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No último sábado (08), a Praça da Família, em Barreirinhas, foi palco do evento que marcou o início das celebrações pelos 10 anos da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). A programação foi especialmente dedicada aos colaboradores da cidade e de municípios vizinhos, proporcionando um dia de lazer, integração e reconhecimento pelo trabalho desempenhado ao longo dessa década.
O presidente da EMSERH, Marcello Duailibe, destacou a importância do evento e da valorização dos profissionais da saúde. “Esses 10 anos são fruto do trabalho e dedicação de cada colaborador da EMSERH. Nada mais justo do que comemorar com aqueles que fazem essa história acontecer todos os dias. Esse evento é um agradecimento e um momento de integração para todos que fazem a saúde pública no Maranhão”, afirmou.
Os participantes puderam desfrutar de uma série de atividades, incluindo torneios esportivos, aulas de dança, concurso de talentos, brincadeiras e apresentações musicais. Um dos momentos mais aguardados foi o concurso Garota EMSERH – regional Lençóis, que elegeu Naziane Marques Castro, técnica de enfermagem do Hospital Regional de Barreirinhas (HRB), como vencedora. “Foi uma experiência inesquecível. Me sinto muito feliz por representar meus colegas e por essa valorização que recebemos. É gratificante fazer parte dessa história”, celebrou Naziane.
A diretora-técnica do HRB, Priscila Araújo, também ressaltou a relevância da iniciativa. “A EMSERH tem um impacto enorme na saúde pública do Maranhão, e ver esse reconhecimento aos nossos profissionais é muito especial. Momentos como esse fortalecem o vínculo da equipe e valorizam quem está na linha de frente do atendimento à população”, disse.
Para Maria Francisca Santos Rodrigues, técnica em enfermagem da UTI do HRB, a programação foi um respiro em meio à rotina intensa. “Foi maravilhoso ter um dia para relaxar e interagir com os colegas de trabalho. Esses momentos nos motivam a seguir em frente, sabendo que nosso esforço é reconhecido”, declarou.
O agente de portaria Almir Silva, que há nove anos faz parte da EMSERH, também expressou sua alegria com o evento. “Durante todo esse tempo, nunca tive a oportunidade de participar de um momento de descontração como esse, voltado para os funcionários do hospital. Estou muito satisfeito e me sentindo realmente parte da equipe. É gratificante sentir esse reconhecimento na prática, sabendo que somos lembrados e que somos parte de algo maior”, afirmou.
As comemorações continuam! Nos próximos finais de semana, eventos semelhantes serão realizados nas cidades de Coroatá, Caxias, Imperatriz, Santa Luzia do Paruá e Presidente Dutra, garantindo que mais colaboradores da EMSERH, em todos os cantos do Maranhão possam participar desse momento especial.
Nas unidades da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), atividades temáticas alusivas ao carnaval promovem bem-estar, integração e alegria entre pacientes e acompanhantes assistidos em centros de reabilitação, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais.
A quinta-feira (27) foi de muita alegria e diversão no Bloco do Girassol, realizado no Centro Especializado em Reabilitação do Olho D’água (CER Olho D’água). O nome foi inspirado em um projeto que já existe na unidade de saúde e é destinado para mães e pais dos pacientes com transtorno do espectro autista.
“O Projeto Girassol busca garantir o bem-estar dos cuidadores de crianças com TEA, proporcionando um espaço de suporte, acolhimento e fortalecimento emocional. Ao oferecer assistência integral, o projeto visa minimizar os impactos negativos do estresse e da sobrecarga enfrentados pelos cuidadores, promovendo um ambiente mais equilibrado para a família e, consequentemente, melhorando a qualidade do cuidado prestado às crianças”, explicou a diretora geral do CER Olho D’água, Yalem Pires.
A programação contou com a apresentação da banda da Guarda Municipal, o cantor Gilson Radical e o Bloco Tradicional Os Vampiros. Uma mistura de ritmos que alegrou crianças, responsáveis e profissionais que atuam na unidade de saúde.
“Além de fortalecer laços comunitários e a rede de apoio, foi mais uma atividade para contribuir com o bem-estar emocional, reduzindo o estresse e tornando o evento uma experiência inclusiva e enriquecedora para todos” ressaltou a diretora administrativa do CER Olho D’água, Ana Eugênia Araújo Furtado.
Todos entraram no clima da festa, no baile voltado para as crianças autistas e mães. A Sofia Rabelo se vestiu de abelhinha para curtir o Bloco do Girassol.
“Quando ela começou a terapia, aqui na unidade, não falava, e hoje já se comunica melhor. A Sofia não brincava com as crianças, e depois da terapia começou a socializar. Têm crianças com mais dificuldades do que outras, mas as festas são um momento em que percebemos que todos conseguem se divertir. Essas programações são de extrema importância para todos nós”, reforçou a recepcionista Wilna Rabelo, mãe da Sofia Rabelo de cinco anos, que há três anos faz tratamento no CER Olho D’água.
Outra mãe que curtiu a programação foi a autônoma Natália Santos, mãe do Benjamin Santos, de seis anos de idade. “O Benjamim melhorou muito depois que começou a frequentar a unidade. Ele não falava, hoje ele já fala melhor, conversa, socializa, já se comporta nos locais. Ao longo desse ano aqui ele evoluiu demais, e as festas comemorativas como essa do carnaval são exemplos. Hoje o Benjamin vai para os locais e se comporta muito bem”, pontuou.
As comemorações aconteceram em outras unidades da rede estadual de saúde. Na quinta-feira, 27, também teve programação no Hospital da Ilha com o “Bloco da Prevenção”, além de orientações e distribuição de kits contra Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST e distribuição de autoteste para HIV. A animação ficou por conta da banda Bicho Terra.
O coordenador da agência transfusional do Hospital da Ilha, Erisson Cardoso, ressaltou a importância da ação. “Lembrar os colaboradores de se divertirem de maneira correta e da importância do uso de preservativos para prevenirem IST’s e várias outras doenças”, disse.
O Bloquinho da Saúde animou a UPA Itaqui-Bacanga, com muita música, animação com palhaço, distribuição de preservativos e orientações sobre os cuidados no Carnaval.
O Centro Especializado em Reabilitação do D’água (CER Olho D’água), Hospital da Ilha e UPA Itaqui-Bacanga são unidades da rede da SES e gerenciadas pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Em razão dos baixos estoques e visando garantir o atendimento diante do aumento da demanda por sangue e hemocomponentes, que tradicionalmente ocorre em períodos festivos como o carnaval, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) intensificou as ações no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar). As ações incluem coletas externas, sensibilização de doadores e parcerias com instituições para facilitar o acesso à doação.
O Hemomar reforçou o funcionamento do setor de coleta durante o período carnavalesco. Na sexta-feira (28), a unidade funcionará normalmente, das 7h30 às 18h. No sábado (1º/3) e segunda-feira (3/3), o atendimento será das 7h30 às 12h. No domingo (2) e na terça-feira (4), a unidade estará fechada, retomando as atividades na quarta-feira (5), das 13h às 18h.
Esse cronograma de funcionamento é válido tanto para a sede do Hemomar em São Luís, quanto para os hemonúcleos localizados nas cidades de Santa Inês, Caxias, Balsas, Pedreiras, Codó, Imperatriz, Pinheiro e Bacabal.
Nesta quinta-feira (27), foi realizada uma ação especial de coleta externa na sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Além disso, a sede do Hemomar, localizada no bairro da Jordoa, segue aberta para receber doadores.
A diretora geral do Hemomar, Clícia Galvão, explica que, para descentralizar os pontos de doação, o hemocentro tem reforçado estas ações, além de promover ações de conscientização e convocação ativa de doadores. “Ações como blitz educativas, panfletagens e parcerias com instituições são fundamentais para mobilizar a população, principalmente em períodos críticos, como o carnaval”, ressaltou.
A coordenadora de captação de doadores, Misleny Silva, reforça o apelo para que a população compareça às unidades de coleta. “Atualmente, os estoques de alguns tipos sanguíneos estão em nível crítico, principalmente os tipos O+ e O-, que são muito demandados. Cada doação pode salvar até quatro vidas, então chamamos a população para se sensibilizar e nos ajudar a manter o atendimento a quem precisa”, enfatizou.
O Hemomar é responsável pela gestão e atendimento a todo o fluxo de sangue e hemocomponentes para as unidades públicas de saúde no Maranhão. A unidade da rede da SES é gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
Texto: Eduardo Ericeira
Data: 29/01/2024
Fotos: Francildo Falcão
O aumento das chuvas aliado ao calor, visto principalmente neste primeiro semestre em boa parte do Maranhão, é uma combinação propícia e um cenário perfeito para a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor de arboviroses. Por isso, o Instituto Osvaldo Cruz – Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (IOC-Lacen), atua em várias frentes como forma de garantir a prevenção e combate a doenças como dengue, zika, febre chikungunya, febre amarela, febre oropouche, entre outras que são consideradas arboviroses.
No laboratório são desenvolvidos trabalhos como coleta e amostragem de ovos de Aedes Aegypti para pesquisas na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, para estudar a resistência a inseticidas das populações de mosquito em cada região do Brasil, com o intuito de desenvolver estratégias de uso eficientes e seguras.
O trabalho feito com larvas, por exemplo, serve para realização do teste de suscetibilidade aos larvicidas. No laboratório há criação de mosquitos alados para avaliação das aplicações espaciais de inseticidas e penetração deles nas casas, os populares carros ‘fumacês’. O trabalho feito no Lacen, permite o fornecimento de informações importantes ainda sobre a efetividade dos tratamentos químicos utilizados nos programas de controle de vetores.
“Nós fazemos diagnósticos para a sorologia, pesquisamos os anticorpos daqueles pacientes a partir de cinco ou seis dias após os sintomas de uma arborivose. No Lacen trabalhamos em todas as fases como forma de garantir a prevenção e os cuidados com as arboviroses, antes do processo de infecção e no pós também. A partir do diagnóstico das arboviroeses, realizado aqui no laboratório na fase bem aguda da doença, conseguimos em até cinco dias a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que é uma técnica de biologia molecular que permite ampliar fragmentos de DNA, fundamental para diagnóstico médico, por exemplo”, pontuou a doutora Orzinete Rodrigues Soares, chefe do setor de endemias do IOC-Lacen-MA.
Ainda no Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão, há o controle de qualidades das formas imaturas (LIRAa) e/ou de outras ações. O Sistema LIRAa é uma importante ferramenta para mapear em quais regiões da cidade o Aedes aegypyi está presente. O Ministério da Saúde orienta que todos os municípios forneçam esses dados como forma de montar estratégias de prevenção e combate as arboviroses e outras doenças.
“É importante garantir que objetos como pneus velhos, garrafas vazias, tampinhas, calhas, pratinhos de plantas, entre outros, não estejam acumulando água. Principalmente após fortes chuvas, é necessário que cada cidadão realize vistorias frequentes em suas residências para evitar o aumento de casos dessas doenças. Vale ressaltar que aproximadamente 80% dos criadouros estão dentro das casas e/ou quintais”, reforçou a doutora Orzinete Rodrigues Soares.
A fêmea do inseto deposita seus ovos nas paredes dos recipientes com água parada ou mesmo sem água. Após o contato com o líquido e a combinação com altas temperaturas, ocorre a eclosão dos ovos. O ciclo de reprodução perdura no período de uma semana e para interromper esse processo é necessário que toda a população esteja empenhada e atenta aos possíveis criadouros. É preciso estar atento aos cuidados para evitar a proliferação do vetor, esse cuidado deve permanecer durante todo o ano, mas principalmente no período de chuva.
No Maranhão, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram contabilizados em 2024, 7.446 casos de Dengue, 696 casos de Chikungunya e 179 casos de Zika.
O IOC-Lacen compõe a rede da SES e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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