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Direto das Unidades

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Equipe do Hospital da Ilha apresenta trabalho no Congresso Brasileiro de Queimaduras

Equipe do Hospital da Ilha apresenta trabalho no Congresso Brasileiro de Queimaduras

<em><strong>Por Samir Aranha

Na rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o setor de queimados do Hospital da Ilha, por meio de sua equipe multidisciplinar, participou do XIII Congresso Brasileiro de Queimaduras (CBQ), um dos mais importantes eventos científicos nacionais relacionados à temática de saúde. Realizado em Salvador, iniciado na última quarta-feira (27), reúne profissionais e especialistas em torno do tema ‘Interdisciplinaridade e Inovação’.

O Congresso propõe, por meio de palestras plenárias, simpósios, workshops, temas livres e apresentações de pôsteres a reflexão sobre novas abordagens terapêuticas, estudos de caso e experiências exitosas no tratamento de vítimas de queimaduras graves. A programação será finalizada nesta sexta-feira (29).

O Hospital da Ilha teve sete membros de sua equipe no evento, participando da apresentação de dois trabalhos: ‘Implantação da primeira unidade de queimados em um hospital de referência no Maranhão’ e ‘Implantação de Terapia Hiperbárica em unidade de queimados em um hospital de referência no Maranhão’. Os dois trabalhos discorrem sobre relatos de desafios e experiências exitosas alcançadas pela equipe do hospital nos primeiros meses de atendimento da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) da instituição.

Segundo a diretora do Hospital da Ilha, Ana Caroline Hortegal, a participação no CBQ é um momento oportuno para agregar conhecimentos, investir em qualificação profissional para atendermos da melhor forma os pacientes que necessitam dessa assistência específica. “Ainda aproveitamos para compartilhar com outros estados do país nossas experiências com as vítimas de queimaduras, divulgando nossos indicadores, mostrando que a saúde pública do Maranhão está no caminho certo”, comentou.

O diretor clínico do Hospital da Ilha, Dimintrius Garbis destacou a importância da atualização científica da equipe por meio da troca de experiências com profissionais de diversas partes do mundo. “É imensurável a oportunidade de poder conhecer as mais modernas experiências em terapêutica de queimados, ouvindo profissionais de países com medicina de ponta como os Estados Unidos, e também de países como Peru e Colômbia, com perfis epidemiológicos semelhantes ao nosso. Isso só vem a acrescentar ao trabalho desenvolvido”.

Dimintrius Garbis acrescentou, ainda: “Hoje pudemos estar na mesma mesa dos relatos do Hospital de Queimados de Goiânia, que é a unidade que nos inspirou no desenvolvimento da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Ilha. Isso é muito gratificante!”.

<strong>Unidade de Tratamento de Queimados Inaugurada em maio deste ano, a UTQ dispõe de 19 leitos, sendo 6 pediátricos e 13 adultos, dentre eles dois de estabilização. O serviço é responsável por fazer o atendimento com apoio dos leitos de UTI Adulto e Pediátrico do hospital. A unidade é gerenciada pela Empresa Maranhense de serviços Hospitalares (Emserh).

A unidade conta com uma sala de cinesioterapia, útil no processo de recuperação motora com oferta de exercícios terapêuticos, e sala de balneoterapia, espaço adaptado para realizar banhos e trocas de curativos de forma segura e confortável para os pacientes.

Além disso, a UTQ dispõe de uma câmara hiperbárica exclusiva, semelhante a uma cama vedada com oxigênio puro, onde sua função é aumentar a pressão atmosférica com a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue, acelerando a cicatrização e evitando infecções e atrofias musculares.

A unidade funciona como retaguarda para pacientes oriundos dos serviços de urgência e emergência de todo o Maranhão, através da Central de Regulação de Leitos, conforme o protocolo de acesso estabelecido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Hemocentros do Maranhão participam de videoconferência sobre a importância da doação de medula óssea

Hemocentros do Maranhão participam de videoconferência sobre a importância da doação de medula óssea

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão (Hemomar), da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou, nesta segunda-feira (25), a primeira videoconferência da Hemorrede e o tema inaugural foi doação de medula óssea, com a participação de representantes dos hemonúcleos instalados no Maranhão.

Entre os temas tratados, a confirmação de possibilidade de doação, quem pode doar, como é realizada a doação de medula óssea, riscos, quanto tempo a medula óssea leva para se recompor, como os pacientes recebem a medula óssea, entre outros.

O médico hematologista e diretor clínico do Hemomar, Ademar Moraes, que ministrou o treinamento, ressalta que a medula óssea é, no momento, a única possibilidade de cura de diversas doenças, como algumas leucemias, por exemplo. Disse ainda que o Brasil é o terceiro país com melhor banco de doações de medulas ósseas, que o processo é realizado de forma totalmente segura e contribui significativamente para salvar vidas. “Para ser um doador basta se cadastrar em nosso hemocentro ou um hemonúcleos, onde coletaremos um pouco de sangue para análise genética. Se compatível com alguém, convocaremos para a doação da medula óssea. Em torno de duas semanas, a medula doada já está recomposta”, pontuou.

A coordenadora de captação de doadores do Hemomar, Misleny Silva, que também ministrou o treinamento, comenta sobre a importância de momentos como esse. “A videoconferência envolvendo todos os hemonúcleos nos possibilitou uma interação para que pudéssemos abordar um tema de suma importância que é a intensificação do Cadastro de Doadores de Medula Óssea e por meio dessa ferramenta quase 50 pessoas participaram, aprendendo a realizar esse cadastramento”, frisou.

Além da participação de representantes dos hemonúcleos do Maranhão, profissionais que atuam no Hemocentro de São Luís também tiveram a oportunidade acompanhar a palestra, adquirir conhecimento e tirar qualquer dúvida a respeito do assunto.

“Esse é um tema que gera muitas dúvidas e que precisa ser bem debatido, o cadastro de medula óssea. As videoconferências serão mais uma ferramenta auxiliar no despertar para a importância de ações tão relevantes, como é o caso da multiplicação do processo de doação. É importante a união de todos dentro desse processo para o fortalecimento da hemorrede do estado do Maranhão”, frisou a diretora geral do Hemomar, Clícia Galvão.

Setembro Amarelo é tema de Roda de Conversa com colaboradores da EMSERH

Setembro Amarelo é tema de Roda de Conversa com colaboradores da EMSERH

<strong><em>Por Vanessa <em><strong>Ribeiro

Colaboradores da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), participaram, nesta segunda-feira (25), no Espaço Cuidar, no anexo 2 da empresa, de uma roda de conversa sobre o Setembro Amarelo, que trata da prevenção ao suicídio.

O setor de Saúde Ocupacional e a Diretoria de Gestão de Pessoas da EMSERH, convidaram profissionais do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) 3 Bacelar Viana, para um bate papo descontraído com os colaboradores. Durante a ação, foram apresentadas estratégias para ajudar a diminuir o estresse, como automassagens, técnicas de respiração, dentre outras.

A psiquiatra Bianca Pessoa foi uma das facilitadoras e pontua que as pessoas precisam cuidar da saúde mental, assim como cuidam da saúde física . “Hoje aqui nosso objetivo principal foi falar sobre técnicas de autocuidado, como diminuir o estresse, melhorar as relações sociais. Chamar atenção para o fato que ter saúde mental não é algo passivo. A gente precisa buscar, praticando atividade física, cultivando boas relações e bons hábitos”, ressaltou.

A coordenadora do Caps 3 Bacelar Viana, Margiane Neves explica a importância de tratar deste assunto nos ambientes de trabalho. “A gente cuida de saúde e as vezes se negligencia. No ambiente de trabalho as pessoas, em geral, têm muita cobrança e hoje mostramos algumas estratégias para as pessoas se auto avaliarem e pensarem no que podem fazer por si naquele momento de muito estresse. Para manter a saúde mental, é fundamental tirar pelo menos cinco minutos por dia para fazer algo por nós mesmos, como uma simples caminhada ao ar livre. É impressionante o impacto que pequenas atitudes como essa causam em nossas vidas”, destacou.

A analista ambiental Samantha Fraga, atua na gerência de Meio Ambiente a aprova a iniciativa. “Saúde mental é manter a harmonia entre os sentimentos positivos e negativos que enfrentamos diariamente, o que nos ajuda a ter relações saudáveis, sejam elas interpessoais, profissionais ou até mesmo individuais. Essa roda de conversa foi extremamente importante para propor aos colaboradores uma reflexão de possíveis causas e efeitos do dia a dia na nossa saúde mental”, disse.

Quem também participou da roda de conversa foi a técnica de segurança do trabalho, Luciana Sodré. Ela destaca que ações assim possibilitam as pessoas que precisam de ajuda e nem percebem, a buscarem tratamento. “Gostei muito inclusive essa temática deveria ser abordada não só em setembro mas o ano todo, pois atualmente uma grande parte população está adoecida mentalmente e muitas não procuram ajuda. Abordar esses temas na empresa pode nortear as pessoas que precisam de tratamento e não se dão conta disso”, frisou.

“Planejamos esse momento com os colaboradores para chamar atenção para esse tema tão importante, que é a prevenção do suicídio e do cuidado com a saúde mental. Nessa roda de conversa eles tiveram a oportunidade de falar e ouvir informações importantes de como manter a saúde mental, onde procurar ajuda e como ajudar”, pontuou Ana Karla Dias, enfermeira do trabalho e uma das organizadoras da ação.

<strong><em>Fotos: Ricardo Zacheu

“Foi em função da rapidez do atendimento, que hoje estou viva”, conta paciente atendida em programa do Governo do Estado

“Foi em função da rapidez do atendimento, que hoje estou viva”, conta paciente atendida em programa do Governo do Estado

<em><strong>Fonte: SES

“Foi em função da rapidez do atendimento, que eu hoje estou viva e posso continuar junto dos meus filhos e da minha mãe”, disse Letícia Santos, de 29 anos, que recebeu atendimento de emergência, através do Cuidar de Todos – Programa AVC “Cada Segundo importa”. O programa foi implantado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e lançado pelo governador Carlos Brandão.

Com histórico de hipertensão, diabetes, obesidade e suspeita de enxaqueca, em 4 de julho, no início da manhã, Letícia Santos recorda que sentiu uma dor de cabeça muito forte. Desmaiada, a paciente foi levada para a UPA Cidade Operária. Em seguida, com a confirmação do diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi encaminhada para o Hospital da Ilha, onde concluiu o atendimento que salvou sua vida e evitou sequelas graves. “Soube o que tinha acontecido porque me contaram. Eu fiquei sem falar, me movimentar, ter reação, nem nada”, disse.

Nesta sexta-feira (22), o governador Carlos Brandão e o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, lançaram o Eixo AVC – Cada Segundo Importa, do Programa Cuidar de Todos. Atualmente, 114 pessoas foram atendidas pelo programa, durante o período de teste.

O coordenador do AVC “Cada segundo importa”, o neurologista Marcone Moreno, explica a importância dessa celeridade trazida pelo Programa. “O AVC por si só já causa um estrago muito grande na vida do paciente com alta chance de morte e de morbidade, ou seja, o paciente fica muito sequelado, com perda de funcionalidade. A oportunidade que o Programa traz com o tratamento de fase aguda é a capacidade de conseguirmos tratar o AVC quando ainda do início, permitindo que uma menor parte do cérebro seja destruída, diminuindo sequelas, morte, tempo de internação, auxiliando em uma recuperação mais rápida, na reabilitação e inclusive reduzindo a sobrecarga social que o AVC traz para o paciente e sua família”, explicou.

<strong>Atendimento

Após o paciente dar entrada na UPA, através da Plataforma Digital (Join) ocorre a integração das unidades de saúde. A comunicação ocorre em tempo real entre os profissionais de saúde das UPAs, médicos especialistas da plataforma e da rede de atenção hospitalar do Estado, que tem como Hospital de Referência para essas ocorrências o Hospital da Ilha.

<strong>Ampliação

A partir desta sexta-feira (22), o programa, que iniciou nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Cidade Operária, Itaqui-Bacanga e Araçagi durante quatro meses, se estende para as UPAs Vinhais, Parque Vitória, Paço do Lumiar e o Hospital da Vila Luizão.

Maria da Paz dos Santos, de 53 anos, foi diagnosticada com AVC na UPA Itaqui-Bacanga, em 15 de agosto. “Eu estava muito nervosa, porque meu filho começou a passar mal e me desesperei. Quando fui acordar eu já estava lá no Hospital da Ilha. Só mexia os olhos, o resto do meu corpo estava todo morto, por assim dizer. E ninguém que me viu acreditou que eu fosse sobreviver, lá eu recebi o trombolítico. Hoje eu tomo medicação, mas não tenho consequência do que passei. Eu devo tudo a esse programa, foi muito bom”, contou.

<strong>Entenda como funciona Cuidar de Todos – Programa AVC “Cada segundo importa”

A porta de entrada do atendimento do programa ocorre a partir da avaliação do paciente nas Unidades de Pronto Atendimento Cidade Operária, Itaqui-Bacanga, Araçagi, Vinhais, Parque Vitória, Paço do Lumiar ou Hospital da Vila Luizão. Na porta de entrada, a equipe realizará a triagem FAST-ED (triagem pré-hospitalar de oclusão de grande vaso em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico) e, se positivo, aciona a equipe e insere o caso na plataforma Join.

Neurologista JOIN e enfermeiro (a) especialista JOIN auxiliam a unidade na obtenção de dados;

Unidade Hospitalar é comunicada para iniciar as providências de reservas de sala de exame, acionar equipe neurológica e reserva de leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI);

A partir desse momento, inicia o deslocamento do paciente com acompanhamento do trajeto até o Hospital de Referência para o atendimento, que é o Hospital da Ilha. Todo o percurso é monitorado em tempo real com geolocalização;

Durante o transporte ao hospital, é mantida comunicação contínua com neurologia do hospital, que já está ciente da transferência. Deste modo, há controle de todos os eventos, a partir da confirmação do AVC;

Ao chegar no hospital, o paciente é imediatamente encaminhado ao exame de tomografia do crânio e em conjunto equipes de AVC do Hospital neurologista JOIN reavaliam o paciente e analisam a tomografia;

Todas as etapas e informações são preenchidas na ferramenta JOIN. Depois da obtenção de todos os dados é definida a terapia reperfusional e neurologista JOIN acompanha todo o processo e parâmetros clínicos;

Ao final do atendimento emergencial, o paciente é transferido para a UTI.

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