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Por Daucyana Castro
A residência multiprofissional em saúde, oferecida pelo Governo do Estado, tem qualificado e formado recursos humanos com influência na assistência, no ensino e na pesquisa. O reconhecimento do trabalho pode ser comprovado com o aproveitamento de 100% dos residentes formados na primeira turma da Residência Multiprofissional de Atenção em Neonatologia, que foram inseridos no mercado de trabalho no Maranhão logo após a especialização.
O Programa de Residência é executado nas unidades públicas de saúde do Estado e teve início em 2018. A primeira turma em Atenção em Neonatologia atuou no Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, e teve início em 2018 e conclusão este ano. Seis profissionais integravam a turma – dois enfermeiros, dois fisioterapeutas e dois psicólogos.
Kássia de Sousa Martins é uma das residentes que conquistaram a inserção no mercado de trabalho logo após a finalização do curso. A psicóloga, de 27 anos, avalia que uma formação transdisciplinar e alinhada aos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) faz toda a diferença para que jovens sejam inseridos no mercado de trabalho e contribuam para o fortalecimento do SUS a partir de uma prática assistencial de excelência.
“Assim que concluí meu curso de graduação em Psicologia em 2017, ingressei no Programa de Residência em Neonatologia buscando especialização e aprimoramento da minha prática profissional. Posso dizer com toda certeza que essa experiência foi um divisor de águas. Na residência, tive a oportunidade de conhecer a rede de atenção à saúde materno-infantil do Estado e vivenciar de forma prática a realidade do SUS nos diferentes níveis de atenção. Foi uma experiência muito marcante e enriquecedora, que me possibilitou desenvolver habilidades e competências não só técnicas, mas também ético-políticas, sociais e humanas”, explicou Kássia de Sousa Martins.
Para a chefe das Residências Multiprofissionais do Estado, Fernanda Lima, ter todos reaproveitados pelo mercado ajuda a ter um parâmetro positivo da importância da formação. “Nos deparar com a notícia de reinserção de 100% dos nossos residentes da neonatologia no cenário da saúde pública do nosso Estado nos dá a certeza de dever cumprido. De estar disponibilizando profissionais qualificados para contribuir com a saúde da população maranhense e de que o programa tem alcançado o padrão ouro de excelência fazendo a diferença nos cenários em que está inserido”, ressaltou.
A coordenadora do programa da Residência de Neonatologia da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Roama Vaz, explica que o curso tem no total 5.760 horas de qualificação, sendo 20% conteúdo teórico e 80% de atividades práticas.
“A gente oferece ao mercado, a cada dois anos, profissionais com a qualificação de excelência e isso nos permitiu que, após esses dois anos, eles entrassem no mercado de trabalho de imediato e pelo próprio setor público. São profissionais qualificados que oferecem ao usuário do sistema público de saúde uma assistência voltada para a excelência”, reforçou.
Conforme estabelecem as Resoluções da CNRMS/MEC – Brasília /DF, o Programa de Residência Multiprofissional tem regime de dedicação exclusiva sob a forma de curso de especialização. O Programa de Residência de Atenção em Neonatologia é da Secretária de Estado da Saúde (SES), que tem como proponente a Escola de Saúde Pública e, como executora dos programas, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Por Daucyana Castro
A nutrição tem grande importância na recuperação dos pacientes com a Covid-19. O atendimento às necessidades do corpo, que combate a infecção respiratória ou está em recuperação, tem impacto direto no sucesso do tratamento. Exatamente por isso, o Hospital de Cuidados Intensivos (HCI), unidade que integra a rede estadual de saúde e é referência para atendimento a casos do novo coronavírus, se preocupa em desenvolver um trabalho eficaz na área da nutrição.
“É preciso analisar o quadro do paciente como um todo e traçar a melhor estratégia para cuidar desse paciente. Pode ser com uma suplementação via oral ou com uma terapia nutricional enteral para atingir o aporte calórico necessário. O paciente desnutrido tem maior chance de progredir desfavoravelmente no quadro de saúde, e isso faz toda diferença”, aponta a nutricionista do HCI, Patrícia Pereira Correia.
Segundo a especialista, pacientes hospitalizados tendem a desnutrir de forma mais rápida, o que reforça a necessidade de uma terapia nutricional nas primeiras 24h/48h de internação.
“Nosso desafio maior é evitar a desnutrição desse paciente com a Covid-19. Os sintomas virais, geralmente, afetam o indivíduo no sabor, no cheiro, há diminuição do apetite, ele está mais fragilizado. Fora do ambiente de casa, consequentemente há uma diminuição do consumo alimentar. A própria Covid acomete a parte pulmonar, e o cansaço interfere no consumo alimentar. Pois até o hábito de mastigar deixa esse paciente mais cansado e ele consome menos alimentos”, explica.
Diante do contexto da pandemia de Covid-19, esse foi um grande desafio da nutrição: promover o suporte nutricional, que possa auxiliar na redução do risco de complicações da doença. São levados em consideração o risco nutricional, a via de alimentação mais adequada, o cálculo das necessidades energéticas, entre outras recomendações.
A nutrição dos pacientes pode ser via oral, quando a alimentação é preparada em cozinha e tem o objetivo de fornecer todos os nutrientes necessários; enteral, quando o paciente não consegue se alimentar por via oral e se alimenta por meio de uma sonda introduzida no estômago; ou parenteral, quando a alimentação é feita via sistema venoso.
Outro detalhe importante que requer um olhar mais apurado dos nutricionistas está relacionado aos sintomas típicos do novo coronavírus: a presença de alterações gastrointestinais. “Há uma característica muito presente nos pacientes com a doença, que são diarreias, náuseas e vômitos. Por isso, é preciso estar atento para agir e oferecer a este paciente a terapia nutricional da melhor forma possível”, relata Antônio Pedro Leite Lemos, também nutricionista do HCI.
O HCI, unidade de saúde da Secretaria de Estado de Saúde e administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), conta com uma equipe de 10 nutricionistas atuando na linha de frente do combate à Covid-19. A rotina desses profissionais inclui protocolo para admissão e reavaliação diária da nutrição dos pacientes. Os resultados positivos comprovam o caminho certo.
“Temos uma ótima interação com todos os profissionais envolvidos no cuidado desses pacientes. A nutrição tem sido fundamental nesse processo. Os estudos mostram que uma nutrição adequada em pacientes com síndromes respiratórias conseguem, inclusive, reduzir o tempo de ventilação mecânica desse paciente, além de melhorar o aporte calórico”, diz Antônio Pedro Leite Lemos.
Por Daucyana Castro
“Eu fiquei muito satisfeita com essa iniciativa. É muito mais cômodo poder fazer o exame desta forma, dentro do carro. Mais rápido também. Principalmente para quem tem deficiência. Minha filha teve garganta inflamada e febre alta. Por isso resolvi trazê-la para fazer o teste”.
A boa impressão é de dona Maria Cecília Rodrigues de Almeida, de 78 anos. Ela levou a filha Renata Rodrigues de Almeida para fazer o teste rápido de detecção da Covid-19, serviço ofertado pelo Governo do Estado.
Renata, de 40 anos, tem deficiência física e mental, e foi uma das beneficiadas com a ampliação do público-alvo do drive-thru. Desde segunda-feira (21), data em que se celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o serviço passou a ser oferecido também para esse público.
“O público mais frequente tem sido de idosos. Mas gestantes também podem procurar o sistema de drive-thru e agora as pessoas com deficiência. É um público também especial e que inspira cuidados”, explicou a diretora do Centro de Testagem da Beira-mar e responsável pelo drive-thru, Lícia Dourado Trinta.
O drive-thru está instalado no estacionamento do Multicenter Negócios e Eventos, do Sebrae, no Alto do Calhau. São cinco tendas, com toda a estrutura necessária para fazer a testagem.
Enfermeiros e técnicos de enfermagem compõem a equipe. Para fazer o teste, a pessoa precisa apresentar o documento de identificação, cartão de gestante, exames que comprovem a gestação ou o laudo de deficiência.
O sistema de drive-thru para teste rápido e detecção de casos de Covid-19 já atendeu mais de 5 mil pessoas. A testagem está disponível para idosos a partir de 60 anos, gestantes e pessoas com deficiência.
Ele vai funcionar até o dia 30 de setembro, das 8h às 16h. A entrada é pela Avenida Luís Eduardo Magalhães.
Lá, o cidadão entra em uma fila, faz o teste, responde o questionário sobre dados pessoas e sintomas e, tão logo fique pronto o resultado, é liberado ou encaminhado para outro serviço de saúde, caso necessário.
Por Daucyana Castro
Exclusivo para tratamento da Covid-19 no Maranhão, o Hospital de Cuidados Intensivos (HCI) agora conta com serviço ambulatorial disponível para diagnóstico e assistência a casos do novo coronavírus. O equipamento funciona de segunda a domingo, em regime de 24h, e presta assistência a pacientes encaminhados pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que são porta de entrada para atendimento aos casos suspeitos do novo coronavírus, na Região Metropolitana de São Luís.
O serviço integra a rede de saúde criada para atendimento exclusivo de casos da Covid-19. Para o diretor administrativo do HCI, Luís Henrique Malfitano, a chegada do ambulatório ao hospital reforça o trabalho de excelência desenvolvido pela Saúde do Maranhão, diante da pandemia da Covid-19.
“Hoje, o HCI responde por ser a primeira opção em regulação de leitos para coronavírus. Com a chegada do ambulatório, conquistamos a total referência na pandemia em nosso estado”, explica o diretor administrativo do HCI, Luís Henrique Malfitano.
No ambulatório, os pacientes passam por avaliação médica, são medicados e fazem exames de sangue. No espaço, pacientes recebem também os medicamentos prescritos para continuar o tratamento em casa. Se necessários, são realizados exames mais detalhados.
A unidade de saúde faz parte da rede de saúde criada pela Secretaria de Estado da Saúde para combater a Covid-19 no Maranhão e é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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