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As inscrições para o processo de seleção dos Programas de Residência Médica e Residência Multiprofissional da Secretaria de Estado da Saúde (SES) encerram nesta quarta-feira (30). As inscrições estão sendo realizadas exclusivamente pela internet, nos endereços www.iasdoficial.org/residenciamedica e www.iasdoficial.org/residenciamultiprofissional.
Os programas de Residências em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES) têm como proponente a Escola de Saúde Pública e, como executora dos programas, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). As residências são realizadas em unidades públicas de saúde do estado.
Para a chefe das Residências Multiprofissionais do Estado, Fernanda Lima, os números de inscrições aumentaram bastante em relação ao ano passado. O quantitativo de candidatos de outros estados também surpreendeu, o que coloca o Maranhão em posição de destaque como polo de educação em saúde.
“As Residências em Saúde têm a missão de promover a qualificação de profissionais para desenvolver habilidades e competências orientadas pelas diretrizes e princípios do SUS. Ou seja, os cenários de prática dos programas de Residências em saúde configuram-se como espaços que possibilitam atividades integradoras, desenvolvendo habilidades de interdisciplinaridade”, explicou Fernanda Lima.
O Programa 2021 oferece 31 vagas para Residência Médica, nas áreas de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Cirurgia Básica, Dermatologia, Ortopedia e Traumatologia, Pediatria, Psiquiatria, Cancerologia Cirúrgica e Urologia. Para Residência Multiprofissional, serão oferecidas 24 vagas nas áreas de Atenção em Oncologia, Atenção em Neonatologia e Atenção em Unidade de Terapia Intensiva Adulto – UTI. Todos os cursos de Residência Médica no Maranhão são credenciados e autorizados pela Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM.
As instituições executoras são: Hospital de Câncer do Maranhão, Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, Hospital Dr. Carlos Macieira e Hospital Nina Rodrigues.
Para Residência Médica, podem se inscrever, exclusivamente, médicos formados ou formandos em Medicina que estejam cursando o 12º semestre e com conclusão (colação de grau) prevista para até, no máximo, dia 1º de fevereiro de 2021, e ainda médicos formados no exterior e médicos estrangeiros (com visto regular definitivo ou permanente), com Exame REVALIDA. Para Residência Médica nas especialidades Cancerologia Cirúrgica e Urologia é exigido como pré-requisito, exclusivamente, médicos formados com dois anos de Residência Médica em Cirurgia Geral ou Cirurgia Básica. O valor da inscrição é de R$ 400,00.
Para a Residência Multiprofissional, podem se inscrever os profissionais graduados em Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Serviço Social, Psicologia, Nutrição ou Odontologia, ou com colação de grau prevista para até no máximo 1º de fevereiro de 2021, e com registro no Conselho Regional da categoria profissional. O valor da inscrição é de R$ 250,00.
As provas para o seletivo de Residência Médica e Residência Multiprofissional em 2021 serão realizadas em São Luís no dia 6 de dezembro deste ano. Por conta da pandemia, os candidatos devem comparecer ao local de provas utilizando máscara para proteção contra a Covid-19.
Após a aprovação, a matrícula será realizada no período de 1º a 5 de fevereiro de 2021 e os Programas de Residência terão início no primeiro dia útil do mês de março de 2021. Aos matriculados será concedida uma bolsa no valor mensal bruto de R$ 3.330,43.
Conforme estabelecem as Resoluções da CNRMS/MEC – Brasília /DF, o Programa de Residência Médica têm a duração de dois ou três anos, dependendo da especialidade, em regime especial de treinamento em serviço de até 60 horas semanais. Já o de Residência Multiprofissional tem regime de dedicação exclusiva sob a forma de curso de especialização.
Por Daucyana Castro
Em alusão ao Setembro Amarelo, a Policlínica Diamante realizou uma programação especial com seus colaboradores. As atividades tiveram início logo na entrada da unidade, onde os profissionais vestidos de amarelo realizaram a plantação de mudas. Na unidade, a ação encerra a programação da Campanha Setembro Amarelo, que trata sobre prevenção à automutilação e ao suicídio. A Policlínica Diamante integra a rede estadual de saúde.
“Plantar as mudinhas tem o significado de gerar vida. O sentido é cuidar de quem cuida dos nossos pacientes”, explicou a diretora da unidade de saúde, Ana Carolina Marques.
Em todos os setores do hospital, os profissionais de saúde participaram também de uma roda de conversa sobre qualidade de vida e sobre o tema da campanha Setembro Amarelo. A programação foi fracionada por departamentos, para não atrapalhar o funcionamento da unidade de saúde e não causar aglomeração.
“O tema saúde mental é de extrema importância. Este ano, focamos também nos profissionais de saúde devido a pandemia. Foi um público que sofreu muito, teve uma sobrecarga de trabalho, uma pressão psicológica muito grande. E na Policlínica Diamante a gente vai dispor do atendimento dos nossos psicólogos para avaliar como estão os nossos profissionais, se tem alguém que precisa de acompanhamento. Não somente neste mês, mas vamos dar continuidade”, informou Ana Carolina Marques.
O psicólogo da unidade, Miguel Filho, conduziu a roda de conversa e aplicou com os profissionais um questionário sobre estresse e sintomas. “Temos a proposta de trabalhar a qualidade de vida do profissional de saúde. Nos últimos anos, foram registrados muitos casos de suicídios entre profissionais da saúde. Atentando para isso e em sintonia com a rede de saúde mental do estado, queremos sensibilizar os profissionais para dar uma parada, se escutar, avaliar esse nível de estresse e, se preciso, ser tratado aqui mesmo”, esclareceu.
Uma das participantes da roda de conversa foi a enfermeira Raylena Martins da Costa. Ela diz que a profissão já acumula vários fatores estressores e que a iniciativa da policlínica foi importante para que os profissionais se sentissem acolhidos neste momento delicado de pandemia.
“Eu acho fundamental cuidar da saúde do profissional. Precisamos ser cuidados também, para oferecer uma assistência ainda mais digna e de qualidade para o paciente. Essas práticas de enfrentamento de estresse são importantes para que a gente se sinta bem fisicamente e emocionalmente para desenvolver nossas atividades laborais”, finalizou Raylena.
A Policlínica Diamante é uma das cinco policlínicas implantadas pela gestão estadual este ano, e é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares.
Por Daucyana Castro
Sustentabilidade e custo benefício. São as grandes vantagens em restaurar móveis ou objetos. A restauração possibilita que um objeto, que provavelmente ficaria sem uso ou seria descartado, seja recuperado e reutilizado por muito mais tempo.
Foi com esse propósito que a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) criou o projeto Oficina EMSERH. A ideia é identificar a mobília de unidades de saúde que não estão em condições regulares de uso, restaurar e devolver em perfeitas condições às unidades. A empresa administra 70% das unidades de saúde do Estado.
“Além de contribuir com o meio ambiente, a ideia da Oficina EMSERH proporciona uma economia significativa e também melhora consideravelmente a situação dos móveis usados nas nossas unidades de saúde. É uma prática sustentável e que trata com responsabilidade tanto os recursos quanto o patrimônio público”, apontou o presidente da EMSERH, Marcos Grande.
O projeto teve início em agosto e até o momento já foram recuperadas poltronas, cadeiras de banho e cadeiras de rodas. A oficina funciona no Hospital Aquiles Lisboa, situado no bairro da Vila Nova, em São Luís. São três profissionais que atuam na restauração da mobília, um soldador, um tapeceiro e um auxiliar. Entre os materiais utilizados no reaproveitamento estão napa, espuma, zíper, tinta, cola, solda, linha, rodinhas e etc.
A primeira unidade contemplada com as mobílias restauradas foi a UPA do Vinhais. O material foi levado para a oficina e uma semana depois devolvido à unidade de saúde em perfeitas condições. “Ampliamos o número de leitos e os móveis restaurados vão servir para dar mais conforto aos usuários”, disse a diretora da UPA Vinhais, Carol Hortegal.
O diretor de Planejamento e Governança da EMSERH, Raul Fagner Leite da Silva, responsável pela execução do projeto, explica que a reciclagem é uma alternativa que vem ganhando força e que deve ser incentivada.
“Só para se ter uma ideia, a economia que conquistamos com a restauração da mobília é referente a 83,78%. Uma poltrona nova custaria em média R$ 990,00. Com os custos e materiais para fazer o reparo da peça, o gasto foi de apenas R$ 160,60. É mais que um projeto, é o zelo pelo patrimônio e recurso público”, avaliou Raul Fagner.
Por Daucyana Castro
“A importância da saúde mental no ambiente de trabalho” foi o tema da palestra que encerrou as atividades da campanha Setembro Amarelo no Hospital Aquiles Lisboa, no bairro da Vila Nova, em São Luís. Durante todo o mês, foram realizadas várias ações com os profissionais da unidade, alusivas ao tema da campanha, que reforça o combate e a prevenção ao suicídio. Entre as atividades, foram realizadas rodas de conversa, escuta especializada, troca de experiências, entre outras.
“Encerramos a campanha falando deste tema de extrema importância que é a saúde mental no ambiente de trabalho. Estamos passando por uma pandemia e muitos trabalhadores adoeceram. Isso trouxe um impacto muito real na cabeça de todos e na rotina, e é muito bom que possamos dialogar. Precisamos discutir a saúde mental, observar o outro, dar suporte. Estamos cuidando dos outros, mas nós profissionais da saúde também necessitamos de cuidados”, apontou a diretora do Hospital Aquiles Lisboa, Nathalia do Vale Carvalho de Araújo.
A palestrante Kelsiane Silva Rodrigues é psicóloga especialista em terapia cognitiva/comportamental e psicologia do trabalho. Usando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre depressão e ansiedade, além de medidas de prevenção, a psicóloga explicou que a depressão é a segunda maior causa de afastamento do trabalho.
Dados da OMS também apontam que o Brasil detém o primeiro lugar no número de quadros depressivos na América Latina. No mundo, o país ficou em primeiro lugar no ranking de transtornos de ansiedade. Anualmente, 1 milhão de casos de suicídios são registrados no mundo e 90% dos casos poderiam ser evitados.
A psicóloga abordou ainda tópicos como fatores de adoecimento e focou também na prevenção, o que inclui alimentação saudável, corpo em movimento, boas noites de sono, ambiente profissional saudável, atividades de lazer, atitude positiva e psicoterapia.
Outro dado interessante é a mudança do adoecimento por décadas no Brasil, relacionada à saúde mental e o trabalho. Na década de 1970, a incidência maior era de acidentes de trabalho. Nos anos 1980, perdas auditivas eram mais frequentes. Os anos 1990 trouxeram doenças osteomusculares e a partir de 2000 houve uma predominância significativa de transtornos mentais.
“A pandemia impactou a saúde mental da população, dentro e fora do trabalho. Trouxe incertezas, mudanças e preocupações. É importante acolher e fortalecer a saúde emocional do trabalhador. Se antes a OMS já havia emitido um alerta de que haveria nos próximos anos um aumento nos casos de transtornos mentais, com a pandemia isso ficou mais evidente. Que essa discussão do Setembro Amarelo se estenda por todo o ano. Precisamos trazer a saúde mental para a pauta, melhorar e lidar com esses aspectos emocionais”, disse a psicóloga Kelciane Silva Rodrigues.
Maria Natalice Machado vivenciou na família esse turbilhão de emoções. A auxiliar de serviços médicos, de 58 anos, teve um familiar que desenvolveu depressão logo no início da pandemia do novo coronavírus.
“Foi um período delicado. Com a pandemia, alguns amigos morrendo, essa pessoa da minha família, que também é da área de saúde, ficou mal, teve problemas, ficou até sem dormir, mas com apoio e tratamento está se recuperando. Por isso, um momento como esse aqui, onde podemos ver a palestra e discutir o assunto é muito importante. O profissional de saúde trabalha com seres humanos, muitas vezes sob estresse e precisa desse apoio, dessa ajuda no emocional. Por isso fiz questão de participar dessa atividade”, explicou Maria Natalice.
O Hospital Aquiles Lisboa compõe a rede da Secretaria de Estado da Saúde e é administrado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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