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Uma mancha entre os dedos da mão esquerda que não sumia após algumas semanas levou a aposentada Janilde de Jesus Barbosa, de 64 anos, a procurar atendimento médico. A perda da coloração da pele, com aparecimento de manchas brancas de tamanho variável, é a principal característica do vitiligo. O diagnóstico veio em 2020, após consulta com um dermatologista na Policlínica Diamante, unidade que compõe a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O vitiligo não é contagioso e pode ocorrer em qualquer tipo de pele. Não tem cura mas possui tratamento. Desde o diagnóstico, em 2020, Janilde de Jesus Barbosa faz acompanhamento e tratamento na unidade com uso de medicamentos e sessões de fototerapia. “Aqui recebo um atendimento de qualidade e com bastante carinho. É aquela coisa, as manchas melhoram, pioram, melhoram novamente. O importante é que eu não desisto do tratamento. Sei o quanto me ajuda”, disse.
O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (as células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fatores genéticos e alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.
<strong>Tratamento
A Policlínica Diamante é referência em dermatologia na rede pública de saúde do Maranhão e oferece tratamento com equipamento de fototerapia. A técnica utiliza lâmpadas ultravioletas, não é invasiva e pode ser aplicada paralelamente ao uso de medicamentos.
O agricultor José Benedito Ferreira França, de 49 anos, faz tratamento desde os 8 anos de idade com medicamentos tópicos para controle das manchas nas regiões das mãos, pernas, braços e axilas. Há dois anos, ele iniciou o tratamento de fototerapia na Policlínica. “A melhora está sendo muito positiva, com resultados visíveis. Todo mundo em casa comenta como está melhor”, disse.
“Existem várias opções de tratamento – cremes, medicamentos orais, laser – que visam estacionar a evolução da doença e repigmentar as áreas afetadas, o que favorece seu controle”, explica a médica dermatologista Gabriela Melo, responsável pelo ambulatório de Fototerapia da Policlínica Diamante. A médica dermatologista destaca ainda sua história de vida com o vitiligo para desmistificar preconceitos. “Desde os dois anos convivo com o vitiligo. Me orgulha muito poder trabalhar e trocar experiências com outros pacientes e levando um atendimento que entende as complexidades estéticas envolvidas. Ter vitiligo me faz entender bem o lado do paciente, eu mesma sou usuária da fototerapia e atesto a validade e resultados positivos da técnica”, disse.
O diagnóstico do vitiligo é essencialmente clínico. O acesso ao atendimento na rede pública é feito por meio do encaminhamento ao especialista em dermatologia. O acesso ao serviço na Policlínica Diamante pode ser feito com marcação pelo aplicativo e site do Procon, unidades presenciais do Viva/Procon, Disque Saúde (98) 3190-9091 e também pelo Whatsapp do Disque Saúde (98) 98779-3856. A unidade da rede estadual de saúde é administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
<strong>Dia Mundial de Conscientização
O dia 25 de junho é marcado pelas iniciativas em torno do Dia Mundial de conscientização sobre o vitiligo. A data, criada em 2011 pelas Nações Unidas, visa aumentar a conscientização sobre a condição, combater o preconceito e arrecadar fundos para pesquisa, apoio e educação. Apesar de não ser contagioso e não trazer outros prejuízos à saúde física, no entanto, as lesões provocadas impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ser recomendado.
Entre as opções terapêuticas, está o uso de medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas. Também é possível utilizar tecnologias como o laser, técnicas cirúrgicas ou de transplante de melanócitos e, especialmente, a fototerapia.
<strong>Incidência
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o vitiligo atinge pelo menos 1 milhão de brasileiros. As manchas podem se manifestar em um ou nos dois lados do corpo, como em ambas as mãos, pés e joelhos. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.
Em geral, inicialmente as manchas surgem em extremidades, como mãos e pés, e também nariz e boca. A evolução é incerta, e períodos de intensificação ou reativação podem ocorrer durante toda a vida do paciente, com surgimento de novas manchas ou aumento das pré-existentes.
<strong><em>Por Juliana Mello
Fortalecer os métodos e técnicas do diagnóstico da tuberculose realizadas no estado. Este foi o objetivo da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por intermédio do Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC/Lacen-MA), com a capacitação dos profissionais da rede laboratorial dos municípios de Urbano Santos, Miranda, Arari, Presidente Vargas, Santa Inês, São Raimundo das Mangabeiras, São José de Ribamar e São Luís.
Entre os dias 18 e 21 de junho, em São Luís, a capacitação abordou temas como Situação Epidemiológica da Tuberculose no Estado do Maranhão; Diagnóstico Laboratorial da Tuberculose: Baciloscopia; Qualidade e Biossegurança em Laboratório; Controle Externo das Lâminas de Baciloscopia para Tuberculose; Apresentação do Sistema de Informação GAL (Gerenciador de Ambiente Laboratorial). Foram realizados ainda exercícios e explanações práticas sobre Confecção/Coloração de Lâminas pelo Método Ziehl Nielsen; Baciloscopia (Leitura das Lâminas).
O diretor geral do IOC/Lacen-MA, Lídio Gonçalves, destacou o trabalho que é desenvolvido no diagnóstico da tuberculose. “A capacitação continuada de profissionais dos municípios é fundamental para qualificarmos melhor o diagnóstico e, assim, dar mais celeridade ao diagnóstico da tuberculose no Maranhão e poder direcionar o paciente para um tratamento adequado com mais rapidez”, frisou.
A farmacêutica e encarregada da Rede de Laboratórios do Estado do Maranhão, Lécia Cosme, falou que a finalidade da capacitação é que que todos os municípios que realizam o diagnóstico estejam padronizados e adotando o controle de qualidade pelo IOC-Lacen/MA. O método utilizado na capacitação é a baciloscopia, que é capaz de diagnosticar até 90% dos casos de tuberculose pulmonar.
“No IOC-Lacen/MA realizamos um teste de sensibilidade do bacilo em relação ao medicamento utilizado no tratamento, ou seja, analisa se o organismo da pessoa está resistente ou não ao tratamento, se há uma eficácia do medicamento, pois quando acontece a resistência é preciso mudar o medicamento, para depois repetirmos esse exame com a nova medicação. Fazemos esse estudo principalmente nos casos de abandono de tratamento ou quando o paciente teve contato com outro paciente que apresentou a resistência”, enfatizou Lécia Cosme.
A chefe do Laboratório de Microbiologia do IOC/Lacen-MA e responsável pela capacitação, Aparecida Pinho, caracterizou o evento como uma importante estratégia para o controle de qualidade das amostras.
“Estamos padronizando as nossas técnicas e metodologias que a gente realiza de acordo com o Ministério da Saúde. É repassado para os alunos desde o início do exame, do tratamento pré analítico até a liberação do exame de forma padronizada como que eles têm que proceder no recebimento do material biológico, o que deve fazer com aquele material, como realizar a confecção das lâminas, a coloração também, até chegar no processo do diagnóstico laboratorial, que é feito a partir da leitura das lâminas no microscópio. Dessa forma eles saem daqui aptos a realizar os exames e nos enviar as lâminas para que seja feito o nosso controle de qualidade para saber se eles estão seguindo o padrão nessas amostras realizadas nos próprios municípios”, explica a farmacêutica.
Thayna Alves, biomédica, do município de São José de Ribamar, acredita que esse treinamento auxilia os profissionais a elaborar um bom diagnóstico para a população, além de poder repassar esse conhecimento para os outros profissionais da equipe. “Essas capacitações ajudam muito a gente em tudo, ensinam o profissional a ser um bom ser humano na questão do acolhimento, e essa parte é muito importante”, disse.
O farmacêutico Jowilson Figueiredo, do município de Presidente Vargas, elogiou o treinamento. “Estou aqui representando o município de Presidente Vargas nesta capacitação, que é muito boa porque vamos adquirir novos conhecimentos de acordo com o Laboratório Central para poder nos adequar à realidade do nosso município e os circunvizinhos, então vamos poder laudar o exame com qualidade, auxiliando o médico no diagnóstico mais preciso”.
<strong>Tuberculose
Causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como Bacilo de Koch, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa que pode ser diagnosticada em dois tipos: a tuberculose pulmonar e a extrapulmonar. O principal sintoma é a tosse constante que pode durar três ou mais semanas. A referência estadual para o acompanhamento especializado é o Hospital Presidente Vargas, que também assiste pacientes com Tuberculose Droga Resistente (TB-DR). O diagnóstico e atendimento é feito pela rede municipal em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).
<strong>IOC/Lacen-MA
O Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC/Lacen-MA) integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
<strong>Fotos: Francildo Falcão
Visando chamar atenção das pessoas quanto a importância da doação de sangue e também divulgar ainda mais os serviços prestados à população, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), iniciou neste fim de semana os trabalhos na barraca ‘Batalhão Pesado da EMSERH’, no arraial do Ipem.
“Fico feliz em perceber a animação das pessoas. É um momento de festa e é isso que estamos proporcionando, um ambiente de descontração, mas também de conscientização, oportunidade em que levamos todo esse clima de alegria durante o período junino, a principal festa do estado e o maior do mundo que é o São João do Maranhão e também levar ao conhecimento das pessoas tudo aquilo que fazemos pelo bem da saúde pública no estado”, frisou Marcello Duailibe.
Com slogan ‘O São João tá no sangue’, a barraca tem atraído milhares de pessoas. No local os visitantes têm acesso a diversas informações e aprenderem um pouco mais sobre trabalho desempenhado em prol da saúde do Maranhão. Quem visita a barraca também recebe orientações sobre a doação de sangue, importante gesto que ajuda melhorar os estoques de bolsas no Hemomar e Hemocentros espalhados no interior do Maranhão.
“Aproveitamos o São João para abordar às pessoas que passarem pelos arraiais para enfatizar a importância da doação de sangue, tirar dúvidas e incentivar este ato de solidariedade. Esperamos receber este mês o maior número possível de doadores. Contamos com a solidariedade de todos, para que possamos garantir o sangue para atendimento das demandas transfusionais na rede hospitalar do Estado”, frisou a diretora-geral do Hemomar, Clícia Galvão.
No espaço outras atrações têm chamado a atenção do público que tem lotado um dos mais tradicionais arraiais de São Luís. Quem passa pelo local pode participar de um Quiz com perguntas relacionadas à EMSERH e o trabalho realizado pela empresa e ser presenteado com matracas personalizadas fruto de uma parceria entre a EMSERH e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). Os instrumentos são confeccionados por meio de um projeto de ressocialização voltado para pessoas que cumprem pena no sistema penitenciário. Os visitantes também têm a oportunidade de participar da plataforma 360° e a animação é garantida.
Cerca de 4 mil pessoas passaram pela barraca da EMSERH neste último fim de semana, entre elas a professora Benedilma Selares. “Achei muito legal este espaço da EMSERH. De forma descontraída pude saber um pouco mais sobre esta empresa que é tão importante, faz parte de nossas vidas e muitas pessoas nem sabem disso. É louvável também a iniciativa de estimular a doação de sangue. A EMSERH está de parabéns”, disse.
A psicóloga Juliana Almeida também visitou o espaço e elogiou a iniciativa. “É bom porque o espaço agrega, o arraial está repleto de gente, repleto de famílias, e essa iniciativa é importante porque proporciona conhecimento, para sabermos mais sobre o trabalho desempenhado pela EMSERH, entretenimento com as brincadeiras e interação entre todos. Me senti acolhida e certamente irei voltar outras vezes”, enalteceu.
<strong>Fotos: Francildo Falcão e Ricardo Zacheu
Foi realizada nesta quinta-feira (20) mais uma edição do projeto “Sangue de Heróis”, idealizado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), com o objetivo de mobilizar dos colaboradores da empresa para doação de sangue.
“Cada realização do projeto é motivo de imensa gratidão, pois nos permite reforçar os estoques de bolsas de sangue do Hemomar. Nossos dedicados colaboradores se empenham ao máximo para participar da campanha Sangue de Heróis, e estaremos sempre unidos e disponíveis para trabalhar em prol da saúde dos maranhenses. Temos plena consciência da importância desse projeto para atender às necessidades dos hospitais do estado”, ressaltou o presidente da EMSERH, Marcello Duailibe.
Colaboradores de todas as diretorias e gerências se deslocaram à sede do Hemomar, na Jordoa, para atender ao chamado de salvar vidas por meio deste gesto de amor.
“Já participei outras vezes. É sempre bom ajudar o próximo, afinal não sabemos quando podemos precisar. Faço questão de participar do projeto”, relatou o colaborador Gabriel Costa, da Diretoria de Planejamento e Governança da EMSERH.
O incentivo à doação de sangue ocorre durante a campanha do Junho Vermelho, para aumentar os estoques de sangue do hemocentro. “Motivo de muita felicidade pois sabemos que estamos ajudando muitas pessoas que necessitam. A empresa não só nos traz para doação, mas também incentiva os colaboradores a continuar doando”, pontuou o colaborador Ramiro Duarte, da Gerência de Controle Interno Financeiro da EMSERH.
O colaborador Max Matos, da Diretoria Jurídica da EMSERH, participou pela primeira vez do projeto Sangue de Heróis e aprovou a iniciativa. “Primeira vez doando dentro do Sangue de Heróis. Iniciativa importante por parte da empresa que não só ajuda a melhorar os estoques de bolsas de sangue, mas que certamente incentiva outras empresas e a população em geral a se mobilizarem para doar”, pontuou.
A colaboradora Camila Catunda, da Diretoria Financeira da EMSERH, destacou a importância do projeto e o fato da EMSERH ser realmente uma empresa comprometida com a saúde dos maranhenses. “É sempre bom doar, eu procuro fazer doar de três em três meses, quando há disponibilidade; salvar vidas, ajudar o próximo. Muito feliz em poder fazer parte deste projeto. Percebemos a preocupação da empresa em ajudar o próximo, até por ser uma empresa que cuida da saúde dos maranhenses e isso de todas as formas, não medindo esforços”, frisou Catunda.
A diretora-geral do Hemomar, Clicia Galvão, agradeceu a ajuda por meio da campanha “Sangue de Heróis”. “Estamos muito felizes com todos esses heróis e heroínas da EMSERH aqui. A gente está em pleno período junino e iniciando as férias, quando a necessidade de sangue costuma aumentar e, infelizmente, as doações diminuírem. É importante que a gente estimule isso dentro das empresas e instituições, essa conscientização, essa solidariedade”, destacou.
<strong>DOAÇÃO DE SANGUE
As empresas que tiverem interesse em mobilizar seus colaboradores, podem entrar em contato com o Hemomar pelo telefone (98) 99232- 8496 para agendar a data e solicitar o transporte, que vai buscar e levar de volta para a empresa.
<strong>CRITÉRIOS PARA DOAÇÃO DE SANGUE
Para fazer a doação, é preciso estar bem de saúde; pesar acima de 50 quilos; ter entre 16 e 69 anos; estar bem alimentado; não ter ingerido bebida alcoólica no dia anterior; ter dormido bem nas 24 horas anteriores à doação e estar com um documento de identidade com foto atualizada.
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