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Direto das Unidades

Aqui você pode acompanhar as principais notícias das unidades de saúde da EMSERH

Coxins produzidos com material de baixo custo pela Oficina EMSERH auxiliam na redução de lesões por pressão em unidades de saúde

Coxins produzidos com material de baixo custo pela Oficina EMSERH auxiliam na redução de lesões por pressão em unidades de saúde

<em>Por Daucyana Castro</strong>

Com o objetivo de evitar e minimizar as lesões por pressão e dar mais qualidade de vida aos pacientes acamados ou com mobilidade reduzida em unidades de saúde, a Oficina EMSERH desenvolveu a confecção de coxins ortopédicos. Único item 100% fabricado do zero com sobras de materiais, o coxim ortopédico é aconselhado para pessoas acamadas ou em recuperação com objetivo de prevenção de úlceras de pele causadas por pressão constante (escaras). A Oficina EMSERH já fabricou até o momento 318 coxins, com um valor de custo de aproximadamente R$ 60 a unidade.

“O preço em média de um coxim é de R$ 300. Com a nossa própria produção, esse valor cai para R$ 60 a unidade, reduzindo assim custo de lavagem do enxoval. É um projeto muito importante desenvolvido pela EMSERH, pois alia uso consciente de recursos públicos, reaproveitamento de materiais, preservação do meio ambiente e a satisfação do usuário lá na ponta. O nosso objetivo é continuar garantindo que cada pessoa que precise de uma unidade pública de saúde possa ter acesso à um serviço de qualidade e conforto”, frisou o presidente da EMSERH, Marcello Dualibe.

Para o gerente da Oficina EMSERH, tem sido gratificante contribuir de forma positiva com esse projeto. “Recebemos recentemente o retorno do uso desses coxins nas unidades de saúde com a melhora dos indicadores de lesões por pressão, o que reforça a importância do uso desse item. Somos uma oficina que reforma mobiliário hospitalar e o único que fabricamos do zero são os coxins. Conseguimos criar algo novo com sobras de materiais que poderiam ir para o lixo e que nas mãos da nossa equipe ganham uma nova utilidade”, explicou o gerente da Oficina EMSERH, Daniel Fernandes.

O material recebido tem impactado de forma positiva na recuperação dos pacientes. O coordenador de Enfermagem do Hospital Geral Vila Luizão, uma das unidades que recebeu os coxins para utilização em UCI e UTI, explica que esses itens são essenciais para a boas práticas do Protocolo de Mudança de Decúbito e para o Plano de Ação de Redução das Lesões por Pressões.

“Enquanto recurso material, o coxim permite que a equipe de enfermagem realize a cada duas horas, a alternância de decúbitos de pacientes restritos ao leito e mobilidade reduzida, bem como auxilia a mobilização de membros durantes procedimentos, como curativos e punções. Neste mês de julho já tivemos sucesso no fechamento de lesões de cinco pacientes e conseguimos a redução de evoluções inesperadas de lesões com capacidade de controle assistencial, demonstrando claramente o impacto deste material para o controle e prevenção de lesão por pressão. Tudo isso aliado às medidas nutricionais que também são importantes para reduzir casos novos de lesões. Isso é um incentivo a prosseguir com a execução dos processos buscando cada vez mais, melhorar a qualidade da prestação de serviço, de modo a impactar inclusive, na redução de custo aos cofres públicos, sobretudo ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressaltou o coordenador de Enfermagem do Hospital Geral Vila Luizão, Alisson Santos.

OFICINA EMSERH

Localizada no Anexo do Hospital Aquiles Lisboa, no bairro Vila Nova, a Oficina EMSERH completou quatro anos de funcionamento no último dia 20 de agosto e foi criada com o objetivo de promover manutenção preventiva e corretiva de mobílias de unidades de saúde, melhoria da estética das unidades, além de proporcionar mais conforto aos pacientes, acompanhantes e funcionários dos hospitais.

No local são feitos serviços de solda de elementos metálicos, cortes, ajustes, troca de estofados, revestimentos, pinturas, dentro outros. Entre os itens mais restaurados estão poltronas de acompanhantes, cadeira de rodas, cadeiras de escritório e longarinas.

A Oficina EMSERH atualmente atende 30 unidades de saúde gerenciadas pela EMSERH em 12 cidades maranhenses. Desde quando foi criada em 2020 já restaurou e entregou 2.012 itens. Em 2024 entregou 539 instrumentos. Só este ano a Oficina EMSERH gerou uma economia de R$ 798.300,21 para os cofres públicos.

“Esse é um projeto que nos permite economicidade e aumenta o nível de satisfação dos nossos pacientes e acompanhantes. Assim, a EMSERH por meio da Oficina consegue resolver a curto prazo problemas de mobília hospitalar que estão necessitando de reforma. Hoje estamos muito felizes em comemorar os quatro anos da nossa oficina e com os resultados conquistados”, frisou a diretora Executiva de Engenharia e Manutenção da EMSERH, Jessyca Xavier.

Governo realiza cirurgia inédita no Hospital Regional de Caxias para tratar tumor nasal raro

Governo realiza cirurgia inédita no Hospital Regional de Caxias para tratar tumor nasal raro

<em>Por Daucyana Castro</strong>

O Hospital Regional de Caxias Dr. Everaldo Ferreira Aragão, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou, pela primeira vez, uma técnica cirúrgica para retirada de um angiofibroma juvenil via endonasal, que é um é um tumor nasal raro, histologicamente benigno, porém, com comportamento agressivo. O procedimento na unidade da Rede Estadual de Saúde foi feito na terça-feira (6).

O paciente, de 14 anos, proveniente do município maranhense de Pedreiras, foi operado pelo otorrinolaringologista, Thiago Luís Araújo, com o apoio do neurocirurgião Thiago Guimarães. O tumor nasal raro ocorre com maior frequência na adolescência e é predominante em pacientes do sexo masculino. Entre os sintomas previstos, edema na região, obstrução nasal e sangramentos. O tratamento é cirúrgico.

“Paciente que chegou pra gente em abril desse ano e há seis meses com sangramento moderado. É um tumor muito vascularizado e agressivo. Conseguimos por meio do convênio com o Hospital Getúlio Vargas em Teresina realizar lá a embolização do tumor, e em seguida a cirurgia aqui em Caxias. Na embolização através de uma arteriografia, o neurovascular cateteriza até chegar ao tumor para fechar o vaso e assim, a gente consegue remover a lesão com menos sangramento. Dessa forma, conseguimos fazer a ressecção total do tumor com sangramento mínimo e o paciente já se encontra em recuperação”, frisou o otorrinolaringologista Thiago Luís Araújo.

O médico otorrinolaringologista acrescentou que a realização desse tipo de procedimento cirúrgico necessita de três pré-requisitos: necessidade de UTI no hospital; serviço de embolização prévio e equipe qualificada para realização da cirurgia.

“É uma cirurgia de alta complexidade. Na região, apenas o Hospital Getúlio Vargas em Teresina realiza dois ou três procedimentos desse tipo por ano. Por conta do convênio foi feita a embolização em Teresina 48 horas antes da cirurgia. Já trabalhamos em conjunto com a equipe de neurocirurgia do hospital há três anos, com ressecção de tumores de base pelo nariz”, completou Thiago Luís Araújo.

A mãe do adolescente, Carla Mirelle da Silva Rego, conta que o garoto já apresentava sangramento significativo na região há mais de 6 meses. Ela agradeceu a assistência recebida na unidade de saúde. “Gostei desde a consulta. Fizemos todos os exames e retornamos. O médico viu o desespero que a gente tava. De fato, foi tudo ótimo, tudo muito bem mesmo, meu filho fez a cirurgia e está mil maravilhas. Só tenho a agradecer, primeiramente à Deus, ao Hospital Macrorregional de Caxias e ao Dr. Thiago. Graças à Deus deu tudo certo. Agora meu filho poderá fazer o que gostava como jogar bola e andar de bicicleta”, concluiu a mãe. Para a diretora do Hospital Regional de Caxias Dr. Everaldo Ferreira Aragão, Rayara Martins, o procedimento cirúrgico foi uma grande conquista para os usuários do SUS na região e reforça o compromisso do Governo do Estado em ampliar os serviços de saúde.

“Realizamos com sucesso a primeira cirurgia de angiofibroma juvenil no interior do Maranhão. Também é a primeira do hospital, sendo uma cirurgia de alta complexidade. Nosso objetivo é melhorar, investir nas demandas de cirurgias eletivas e na humanização do atendimento ao usuário do SUS. São nossas principais metas para a população da região dos Cocais e outras cidades atendidas pelo hospital”, finalizou Martins.

O Hospital Regional de Caxias Dr. Everaldo Ferreira Aragão, da Rede Estadual de Saúde, é gerenciado pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH).

Governo certifica participantes do Curso de Operador de Suporte Médico

Governo certifica participantes do Curso de Operador de Suporte Médico

<em>Por Samir Aranha</strong>

O Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e em parceria com a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH) realizou, nesta quarta-feira (07), a solenidade de encerramento do “Curso de Operador de Suporte Médico – COPMED 2024. O evento aconteceu no Salão de Atos do Palácio dos Leões, em São Luís (MA).

O evento contou com a participação do governador Carlos Brandão, dos secretários estaduais de saúde, Tiago Fernandes; segurança pública, Maurício Martins e da Casa Civil, Sebastião Madeira, do diretor-clínico da EMSERH, Ricardo Martins, além de outras autoridades.

Foram capacitados cinquenta profissionais da Central Estadual de Regulação da Secretaria de Saúde do Estado (SES) e do Centro Tático Aéreo, do Comando Geral da Polícia Militar, sendo 22 médicos e 28 profissionais de enfermagem.

O curso, com duração de 60 horas, teve módulos teóricos e aulas práticas, fortalecendo e capacitando equipes que realizam transporte aéreo de pacientes em situações emergenciais.

O governador Carlos Brandão destacou a importância da capacitação. “Eu fiz questão de estar presente nesta formatura dos aeromédicos, para divulgar à população a existência e a relevância destes profissionais na missão de salvar vidas. Valorizar este grupo, os capacitando, traz frutos objetivos à saúde, principalmente a pacientes que diariamente são salvos por estas equipes.

O “Curso de Operador de Suporte Médico – COPMED 2024″ foi desenvolvido de acordo com a legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Ministério da Saúde. A capacitação abordou temas, como: segurança operacional, principais patologias e alterações fisiológicas, protocolo de transporte do paciente crítico, visita técnica em aeronave de transporte aeromédico, prática do protocolo de transporte aeromédico adulto e discussão de casos clínicos.

“Liderados pelo governador Carlos Brandão, abraçamos este compromisso de cuidar dos maranhenses, e isso passa por cuidar, capacitar e cuidar de quem cuida. Comemoramos atualmente mais de 250 procedimentos por helicóptero, são ao menos 250 vidas já salvas por estas equipes de suporte aéreo. Por isto todo o nosso reconhecimento e valorização”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

Os protocolos para o desenvolvimento desse tipo de assistência são coordenados pela Central Estadual de Regulação da Secretaria de Saúde do Estado (SES) e executado em parceria com Centro Tático Aéreo, do Comando Geral da Polícia Militar.

Segundo o diretor-clínico da EMSERH, Ricardo Martins, “É uma grande satisfação à EMSERH poder dar suporte à realização deste curso, existente a partir de um convênio firmado entre a SES, SSP e EMSERH. É uma forma de valorizar nossos profissionais, que dá reflexos imediatos à melhor prestação de serviços aos maranhenses”, comentou.

Para a médica Estefane Lobo, uma das participantes certificadas durante o evento, o momento representa a valorização dos profissionais de transporte médico aéreo. “Foi um processo desafiador, mas necessário a nosso desenvolvimento profissional. É gratificante, ao mesmo tempo que um orgulho, saber que estamos preparados para situações adversas em trânsito aéreo, dando mais segurança aos pacientes e à equipe da qual fazemos parte”, disse.

SES realiza cirurgia inédita no Hospital Regional de Caxias para tratar pacientes oncológicos

SES realiza cirurgia inédita no Hospital Regional de Caxias para tratar pacientes oncológicos

<em>Por Samir Aranha</strong>

Um procedimento inédito foi realizado no Hospital Regional Dr. Everaldo Aragão em Caxias. Investimentos do Governo do Estado permitiram a execução da cirurgia de Pelveglossectomia Pull Trough para tratar pacientes oncológicos de cabeça e pescoço. A proposta da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é beneficiar os pacientes que necessitem do procedimento no Maranhão.

Após a cirurgia realizada neste mês de julho, a lavradora Maria do Socorro Mota da Silva, de 64 anos, proveniente de Codó, encontra-se com quadro estável e em processo de recuperação para dar seguimento ao tratamento da doença com sessões de rádio e quimioterapia.

“A minha mãe tem câncer de boca, causado pelo fumo. O tratamento é difícil, mas estamos confiantes de uma melhora da nossa mãe. É um alívio poder fazer aqui no interior, um pouco mais próximo de casa. Só temos que torcer para que tenha mais qualidade de vida”, comentou a lavradora Octaviana Teixeira Mota, de 36 anos, filha da paciente operada.

A cirurgia, voltada ao tratamento de pacientes oncológicos de cabeça e pescoço, possibilita melhoria de sintomas e da qualidade de vida aos pacientes. Realizada pela primeira vez no interior do Maranhão, o procedimento é considerado padrão ouro em carcinomas de boca e língua e consiste na retirada completa do assoalho da boca.

“Graças à reforma de nosso centro cirúrgico, nossa equipe realizou uma Pelveglossectomia Pull Trough, procedimento inédito no interior, proporcionando assim acesso à saúde de alta complexidade sem necessidade de deslocamentos longos e custosos para os pacientes, com equipe técnica capacitada e qualificada” disse a supervisora do Centro Cirúrgico do Hospital Macrorregional de Caxias Dr. Everardo Aragão, Marcela Aguiar.

O cirurgião Márcio Jackson coordenou a equipe médica durante a cirurgia. “O procedimento, de grande complexidade e extensão, é revolucionário na região, garantindo benefícios à paciente, mas, sobretudo, um marco para a saúde pública e para o fluxo de pacientes, evitando deslocamentos à capital e, ainda proximidade da paciente com seus familiares”, explicou.

A unidade da rede da Secretaria de Estado da Saúde, gerenciada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), é referência no atendimento de urgência e de alta complexidade na região dos Cocais.

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