promover a qualificação de profissionais para desenvolver habilidades e competências orientadas pelas diretrizes e princípios do SUS. A grande procura nos leva a compreender que o estado do Maranhão tem se fortalecido como polo de ensino em saúde”, destacou a chefe da Residência Saúde, Fernanda Lima.
O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 22 de janeiro de 2021, no site iasdoficial.org; as matrículas devem ser feitas no prazo de 1º a 5 de fevereiro e a residência começa no dia 3 de março.
Por Daucyana Castro
Foi realizada nesta quarta-feira (2), a abertura oficial da programação do Dezembro Vermelho nas unidades de saúde do Estado do Maranhão. A ação aconteceu no Hospital Presidente Vargas, referência no tratamento de HIV/AIDS e tuberculose no Maranhão.
A campanha do Dezembro Vermelho tem o objetivo de sensibilizar, conscientizar e orientar a população sobre os cuidados com a saúde, reforçando a importância do sexo seguro e da prevenção combinada, além da orientação dos serviços oferecidos pelo Hospital Presidente Vargas.
“Estamos dando início ao Dezembro Vermelho, data que deve ser lembrada todos os dias do ano. Temos uma pandemia de HIV/AIDS há 40 anos. Temos trabalhado todos os dias para dar o melhor para os nossos pacientes. Aqui no hospital Presidente Vargas melhoramos muito o ambulatório, a parte da internação e a gente tem uma previsão de mudança de estrutura para o novo Instituto de Infectologia, que terá uma melhor capacidade, melhor atendimento pra esses pacientes, oferecendo também um melhor cuidado, que é o lema do Governo do Estado, cuidar das pessoas”, esclareceu o secretário adjunto da Assistência à Saúde da SES, Carlos Vinícius Quadros Ribeiro.
Este ano, o enfoque da campanha será “Maranhão na Luta pela Redução da Transmissão Vertical do HIV”, reforçando a importância do diagnóstico precoce e o acompanhamento especializado durante e após o processo de gestação. A transmissão vertical é a passagem de uma infecção ou doença da mãe para o bebê, como explica a infectologista da unidade de saúde, Conceição Pedrozzo.
“A transmissão vertical é extremamente importante. É uma das oportunidades em que realmente o médico pode atuar. Se ele diagnostica uma mãe positiva, ele tem como evitar a transmissão do vírus para o feto. Temos a oportunidade desse neném nascer sem o vírus, zerar a não transmissão pro recém-nascido. Temos a chance de não termos mais bebês com HIV. Precisamos de um pré-natal com qualidade, com realização de testes nessa mãe no primeiro, segundo e terceiro trimestre de gestação. Os pais também precisam realizar os testes. Pra que ela sendo negativa sabermos da condição sorológica desse pai e tratar o casal se for necessário” explicou a médica infectologista.
O Dia Internacional de Luta contra a AIDS foi celebrado no dia 1° de dezembro, com o objetivo de lembrar a sociedade da intensa luta travado contra a AIDS, além de trazer valores de compreensão, solidariedade e apoio às pessoas infectadas pelo vírus HIV/AIDS.
A técnica do Departamento de DST na SES/MA, Ana Luiza Borges, destacou o histórico de enfrentamento da epidemia da AIDS no Maranhão e os esforços do governo estadual para oferecer esse cuidado preventivo e tratativo à população.
“A SES não tem medido esforços para ampliar a rede e oferecer um atendimento humanizado, maior qualidade de vida a esse público, com cuidado e melhor acesso dessa população. Nós afirmamos e reassumimos o compromisso de cuidar melhor dos nossos pacientes”, destacou Ana Luiza.
O diretor clínico da unidade, Dimitrius Garbis, destacou a importância do diagnóstico precoce para a interromper a linha de transmissão do vírus. “A luta para redução da transmissão vertical passa pelo diagnóstico precoce. Seja homem ou mulher, hoje não existe mais um grupo de risco. Qualquer pessoa que tenha sido exposto à uma situação de risco ou relação sexual desprotegida precisa ser atendido, receber o tratamento adequado e interromper a linha de transmissão do HIV. E aqui na nossa unidade o paciente é atendido por uma equipe multidisciplinar”, explicou o diretor clínico.
Um aposentado de 61 anos, natural do município de Barreirinhas que faz tratamento na unidade de saúde há 8 anos conta como descobriu a doença.
“Eu nem sabia que tinha a doença. Depois que adoeci e passei 7 dias internado na capital que me encaminharam pra cá, fiz o teste de HIV e deu positivo. Eu me sinto como se não estivesse doente, tomo certinho o medicamento como me mandam tomar, nunca faltou medicamento pra mim, levo uma vida normal, parece que não tenho nada”, relatou o aposentado.
Na oportunidade, os membros da direção do hospital fizeram uma explanação sobre os serviços assistenciais e atividades desenvolvidas em Combate ao Vírus do HIV/AIDS pela equipe do Hospital Presidente Vargas.
O Hospital Presidente Vargas é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) e disponibiliza para pacientes com HIV/AIDS 30 leitos de enfermaria e nove de UTI. Em média, são atendidas 8.200 pessoas e são diagnosticados 40 novos pacientes por mês.
A solenidade de abertura da campanha contou ainda com a presença do coordenador municipal de DST/Aids, Wendel Alencar; do diretor da Casa Acolher, Paulo Ribeiro; da representante do Hospital São Domingos, Socorro Muniz; além de médicos que atendem na unidade de saúde.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em 2019, foram notificados 1.976 casos de HIV/AIDS no Maranhão. Em 2020, até o momento, foram 1.204 casos notificados.
Mais uma etapa do Programa Mais Cirurgias foi realizada em unidades de saúde do estado do Maranhão. Os procedimentos aconteceram em equipamentos como o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, em Timon, e no Hospital Regional de Timbiras, referência em assistência de alta complexidade nas respectivas regiões. O programa, implantado pelo Governo do Estado e executado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem ampliado a oferta de cirurgias em diversas especialidades.
No Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, em Timon, somente no sábado (28), foram realizadas 20 cirurgias de pele. Os procedimentos seguiram na segunda-feira (30), com a realização de mais 21 cirurgias na área urológica. Na última semana, dez pessoas já haviam sido submetidas à cirurgia de vesícula.
Um desses pacientes beneficiados foi Antônio Luís de Mesquita, de 81 anos. O deficiente visual foi submetido a uma cirurgia de Ressecção Transuretral de Próstata (RTU). “Estava aguardando o procedimento, tomava remédio, mas passou a não surtir mais efeito. Tivemos que fazer a cirurgia, estava com receio do quadro agravar. Fui atendido muito bem; graças a Deus, o atendimento foi rápido. Obrigado à equipe, obrigado por tudo”, agradeceu o aposentado.
“São tratamentos de alta e média complexidade. O Programa Mais Cirurgias também busca descentralizar as ações no interior do estado, levando mais qualidade na assistência à população. A assistência oferecida na unidade de saúde, através do programa, diminui as chances de complicações e o tempo de internação”, ressaltou o diretor clínico do Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, Candilberto Filho.
Com menos tempo de internação, os procedimentos propiciam que mais pacientes sejam atendidos. Outro ponto positivo, segundo o médico, é que garante uma mobilização maior do hospital e da sociedade na busca da conscientização para a campanha do Novembro Azul, por exemplo, falar sobre a importância para a saúde dos homens. As ações garantem a celeridade da demanda reprimida dos pacientes que necessitam de tratamento cirúrgico de urologia.
“A pandemia atrapalhou a realização das cirurgias eletivas, mas estamos retomando aos poucos e com todos os cuidados necessários. Buscamos a partir de agora mais agilidade, mais rapidez para atender a demanda reprimida de forma que nossa fila de espera se torne menor. Estamos conseguindo resultados significativos”, comemorou o diretor.
<strong>Timbiras
Ainda dentro do Programa Mais Cirurgia, no último final de semana, no Hospital Regional de Timbiras foram realizados vários procedimentos cirúrgicos, entre eles a frenectomia, procedimento de retirada do freio labial ou lingual, o procedimento é indicado somente para aquelas pessoas que possuem excesso dessa estrutura em uma dessas regiões. A cirurgia pode ser feita tanto na parte inferior quanto superior da boca.
No sábado (28) e domingo (29), foram realizadas 12 cirurgias na unidade hospitalar, em diversas especialidades nas áreas de cirurgia geral pediátrica (colecistectomia, ninfoplastia, exerese de linfonodo cervical, hernioplastias e frenectomia), obstetrícia (2 cesarianas) e cirurgia geral adulto (colecistectomia, hernioplastia, perineoplastia e exerese de lipomas).
“O Programa Mais Cirurgias segue a todo vapor no Hospital Regional de Timbiras. Para a próxima semana, teremos cirurgias eletivas (geral e especializada). Nós do HRT, toda a equipe e a população atendida por esse importante programa estamos muito agradecidos por todo o trabalho que vem sendo desenvolvido”, reforçou Antônio de Pádua Costa Braúna, diretor administrativo do Hospital Regional de Timbiras.
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