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Visibilidade. Valorização da identidade. Humanização. É com base nessa tríade que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) oferta atendimento com hormonioterapia no Ambulatório Sabrina Drumond, situado na Policlínica do Cohatrac, em São Luís. Inédito na Rede Estadual de Saúde, o serviço garante acesso aos serviços de âmbito ambulatorial no processo transexualizador.
“Hoje é um marco no Maranhão, que é a primeira dispensação da hormonioterapia para os pacientes do ambulatório de Sabrina Drumond, unidade referência na rede estadual. Isso confere aos pacientes trans mais dignidade, respeito, inclusão, e nós ficamos muito felizes de poder fazer parte disso, de oportunizar essa assistência a este público”, disse a coordenadora do Departamento de Atenção às Policlínicas da SES, Orlene Nascimento.
A modalidade ambulatorial é regulada pela Portaria Nº 2803, 19 de novembro de 2013, que redefine e amplia o processo transexualizador no SUS. No Ambulatório Sabrina Drumond, o atendimento consiste nas ações de âmbito ambulatorial, acompanhamento clínico, pré e pós-operatório e hormonioterapia, destinadas a promover atenção especializada no processo transexualizador.
Dos 134 pacientes cadastrados na no Ambulatório Sabrina Drumond, atualmente 50 pacientes acompanhados pela unidade da Rede Estadual de Saúde estão aptos a receber os hormônios dispensados, conforme protocolo. No ambulatório, os pacientes são assistidos por uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatra, psicólogos, assistente social, enfermeiros, fonoaudiólogo e endocrinologista.
A diretora geral da Policlínica do Cohatrac, Ingrid Campos, explicou como funciona o fluxo de atendimento e toda rede de serviço voltado para hormonioterapia na unidade. “É uma demanda espontânea, ou seja, as pessoas precisam vir até a policlínica. Ao chegarem aqui, elas se identificam na recepção e logo são encaminhadas para dar início aos atendimentos com equipe multiprofissional formada por psicólogo, psiquiatra, serviço social, ginecologista e urologista, endocrinologista, entre outros”, afirmou.
A hormonização em mulheres transexuais, travestis e pessoas trans femininas tem como objetivo o desenvolvimento de caracteres secundários femininos e supressão de caracteres masculinos. Enquanto que a hormonização em homens transexuais, travestis e pessoas trans masculinas tem como objetivo o desenvolvimento de caracteres secundários masculinos e supressão de caracteres femininos.
“Após ser atendido por um clínico específico para o ambulatório trans, o paciente é direcionado para equipe multi, entre os quais está profissional endocrinologista, responsável por avaliar a necessidade de receber ou não a hormonioterapia. Se aprovada, a pessoa é liberada para fazer a solicitação e dar início às sessões”, destacou a diretora clínica da Policlínica do Cohatrac, Patrícia Coelho.
Entre os critérios de elegibilidade para terapia hormonal, é preciso ter 18 anos ou mais; disforia de gênero persistente; ter passado por avaliação com profissional da saúde mental; apresentar parecer do psiquiatra comprovando a inexistência de contraindicações para o tratamento; não estar gestante; assinatura do termo de corresponsabilidade pelo uso do medicamento.
A administração hormonal é feita de duas formas: intramuscular (destinado a homens trans para supressão de caracteres femininos) e oral (destinado a mulheres trans e travestis para supressão de caracteres masculinos). Segundo a endocrinologista da policlínica, Marcleyane Barra dos Santos, é indispensável o acompanhamento profissional no processo terapêutico.
“A periodicidade da administração do medicamento dependerá das análises laboratoriais e clínicas de cada paciente. No caso da mulher trans, o uso do medicamento oral e transdérmico deve ser feito de forma diária, enquanto que dos homens trans, com uso de medicações injetáveis, mensal ou trimestral, a depender do nível hormonal”, explicou Marcleyane dos Santos.
Márcio Henrique Pereira, de 26 anos, é músico violonista e começou o processo de hormonização no ambulatório Sabrina Drumond. “O maior significado para mim enquanto pessoa transgênero é que muitos de nós viemos de famílias periféricas, de baixa renda, sem acesso a medicamentos, uma vez que são extremamente caros. Ter esse hormônio gratuito já é uma questão de extrema felicidade e eu tenho certeza que para quem não têm acesso, dinheiro ou emprego, é uma vitória”, compartilhou.
Quem também expressou sua felicidade foi Lucas Gabriel Rabelo, de 18 anos. “Depois que retifiquei meus documentos, dei início à minha terapia hormonal e agora estou seguindo. Estou há sete meses já em terapia hormonal e estou muito mais feliz porque não precisarei mais pagar pelo hormônio. Estou muito grato por conseguirmos isso”.
Os pacientes assistidos na unidade e aptos a receber os hormônios dispensados receberão os medicamentos, sempre aos sábados, com acompanhamento da equipe multiprofissional da unidade, inclusive do endocrinologista.
<strong>O ambulatório
O Ambulatório Sabrina Drumond, instalado na Policlínica do Cohatrac, foi inaugurado pelo Governo do Estado em 25 de março de 2022. O serviço recebeu o nome da ativista e militante do movimento LGBTI+ do Maranhão, que foi uma das primeiras mulheres transexuais que levantou a bandeira do segmento trans no estado, tornando visível a luta por garantias de direitos dessa população.
Em maio de 2023, o Governo do Maranhão instituiu a Política Estadual de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (LGBTI+) do Maranhão. A política reafirma o compromisso do SUS com a universalidade, a integralidade e com a efetiva participação da comunidade. Por isso, ela contempla ações voltadas para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, além do incentivo à produção de conhecimentos e o fortalecimento da representação do segmento nas instâncias de participação popular.
<em>Fonte: SES
<em>Por Juliana Mello
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza até sexta-feira (19) o curso de “Atualização em diagnóstico laboratorial em malária e outros hemoparasitas: T. cruzi e microfilária”, no Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC-Lacen-MA), em São Luís.
Participam do treinamento profissionais de saúde como farmacêuticos, biomédicos e microscopistas dos municípios de Ribamar Fiquene, Itaipava do Grajaú, Arame, Barreirinhas, Alto Alegre do Pindaré, João Lisboa, Raposa e São José de Ribamar.
“O programa de malária, instituído pelo Ministério da Saúde, propõe que os profissionais que atuam nessa área, passem por uma atualização de conhecimento a cada três anos. Por isso nós estamos realizando esse curso com os municípios, para que os profissionais possam cada vez mais dar um diagnóstico preciso e de qualidade”, explica a farmacêutica e coordenadora do Laboratório de Endemias do IOC-Lacen/MA, Orzinete Rodrigues Soares, que também é responsável pelo curso.
Participante de Itaipava do Grajaú, o farmacêutico Carleandro Santos, destaca a importância de capacitações rotineiras. “Por ser uma cidade pequena é possível um cuidado mais próximo aos pacientes, sempre que chega pessoas oriundas de outros estados ou países, com algum sintoma, já ficamos em alerta, para que se possa fazer o diagnóstico preciso, por isso o treinamento é fundamental, tanto para o profissional quanto para o município”, ressaltou.
A biomédica Françoyse David Andrade, que trabalha no laboratório de epidemiologia no diagnóstico de esquistossomose, malária e leishmaniose no município de Barreirinhas, participa no curso, e afirma que a experiência está sendo bastante enriquecedora. “Em Barreirinhas não temos muitos casos de malária, mas é possível que um paciente possa contrair em outros estados ou até outros países. O primordial é que possamos dar um diagnóstico fidedigno, de forma precoce, para que esse paciente possa receber o tratamento adequado”, destacou.
O diretor geral do IOC-Lacen/MA, Lídio Gonçalves, explica como funciona o fluxo para o diagnóstico. “Uma das atribuições do laboratório de referência do estado é garantir a qualidade dos exames realizados por toda a rede de laboratórios do Maranhão. Nesse contexto, os técnicos microscopistas precisam ser capacitados, garantindo a fidelidade na leitura das lâminas”, informou.
Em 2023, foram registrados 57 casos no Maranhão. Já em 2024, foram registrados oito casos até o momento. Existem quatro espécies de Plasmodium que podem causar a malária humana (P. falciparum, P. vivax, P. malariae e P. ovale), dos quais o P. falciparum e o P. vivax são os mais prevalentes no Brasil, sendo o P. falciparum o maior responsável por casos graves de malária.
De acordo com o Plano Nacional de Eliminação da Malária, instituído pelo Ministério da Saúde, o objetivo é reduzir o número de casos autóctones de malária, isto é, contraídos na própria região, para menos de 68 mil até 2025, reduzir o número de óbitos para zero até 2030 e eliminar a doença no Brasil até 2035.
O Instituto Oswaldo Cruz/Laboratório Central do Estado do Maranhão (IOC-Lacen/MA), da rede da SES, é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).
<strong>Sobre a malária
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários do gênero Plasmodium transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. Após a confirmação do diagnóstico, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com medicamentos fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
<strong><em>Por Daucyana Castro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o Relatório da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente: hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – 2023. O documento aponta a qualidade dos serviços de saúde. A avaliação é realizada nos hospitais de todo o Brasil. Três unidades de saúde do Estado do Maranhão gerenciadas pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) alcançaram alta conformidade no ano passado. São elas o Hospital de Cuidados Intensivos (HCI) em São Luís, o Hospital Alarico Nunes Pacheco em Timon e o Hospital Macrorregional Dr. Everaldo Aragão em Caxias.
“Os resultados apresentados neste relatório revelam que o Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Saúde e a EMSERH, por meio dos nossos serviços de saúde, empreenderam esforços e ações locais de melhoria destes indicadores. São ações de implantação de práticas seguras e minimização de riscos e danos aos pacientes, melhorando cada vez mais a assistência prestada aos usuários do SUS”, frisou o presidente da EMSERH, Marcello Duailibe.
Em 2023, 1.442 hospitais de todo o país com UTI participaram da etapa de preenchimento e envio do formulário de avaliação das práticas de segurança do paciente. Do Maranhão entraram ainda no relatório outras 11 unidades de saúde, entre públicas e privadas. A classificação dos serviços de saúde é avaliada entre baixa, média e alta conformidade, que pode chegar à 100%.
De acordo com a diretora geral do Hospital Alarico Nunes Pacheco, em Timon, uma das instituições que alcançou alta conformidade, o desfecho dessa avaliação enfatiza o compromisso constante dos profissionais de saúde com as metas internacionais para garantir a segurança do paciente. Eles se esforçam para oferecer cuidados seguros e de alta qualidade, respaldados pelo apoio integral da gestão. “Temos reuniões mensais onde discutimos todos os indicadores e estudamos melhorias. Ter alta conformidade é algo que nos deixa bastante feliz”, disse Ana Patrícia Bringel.
<strong>ITENS DE CHECAGEM
São 21 itens de checagem. Entre os critérios de avaliação estão: Núcleo de Segurança do Paciente instituído; Plano de segurança do paciente (PSP) implantado; Protocolo de prática de higiene das mãos implantado; Protocolo de cirurgia segura implantado; Protocolo para prevenção de quedas; Protocolo para segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos implantado; Protocolo para a prevenção de infecção primária de corrente sanguínea, entre outros.
Para a diretora geral do Hospital Macrorregional Dr. Everaldo Aragão, em Caxias, Rayara Martins, o objetivo é sempre alcançar os melhores resultados possíveis para o paciente. “A segurança do paciente é uma prioridade para nossa equipe de profissionais. Estamos comprometidos em fornecer o melhor atendimento possível, minimizando os riscos e danos aos pacientes durante a internação. Cada unidade hospitalar possui características distintas e, portanto, apresenta riscos específicos. Na UTI, o paciente crítico necessita de vigilância e assistência constantes, o que exige uma equipe altamente qualificada e atenta para intervir imediatamente em qualquer situação. Estamos orgulhosos do brilhante resultado publicado pela ANVISA em seu último relatório e acreditamos que medidas simples podem e devem ser implementadas de forma prática e objetiva por todos os nossos profissionais”, disse.
<strong>CONSTRUÇÃO COMPARTILHADA
“Esse resultado é uma construção compartilhada das boas práticas do Núcleo de Segurança do Paciente, com outras comissões do hospital, equipe multidisciplinar e demais parceiros que fazem acontecer a assistência dentro da unidade. É o trabalho de uma equipe que busca diuturnamente as melhorias da assistência, um trabalho árduo, mas compensador e que mostra que estamos no rumo certo”, destacou a enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente do macrorregional de Caxias, Mayanny Araújo Coimbra.
Assistência essa que salvou a vida de Adriana Pereira da Silva, 32 anos, moradora do município de Lago da Pedra. Ela foi sofria de um aneurisma, foi atendida na unidade, submetida à procedimento cirúrgico, passou pela UTI e agora aguarda alta em ambulatório. “Atendimento excelente não só da UTI como do hospital todo. Não tenho o que reclamar. Sempre me senti segura na unidade. Eles salvaram minha vida”, comentou Adriana.
<strong><em>Por Daucyana Castro
Da fragilidade à força. As equipes de saúde do Hospital Alarico Nunes Pacheco, em Timon, celebraram esta semana a alta de bebê Mayla Gabriele, com prematuridade extrema, após dois meses e 16 dias na UTI neonatal na unidade da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
A recém-nascida é filha de Maria Clara Xavier Sousa e nasceu de parto normal, prematura extrema, de 26 semanas com 888g. O prematuro é a criança que nasceu pré-termo. Ou seja, antes de completar 37 semanas de gestação, podendo ser classificado de acordo com a idade gestacional ao nascer. Já o prematuro extremo é aquele que nasceu entre 24 e 28 semanas. A alta aconteceu nesta segunda-feira (9).
A criança recebeu tratamento na unidade de saúde e após dois meses foi liberada pela equipe médica para ir para casa. Em um ato de agradecimento e fé, a mãe da pequena guerreira cumpriu uma promessa especial, feita entre lágrimas nos corredores do hospital. De joelhos, ela percorreu vários setores da unidade de saúde, compartilhando a boa notícia da alta de sua filha. Para ela, o apoio da equipe médica desde o nascimento até o momento da alta, foi essencial para o desenvolvimento de mãe e filha durante o período de internação.
“Esses dois meses foram muito difíceis, achava que não ia conseguir. Eu pensava que ela não ia sobreviver. Mas Deus é tão maravilhoso que minha filha está bem. Eu agradeço demais a equipe da UTI, que deram toda a assistência e cuidado para a minha filha. Eu sou muito grata a toda a equipe da unidade, médicos, enfermeiros, psicólogos, que fizeram tudo que era possível por nós. Foi o dia mais feliz da minha vida essa alta. Eu chorei de alegria com a notícia da alta e falei que ia cumprir minha promessa e cumpri”, disse Maria Clara Xavier Sousa, mãe da recém-nascida.
Para a diretora geral da unidade de saúde, esse caso representa todo o esforço de uma equipe focada em prestar a melhor assistência, dar atendimento humanizado e transformar o ambiente hospitalar em um espaço de amor e esperança.
“Prezamos pela excelência, respeito e acolhimento, contamos com o apoio de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, enfermagem, psicóloga, assistente social, fisioterapeuta, que acompanham de perto caso a caso. Foi um tratamento longo, de muita paciência e cautela onde a equipe médica e multidisciplinar precisou respeitar e atuar no tempo certo de cada evolução. É uma história com final feliz, uma vitória do SUS”, frisou a diretora geral do Hospital Alarico Nunes Pacheco, Ana Patrícia Bringel.
O Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco em Timon integra a rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES). A unidade oferece atendimentos nas áreas de obstetrícia, urgência e internação, ginecologia, cirurgia geral, cirurgia ginecológica, cirurgia pediátrica, cirurgia vascular, cirurgia urológica, cirurgia e ambulatório ortopédico, nefrologia, nutrição, psicologia, cardiologia (parecer e risco cirúrgico), ultrassonografia, radiologia, clinica médica (internação e ambulatório), pediatria (internação e ambulatório), regulação oncológica, anestesiologia e proctologia. O hospital é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).
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